Uma História, uma Receita.

Consulado da Mulher apresenta: 

 

Lê Brigaderia em…Uma história de Páscoa

“O meu trabalho é a minha vida! Principalmente a páscoa, eu trabalho 12 meses nela”

Em meio a unicórnios, bonecas LOL, Homem-aranha, Baby Shark, Turma da Mônica, Galinha Pintadinha e tantos outros personagens, que Letícia faz a Páscoa da criançada. Os pais, avós e tios que vão à Lê Brigaderia, em Rio Claro (SP), atrás de um kit criativo para presentear chegam ao lugar certo! 

O mundo de fantasia com gostinho de chocolate que a empreendedora criou, se tornou a alegria de muitos clientes que a procuram. “ Desde a primeira Páscoa eu gosto de fazer coisas muito diferentes”, conta ela. E pensar que antes, trabalhar com a Páscoa não era uma opção para Letícia. “Eu não fazia venda de Páscoa, quando decidi fazer, queria algo que chamasse a atenção”, completa.

Os investimentos não param. Todo ano, Letícia precisa comprar mais material para fazer os kits e como forma de aumentar as vendas começou a investir em peças prontas, como copos, bolsinhas e lápis de cor. E são um sucesso! A empreendedora transformou a paixão antiga de fazer bolos simples em algo rentável. Estudou, pesquisou, fez muitos cursos e colocou a criatividade para jogo. 

A demanda de Páscoa é tão alta que a família entra no negócio para dar uma força. A irmã ajuda com as embalagens e o cunhado com algumas entregas. “Fora de época, eu trabalho sozinha, mas na Páscoa não tem como. Esse ano em quase quatro não demos conta, ano que vem vou precisar de mais gente”, lembra Letícia. 

E para quem acha que assim que passa a Páscoa, o trabalho de Letícia termina, está muito enganado. A empreendedora conta que passa o ano inteiro se preparando para a data, “depois que acaba a Páscoa é a melhor época para pesquisar, eu tiro print, vejo ideias na internet, pesquiso onde fabrica copo e bolsas. Eu estudo e planejo o ano inteiro para a Páscoa. Esse ano a minha produção para a Páscoa começou no dia 2 de janeiro”, orgulha-se a dona da Lê brigaderia.

Uma produção e tanto! Os clientes amam os kits, os chocolates e o capricho de Letícia, tanto que não sobra nem um pedacinho para contar história. Vez ou outra é capaz de conseguir encontrar algum kit em cima da hora, mas é bom não contar com a sorte. A empreendedora conta que todo ano costuma comprar mais chocolate do que no ano anterior. “Esse ano eu comprei igual do ano passado, porque eu não sabia como ia ser por conta da pandemia, tinha mais gente desempregada”, explica Letícia. E não é que as encomendas foram maiores? “Eu pensei que não venderia tão bem, mas aí acabou meu chocolate, eu tive que comprar mais e acabei pagando 70% mais caro”, conta.

Apesar de pagar mais caro por precisar comprar mais chocolate para dar conta das encomendas e de não poder fazer a liquidação posterior à Páscoa que ela costuma fazer, Letícia orgulha-se do fato das vendas só aumentarem a cada ano. 

Afinal, a páscoa para Letícia dura o ano todo. “Se está chegando o final do ano, eu já lembro: tem que correr atrás da Páscoa. No começo do ano: nossa, a Páscoa tá chegando. Passou a Páscoa, tem que marcar o que aconteceu na Páscoa. É tudo a Páscoa!”, orgulha-se ela.

 Relação com o Consulado da Mulher

Essa história começa há alguns anos, 19, para ser mais exata. Foi nessa época que a Letícia conheceu a unidade de Rio Claro (SP) do Consulado da Mulher, diferente do formato que conhecemos hoje. Antes com cursos voltados para artesanato e culinária, foi através da irmã, uma das professoras do local, que teve o seu primeiro contato. “O artesanato estava no auge, era biscuit o curso da época”, conta ela.

O biscuit não vingou. Os anos se passaram e Letícia ficou muito tempo sem ouvir falar do Consulado. Até que uma amiga que participava do programa de educação empreendedora do Consulado da Mulher a indicou. Gosto por cozinhar, um negócio começando a prosperar, ela já tinha, só precisava entender melhor como gerir o seu empreendimento, precificar os seus produtos e fazer um marketing certeiro.

E não é que deu certo? Hoje Letícia está emancipada e fazendo cada vez mais sucesso com as novidades deliciosas. Coelhinho da Páscoa que se cuide! 

