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Elas merecem: As empreendedoras que foram contempladas com eletros Consul

Você sabia que as empreendedoras que passam pelo Programa de Educação Empreendedora tem a possibilidade de receber a doação de eletros para ajudar no empreendimento? 

As doações são feitas com base na evolução da empreendedora durante a assessoria. Essa evolução é medida através de indicadores de auto avaliação e participação nas aulas, entregas e crescimento