 

Dindin da Mila em…Um doce de mãe

“O meu trabalho representa resiliência. Quis desistir e acabar com tudo mais de uma vez, mas fui muito resiliente e dirigi tudo com muita sabedoria”

Quem passa por Manaus tem que ter uma parada certeira: experimentar o Dindin da Mila! Uma iguaria que é sucesso e tem gostinho de infância. Alguns conhecem por geladinho, gelinho, chup chup ou sacolé, cada local tem a sua maneira própria de chamar, mas o amor é o mesmo.

Samila, a empreendedora que está por trás das mais deliciosas receitas do Dindin, conta como é a rotina de mãe e dona de negócio. Com as crianças, a Mirella de 4 aninhos e o Samuel de 10, em aula online, a rotina tem que ser seguida. “Eu fico com a parte de produção, cuidar das crianças, tudo ao mesmo tempo. Eu coloco tudo no papel, tem hora pra tudo”, conta Samila.

E tem mesmo! Às 5h da manhã é a hora que a Samila acorda para começar a produção dos dindins, são 100 logo de manhã. Após o preparo do almoço é a hora de abrir o delivery, onde reveza o trabalho de atendimento aos clientes com o marido. As crianças começam a aula online no período da tarde e a produção de Samila só para às 17h. Contabilizando 200 dindins ao dia!

Conciliar a produção com a rotina das crianças não é tarefa fácil, mas Samila faz questão de acompanhar o desenvolvimento delas de perto. Samuel, o filho mais velho, entrou no 6 ano e tem seis grupos de whats para estudar, um para cada matéria e a mãe acompanha tudinho! “Ele fica das 14h até as 17h com o celular, acompanhando as tarefas, fazendo as lições. E eu também estou no grupo da escola, ele tá respondendo, mandando as tarefas e estou acompanhando”, explica ela.  

Mirella, a caçula da família, também começou na escolinha e já acompanha as primeiras tarefas de desenho e atividades de alfabetização. “A aula dela é mais rápida, tem 2 horas, o pai dela assiste o vídeo com ela e eu fico na produção. Quando eu coloco os dindins para congelar, eu dou uma pausa, e ajudo ela a fazer as atividades, a tirar a foto e mandar para a professora”, comenta Samila. 

Mas nem só estudo vivem Samuel e Mirella, pois eles também amam um dindin! A empreendedora e mãe das crianças conta que sempre prepara uns menores com o que sobra da produção para a sobremesa das crianças. “Eu dou para eles comerem após o almoço e sempre tem briga pelo de morango”, o sabor preferido dos dois. 

É fato que as crianças amam as receitas da mãe, mas não só elas. Muita gente procura pelos dindins da Mila, tanto que as vendas ocorrem também pelos aplicativos de comida. E justamente maio, é o mês em que ela mais vende o produto. “Ano passado a gente triplicou o nosso faturamento, comparado com 2019″, conta ela. De maio a outubro é o melhor período para a venda dos dindins, só caindo mesmo em novembro por conta do tempo chuvoso do Amazonas, o que não impede de bater a meta mensal de faturamento. 

Relação com o Consulado

Que Samila ama usar a criatividade não é novidade. Antes só produzia o dindin tradicional com água e fruta e hoje traz a proposta gourmet ao mercado. “Eu estava na fase de testar receitas. Quando entrei no Consulado, descobri que era tudo por grama, tudo pesado e eu fazia só no olhômetro. Foi no Consulado que consegui profissionalizar minhas receitas, e hoje faço tudo igual para ter o mesmo sabor”, lembra ela. 

Foi através da indicação de uma prima assistente social, que a empreendedora conheceu o Consulado da Mulher. Quase deu errado em um primeiro momento, por perder a primeira reunião após a filha ter ficado doente. “Eu estava triste por perder a oportunidade, mas o Rafael do Consulado me ligou e disse que eu podia ir”, conta alegre. “Desde então, comecei a ir, não perdi nenhum dia, nunca faltei, era a primeira a chegar”, conclui. 

Os altos e baixos foram muitos, Samila já teve que usar os únicos 90 reais que o marido conseguiu fazendo mototáxi para comprar ingredientes e apostar nos dindins. No Consulado aprendeu tudo para alavancar o seu negócio. “Eu entendi o porquê que o meu negócio não crescia, eu achava que o dinheiro era todo meu, não sabia separar o que era meu e o que era do negócio”. Hoje ela sabe e está usando tudo o que aprendeu para inovar cada vez mais.

E vem novidade por aí! Além dos kits presenteáveis que Samila está fazendo para as datas comemorativas, ela criou uma nova linha de dindins zero açúcar e zero lactose para atender mais pessoas. “Decidi criar 4 sabores especiais para o dia das mães zero açucar que é o sorbet (sorvete da fruta congelada)”, explica ela. Os sabores são os mais deliciosos possíveis: morango, kiwi, manga e água de coco com frutas.   

Deu até água na boca. Vai um dindin aí?

 

 

Silvinhas Doces em…Cozinhando em família

“O meu negócio representa esperança! Esperança de proporcionar algumas coisas para os meus filhos, que hoje eu ainda não consigo”

O sangue empreendedor corre nas veias dos membros da família da Érica Silva, dona e idealizadora do Silvinhas Doces. Ela e as filhas gêmeas, Eduarda e Júlia, sua dupla dinâmica e inseparável, trabalham duro para levar os melhores doces para a Zona Norte de São Paulo

Empreender não foi e continua não sendo uma tarefa fácil na vida de Érica, “a gente mata um leão por dia”, conta ela. Mas estar rodeada de assistentes competentes ajuda a não deixar a peteca cair, ou melhor, a produção não parar. A empreendedora conta que não é a única da casa que acompanha as aulas do Consulado da Mulher, a sala de aula é composta por ela, as duas filhas, Gabriel, o filho mais velho e o marido. “Todos assistimos às aulas e nos sentamos para pensar em como desenvolver o nosso negócio”, explica Érica. 

Todo esse conhecimento adquirido pela família tem dado bons frutos. Eduarda e Júlia já sabem o caminho das pedras e podem trilhar no empreendedorismo com o que estão aprendendo. “O Consulado ensinou para as minhas filhas. Quando as minhas filhas tiverem os filhos delas, elas vão poder ensinar o que elas aprenderam. O Consulado ensinou não só a precificar, ensinou a valorização do tempo. E tempo é vida!”, orgulha-se a empreendedora.

O ritmo da família é de união e produção! As tarefas são dividas, mas Érica ressalta o quanto é importante todos saberem fazer de tudo um pouco e praticar o rodízio de tarefas e funções. Júlia era focada no marketing do negócio e Eduarda ia para a cozinha ajudar a mãe no preparo. Agora com as tarefas compartilhadas, as meninas que amam design, trocaram os papéis. Eduarda começou a fazer posts para as redes sociais e descobriu que ama fazer isso, e não só ela. Os posts da página do Silvinhas elevaram a quantidade de seguidores. Júlia, entretanto, não abandonou o design não! A menina fica com a parte fotográfica do negócio e a composição de embalagens. Isso sem falar nos catálogos especiais que as três produzem juntas. Um mais lindo que o outro! 

O dom de cozinhar é de família, Érica aprendeu com a mãe, uma mulher humilde que não tinha como comprar doces, então fazia tudo em casa, até os bolos de aniversário. Hoje, ela repassa esse conhecimento para os filhos. O primeiro a começar a fazer bolos foi Gabriel. Ainda criança decidiu fazer os seus primeiros bolinhos para conseguir comprar um celular.

As meninas atentas, logo quiseram fazer parte também. Os bolinhos de chocolate, recheados com brigadeiro e confeitados com M&M’s fizeram sucesso na escola e deixaram mais evidente o empreendedorismo que Júlia e Eduarda tanto demonstram dentro do empreendimento da família. “O empreender na vida delas foi totalmente diferente da minha, elas começaram como diversão e eu comecei como obrigação”, lembra-se Érica. 

Silvinhas Doces é como uma engrenagem de relógio. É um empreendimento que representa a união de uma família por um sonho. Gabriel deixou os bolinhos de lado, mas continua a postos para enrolar um brigadeirinho aqui e fazer uma entrega ali. Jovaldo, esposo de Érica, também fica com a parte das entregas, por enquanto ainda com o carro da família. Mas todos também colocam a mão na massa na cozinha. Uma equipe e tanto!

A pitada de criatividade nos doces é da Érica. A empreendedora conta que ama criar receitas e mesmo que pegue alguma receita na internet, sempre coloca o seu toque pessoal. “Hoje eu entendo minha relação, eu sou uma artista na cozinha. Eu transformo os meus doces”, diz.

O orgulho do empreendedorismo transborda para Eduarda e Júlia, que são as maiores apoiadoras do negócio. “O que me orgulha é ver a maturidade das minhas filhas em superar e encarar desafios. Elas falam que a Silvinhas Doces está sendo um treinamento pra elas”. Um treinamento de negócio e de vida. “A gente não trabalha com venda, a gente trabalha com emoção. A gente pensa sempre o que queremos levar para as pessoas, qual a sensação que queremos proporcionar”, conclui Érica.

Relação com o Consulado

Silvinhas Doces começou como um presente de casamento para o irmão de Érica. Em 2017, quando o casal foi convidado para ser padrinho de casamento e não tinha condições de dar um presente, ofereceram os doces para festa e, de quebra, fizeram também a decoração da mesa. Os convidados gostaram muito e já deram um empurrãozinho para que virasse um negócio. “Decidimos começar de forma bem tímida ainda, sem divulgação. Foi em 2019 que começamos a pegar firme e a divulgar”, conta Érica.

Com o negócio crescendo, elas precisavam de conhecimento mais aprofundado em gestão. Foi então, que através de uma amiga, conheceu o Consulado da Mulher.  Com as aulas e as tarefas, Érica percebeu o que poderia mudar em seu negócio. “Quando eu fiz o meu primeiro fechamento, eu comecei a ver uma coisa que eu não via no meu negócio. Antes eu não conseguia me organizar ao ponto de fazer o fluxo de caixa, me perdia com algumas coisas e com as dicas do Consulado, eu consegui me estruturar’, relembra ela.

Os frutos começaram a chegar mais rápido do que ela imaginava. “No segundo mês de fechamento, eu percebi a diferença no financeiro. Com as técnicas que aprendi, em um mês eu tive resultado. O Consulado é uma motivação constante”. Apesar de todas as dificuldades para empreender, hoje Érica finalmente se encontrou e até pensa em expandir o negócio para atender mais locais em São Paulo. E a gente fica torcendo para que uma sobremesa do Silvinhas chegue logo à nossa porta!

 

 

 

Doce Encanto Food em…Arraiá dos doces

“O meu trabalho representa tanta coisa! A maior delas é a liberdade. Eu venho de um tempo em que para ler caixa de sabão em pó, o meu estudo era suficiente. Hoje me sinto livre. Não estamos no tempo em que as mulheres não podiam fazer nada”

 

Olha o docinho aí, gente! Comida de festa junina é tudo de bom, a Antônia, da Doce Encanto Food em São Paulo, que o diga. O que começou como uma alternativa para passar pelos momentos mais difíceis da pandemia, hoje se tornou o sucesso do empreendimento. Não há quem não ame o famoso Arraiá na caixa, uma ideia que ela desenvolveu no Consulado da Mulher e que manteve as portas do negócio bem abertas.

Os clientes que há tempos não podem curtir a boa e velha festa junina amaram a iniciativa de levar para dentro de casa uma das melhores coisas da comemoração: as comidas deliciosas. E tem de tudo! Bolo, pipoca, pamonha, quentão, paçoca, maçã do amor, curau, canjica, caldo e por aí vai, tudo feito de forma artesanal. Antônia conta que o sucesso está muito atrelado à nostalgia que as comidas proporcionam. “As pessoas falam que lembra muito o tempo de criança, com as quermesses da igreja”, conta ela. 

Os tamanhos são os mais variados possíveis, atendem às famílias menores e as grandes também. Tudo feito de forma personalizada e a gosto do cliente, que coloca as suas comidinhas preferidas na quantidade que desejar. “Dessa forma fica acessível para todos. A pessoa pode montar uma caixa menor com o valor menor, ou colocar mais itens e pagar mais por isso. Essa é uma preocupação que a gente sempre tem: ter um cardápio que possa atender a todos os públicos”, explica Antônia. O melhor de tudo é que a festa vai completa dentro da caixa, com enfeites juninos, paninho xadrez e não poderia faltar as famosas bandeirinhas. 

Chegar ao sucesso teve um longo e difícil caminho na vida de Antônia. A empreendedora conta que o sonho de ter um negócio próprio a acompanha desde a infância, quando a brincadeira preferida era a de ser dona de restaurante. “Eu sempre gostei de cozinhar, desde criança. Eu tenho lembranças da família toda reunida, principalmente em época de festa junina, aquele monte de tia, uma descascando o milho, uma ralando, uma cozinhando, uma lavando palha, as crianças brincando e eu sempre estava no meio das tias ajudando a fazer a comida e eu gostava”, recorda-se ela.

Quando cresceu, o receio de deixar o emprego fixo para empreender era muito grande. O choque de realidade só veio mesmo quando, aos 33 anos, descobriu um câncer que a levou a três anos de tratamento intenso. “Eu pensei: se com 33 anos aconteceu isso e eu podia ter perdido tudo, não vale a pena eu ficar em uma coisa que eu não gosto por comodidade. Então agora eu vou fazer só o que eu quero”, lembra-se Antônia. 

Certamente nada foi fácil. “Eu já escutei da minha família coisas como: você estudou tanto pra acabar assim fazendo bolo. Nós mulheres somos muito julgadas e é muito difícil a gente ter visibilidade, então quando você tem, tem que trazer outras junto com você. Essa sempre vai ser minha missão”, orgulha-se ela. 

Em 2015, começou vendendo tortas nas portas da faculdade e depois migrou para os bolos. Com as indicações dos primeiros clientes, viu o negócio ir crescendo pouco a pouco. Hoje, com a ideia de arraial na caixa, faz o que mais ama e ainda leva festa junina com gostinho de infância para a casa dos paulistanos. Um arraiá completo, sô! 

Relação com o Consulado

Em meio ao sonho de empreender, foi no ano de 2019 que Antônia conheceu o Consulado da Mulher. “Eu sempre falo que a Doce Encanto tem dois momentos: antes do Consulado e depois do Consulado”, conta a empreendedora. “Antes do Consulado, a Doce Encanto era um sonho, eu peguei a minha rescisão de trabalho de 18 anos de empresa, toda a minha força de vontade e coloquei na Doce Encanto”, explica ela. “Mas quando eu cheguei no Consulado eu estava prestes a quebrar, eu não tinha mais onde injetar capital e o negócio não fluía, por mais que o pessoal elogiasse”, completa. 

Após ingressar no programa de educação empreendedora do Consulado da Mulher, Antônia conta que teve o seu primeiro momento de realidade, o despertar de um sonho que estava começando a se concretizar de verdade, onde se sentiu devidamente preparada e onde aprendeu a planejar e a mudar a história do seu empreendimento. “Eu percebi que não adiantava ficar só sonhando, precisava fazer acontecer, foi preciso um choque de realidade, arregaçar as mangas, cortar um monte de coisa e colocar para funcionar”, explica ela. 

E todo esse empenho deu belos frutos! No ano de 2020, Antônia e a Doce Encanto Food ganharam o Desafio de Emancipação do Consulado da Mulher pelo maravilhoso plano de marketing que desenvolveu. 

Um orgulho e tanto! Se um dia a Doce Encanto Food estava passando por dificuldades, hoje ela conta com uma preciosa ajuda. Os filhos de Antônia dão aquela forcinha no negócio da família: Lucas, o mais velho de 27 anos, gosta de fazer salgados; a Júlia, de 17 anos, está se especializando em chocolate e é o braço direito da mãe; Amanda de 23, apesar de não gostar de cozinhar, ajuda a mãe sempre que é necessário, e Lívia, a caçula de 8 anos, que ama redes sociais e tik tok, fala que é a gerente do negócio. 

Se antes, Antônia estava procurando uma solução para não fechar, agora se orgulha de onde conseguiu chegar. “Eu jamais imaginei que eu ia conseguir chegar tão longe como eu cheguei e estar tão feliz como estou. Realizada é a palavra certa! Hoje eu me sinto realizada, porque eu trabalho muito, mas eu vejo os frutos”, orgulha-se ela.

 

 

Vai ter Pic Nic em…Piquenique de férias

“Meu trabalho representa carinho, um carinho muito grande. Para mim é um propósito alcançado que me trouxe bastante felicidade”

Já pensou em misturar uma pitada de nostalgia, comida gostosa e tempo livre de qualidade? É isso que Juliana pensou quando teve a ideia de criar o “Vai ter Pic Nic”, empreendimento localizado no coração de Joinville que já é um sucesso, principalmente entre a criançada.

Com a pandemia, muitas famílias se viram em casa com as crianças e tiveram que se adaptar a uma rotina mais reservada de brincadeiras e tarefas. Para o empreendimento de Juliana, que antes era focado em festas, também não foi nada fácil. “Com a pandemia precisei me renovar, porque as festas não tinham mais e eu vi meu rendimento despencando”, conta ela. Foi aí que surgiu uma vertente da festa na caixa, que virou festa na cesta e por fim, a genial ideia de criar um negócio focado em piquenique.

Algo que mostrou à Juliana o caminho que deveria trilhar foi a vontade de promover um resgate da memória em família. E para isso, as cestas são feitas com muito amor, cuidado e carinho. Além de vir tudo dentro de uma cesta digna de desenho animado e filmes, a famosa toalha xadrez para forrar o chão, os produtos são todos artesanais. Afinal, ter um bolinho com gosto de casa de vó, não tem igual e mercado nenhum vende. 

Algumas das delícias da cesta de piquenique são feitas pela Juliana, como os sanduíches, tortas salgadas, quiches e bolos; outros vem de pequenos fornecedores locais e artesanais. A empreendedora conta que priorizou os fornecedores que tinham fabricação própria em Joinville e em sua maioria, mulheres. Mais do que ter tudo delicioso e fresquinho, ela também apoia outras pessoas no período mais difícil de pandemia. “Além de favorecer as pessoas em seu negócio, eu também pensei em oferecer um produto diferenciado, eu não queria montar uma cesta com produtos industrializados, porque isso a pessoa tem acesso nos mercados”, explica ela.

Diga-se de passagem, a ideia deu o que falar! As pessoas amaram. Juliana conta que os clientes adoram fazer as reuniões em torno das comidas e relembrar a infância. O melhor de tudo é que muitos deles tiveram a oportunidade de fazer o primeiro piquenique com os filhos através dos produtos do ‘Vai ter Pic Nic’. “Eu vejo que esse relato de você poder resgatar uma memória sua e poder passar para o seu filho é o que mais eles elogiam”, recorda-se Juliana. “A questão do artesanal é um diferencial, tudo isso remete muito a memórias afetivas”, completa ela.

Sem falar que é uma ótima ideia para aproveitar as férias da criançada, tirar um pouco os pequenos de frente das telas e proporcionar um tempo de qualidade em família. A proposta é fazer algo diferente com os filhos, seja ao ar livre em um parque ou até mesmo dentro de casa. “Abre espaço na sala, arrasta sofá, estende a toalha no chão e se diverte ali mesmo”, sugere Juliana.

A diversão é garantida! Não tem erro, pode tentar que vai ser uma delícia. E quem dá o selo de qualidade é o pequeno Murilo, de três anos, filho da Juliana. Ele já reconhece e ama o trabalho da mãe. “Certo dia meu marido saiu com o meu filho e por um acaso, eles encontraram a minha cliente fazendo piquenique. O meu filho saiu correndo gritando: a cesta da mamãe. Simplesmente invadiu o piquenique dela”, recorda ela. Uma invasão muito fofa, vamos combinar! 

Além de divertido e delicioso, um piquenique é capaz de criar memórias felizes para uma vida inteira. A Juliana já está criando as do Murilo. “Vire e mexe, o meu café da manhã de domingo é estender a toalha no chão e fazer um piquenique com ele. Ele adora”, conta a empreendedora. Bateu a vontade de fazer um piquenique por aí também? 

Relação com o Consulado

Foi em um café destinado para as empreendedoras que Juliana ouviu falar do Consulado da Mulher pela primeira vez, quando ainda nem pensava em se aventurar no ramo da alimentação. Algum tempo depois, quando já tinha experiência com o empreendedorismo, uma amiga a indicou para passar pelo programa de educação empreendedora.

Aulas vêm, aulas vão, e Juliana se deparou com alguns desafios com o que aprendeu. “Minha maior dificuldade, que eu acredito que é de muita gente, é separar a questão financeira: casa x empreendimento”, conta ela. Apesar da prática ser bem desafiadora, ela enfrentou e todo dia busca a disciplina para exercer essa atividade e manter o negócio um sucesso.  

Contrariando os números e estatísticas, a empreendedora conta que percorreu o caminho inverso. “Muitas mulheres têm filhos, são demitidas e começam a empreender por dificuldade. Eu fiz o caminho contrário, eu trabalhava em uma empresa, sou farmacêutica formada, pedi demissão para empreender. Conciliar a vida de mãe e o trabalho foi bem desafiador, principalmente na pandemia, Juliana conta que não conseguia separar as duas coisas e que teve que tentar fazer dar certo, tudo ao mesmo tempo. Hoje com o pequeno Murilo na escola e as vendas indo bem, ela já consegue se organizar melhor, tem o tempo de produção, o tempo de ficar com o filho e claro, o tempo de fazer o que a família mais gosta: um bom piquenique! 

 

 

 

Bolo do Papai e O Grão Alimentos em…Na cozinha com o papai

“O meu trabalho representa liberdade! Isso porque oportunizou a liberdade de trabalhar em casa e acompanhar o crescimento da minha filha e ainda, fazer algo que eu gosto”

Do mundo da tecnologia para a cozinha, foi essa a mudança que Márlan decidiu fazer há dois anos em sua carreira. No início, trabalhava em uma multinacional de tecnologia, com um bom salário, mas algo não estava certo. “Eu não era feliz, estava sempre estressado, doente, gastando metade do meu salário com remédio”, lembra-se ele.

Com a esposa desempregada e a mudança de cidade, precisava de uma renda extra, foi quando começou um pequeno negócio de bolo no pote. A princípio vendendo para colegas e pessoas próximas, sem muita obrigação de um faturamento alto, visto que ainda estava trabalhando na empresa, mas algo mudou! “Eu acabei adoecendo nessa empresa, eu tive um estresse causado pelo trabalho, o tratamento era com antidepressivo, então optei por sair de lá e poder ficar só com o Bolo do Papai”, conta o empreendedor. 

O nome do empreendimento foi uma ideia certeira da pequena Maria Clara, de 10 anos, filha de Márlan. O empreendedor conta que tinha uma lista de ideias de nomes e no momento da decisão a filha chegou e disse com muita naturalidade: “Gente, quem faz o bolo não é o meu pai? Então, tem que ser Bolo do Papai!”. “Ela matou a charada e isso pra nós é muito bacana, pois torna o empreendimento afetivo e familiar”, orgulha-se ele. E desde então, a cidade de Joinville ganhou um expert em bolos deliciosos. 

 

 

E na mesma cidade, outro papai também resolveu se aventurar no mundo das massas.

“Eu penso no meu trabalho como um trabalho para o futuro. Agora é só uma semente que eu estou plantando. Eu quero que isso seja algo pra frente. Um grão pro futuro”

Gastronomia sempre foi uma paixão na vida do Antônio. Ele sabia que queria trabalhar com isso e enfrentou as dificuldades para conseguir. Entre cursos de culinária, troca de experiências com pessoas da área e o trabalho em eventos com o cunhado, finalmente bateu o martelo e decidiu abrir O Grão Alimentos. “Eu tinha o interesse de fazer algo próprio e diferente que fosse só meu”, conta o empreendedor. 

 Quando nasceu, em 2019, o empreendimento ainda era com vendas tímidas para amigos e pessoas próximas, mas em 2020 com abertura da página no instagram, o negócio abriu oficialmente para o público geral. A confirmação do desejo de trabalhar com massas veio após um curso de um renomado chef em Curitiba. Amanda, a esposa de Antônio, conta que ele se encantou e chegou em casa muito animado, e após várias pesquisas na internet decidiu focar o negócio em massas, começando pelo macarrão e partindo para nhoques e massas recheadas, como raviolis, rondelles e afins.

O pequeno Arthur de 3 anos, filho do casal, além de muito curioso por colocar a mão na massa e mexer em tudo que Antônio faz, ama as comidas do pai. “Ele quer estar junto e comer. Eu sempre faço um pouquinho a mais pra ele, ele gosta bastante de nhoque e macarrão”, conta o empreendedor. 

Entre coberturas e molhos

Essa bela combinação de massas é sucesso em Joinville depois dos empreendedores conhecerem o Consulado da Mulher. Enquanto Márlan conheceu por indicação de uma amiga que não desistiu enquanto o empreendedor não fez a sua inscrição, Antônio chegou até o Consulado por meio de um grupo de empreendedores no qual fazia parte.

Para Márlan, do Bolo do Papai, o início foi de pequenos ajustes e adaptações ao modelo que o Consulado apresentou, como compras, organizar estoque, implementar o delivery na pandemia e ampliar a visão de mercado. No caso de Antônio, do Grão Alimentos, a divisão foi o principal desafio, na parte financeira e de tempo. A divisão do  dinheiro da casa e do negócio, e também em relação ao tempo de cuidar do filho pequeno e do empreendimento. 

Com as dificuldades sendo superadas dia após dia, Márlan e Antônio conquistam cada vez mais clientes em seus respectivos empreendimentos. O Bolo do Papai tem uma variedade de sabores de bolo que muda a cada dois meses e O Grão Alimentos conta com mais de 15 pratos no cardápio. Porém em ambos, os queridinhos dos clientes não podem faltar nunca. O bolo vulcão de leite ninho com morango do Bolo do Papai e o nhoque recheado do Grão Alimentos, são figurinhas garantidas no menu. Uma combinação perfeita para o almoço de Dia dos Pais, não é verdade? 

Tanto o ‘Bolo do Papai’, quanto ‘O Grão Alimentos’ tem dois pequenos que estão de olho e muito orgulhosos dos papais que empreendem. Maria Clara, prova e aprova as coberturas dos bolos e verifica se está tudo em boa qualidade. Principalmente quando o pai precisou se ausentar devido a uma cirurgia, foi ela quem verificou se tudo estava tão gostoso como as delícias que o pai faz. Na escola participou da feira do empreendedor e vendeu 300 bolos de pote do pai. Márlan, orgulhoso, conta que a filha já está aprendendo sobre educação financeira com o empreendimento.

Arthur não fica atrás. Apesar de pequenininho já demonstra interesse pelas massas do papai, mesmo que em uma simples brincadeira. “Eu fiquei sabendo que na creche eles mexeram com massa de modelar e ele fazia igual eu faço aqui”, orgulha-se Antônio. O pai conta que divide a rotina entre preparar as massas e brincar com o filho que exige bastante atenção. 

Os dois papais contam que poder trabalhar e ao mesmo tempo acompanhar os filhos é um grande privilégio. Maria Clara tem um companheiro para as lições de casa e Arthur para as brincadeiras e desenhos animados. Criançada de sorte!

 

 

La Famille em…Vida mais saudável

“Hoje nosso trabalho representa a nossa sobrevivência e eu devo isso ao Consulado, isso eu vou falar sempre, toda vida. Até quando eu for rica, chique e famosa”

Fica bem mais fácil ser fitness quando temos uma comida saborosa e saudável ao mesmo tempo, não é verdade? Essa foi a ideia de mãe e filha para montar um empreendimento focado em fornecer marmitas saudáveis em Joinville (SC). Suzana é gastrônoma e a filha Estela, nutricionista, uma dupla e tanto para montar os cardápios do La Famille – Marmitaria Fitness. Suzana conta que no início o negócio era focado em marmitas para os trabalhadores, já que a cidade é muito industrial, mas com a pandemia e os locais fechando, tiveram que mudar o rumo do empreendimento. “O Consulado veio, abraçou a causa e decidimos juntos que iriamos focar na marmita fit, porque as pessoas estavam mais em casa, precisavam se alimentar melhor, focar na saúde e a gente deu uma guinada”, conta Suzana.

Uma guinada que deu super certo! O La Famille não é só sucesso no prédio e no bairro, onde conta com muitos clientes, mas na cidade inteira e até em algumas academias. “Tem bastante gente que fala que os pratos são uma delícia, gostam do tempero, não usamos nada químico, usamos só temperos naturais”, conta Suzana. O empreendimento que começou vendendo 3 marmitas, hoje não vende menos que 200 por semana. Entre clientes fixos que não vivem sem a comidinha fit especial, as empreendedoras contam que sempre produzem a mais para ter uma reserva para os novos clientes, em torno de 60 marmitas a pronta entrega. Então, se quiser experimentar as delícias do La Famille já sabe, é só ligar!

O leque de opções é bem farto. Passando por arroz e pão integral, carnes, suco, leite vegetal e muito mais! Mas como todo restaurante tem o prato campeão, aquele queridinho dos clientes que não pode faltar nunca no cardápio, aqui não seria diferente. Arroz, feijão e carne moída, strognoff de frango, panqueca de carne, nhoque de batata doce e porco com abacaxi são definitivamente os campeões de pedidos, contam Estela e Suzana. Deu água na boca, né?

Inspiração é o que não falta para mãe e filha, elas contam que toda semana tem novidades no cardápio. “Procuramos o que tá bombando no mercado, pegamos aquilo e transformamos em fit”, conta Suzana. Quem tem restrições alimentares também pode contar com as delícias do empreendimento, o cardápio é adaptado para diversas restrições, inclusive diabetes. Elas contam que atendem mamães que acabaram de ganhar neném e precisam de uma comidinha mais leve, pessoas recém operadas e quem deseja levar uma vida mais saudável. Somente a opção sem glúten para celíacos que o La Famille ainda não trabalha. 

Se engana quem pensa que pode contar com essa dupla dinâmica somente para se alimentar. Suzana e Estela abriram um pouco mais o leque de opções e criaram um projeto paralelo, um SPA Urbano. Uma ideia que conta com alguns produtinhos na linha bem-estar para acompanhar a alimentação saudável, tudo no ramo natural. “Nós produzimos travesseiro de pescoço e bonequinhas com ervas medicinais dentro, banhos de escalda pés, sabonete natural, sais e estamos inventando a máscara também”, orgulham-se elas. 

Relação com o Consulado

Empreender sempre foi uma atividade constante na vida de Suzana. Ela conta que por necessidade já fez diversas coisas, desde doceira até vendedora de pneus. “Eu não tinha uma organização para precificar, cobrar o certo, eu doava um monte de coisa, deixava as pessoas pagarem depois e algumas não pagavam”, explica ela. Hoje, com o apoio do Consulado da Mulher ela se organiza melhor e faz tudo sob medida. “A gente aprendeu com o Consulado que se a pessoa que cozinha fica doente, através da ficha técnica de cada produto, é possível outra pessoa fazer”, conta ela. “Porque se o cliente comprou de você, voltou e comprou novamente é porque ele gostou do seu produto e ele espera ter a mesma lembrança daquilo e se você não tem a ficha técnica vai mudar, vai ficar mais salgado ou com outro sabor”, conclui Suzana.

Tendo o Consulado da Mulher como um divisor de águas, Suzana conta que saiu do estado onde morava para poder participar do Programa de Educação Empreendedora. Ouviu falar do Consulado pela rede de economia solidária que participava na sua cidade,  Apucarana, no Paraná. A ideia era passar o período de assessoria na casa da filha, Estela, que já morava em Joinville, mas os planos mudaram um pouco. “Quando deu 15 dias de curso do Consulado, liguei para o meu marido e falei: coloca o fogão, a chapeira e o forno no caminhão e vem pra cá, porque eu não vou mais voltar, só vou aí buscar a minha mala”, lembra-se ela. 

Tudo deu certo! Juntou a filha no empreendimento e foi em busca de realizar esse sonho. Enfrentaram as primeiras dificuldades de começar do zero, encontrar clientes, conhecer a cidade, a demanda e os costumes. Suzana orgulha-se em dizer que o Consulado colocou o negócio no trilho certo. E que trilho de sucesso!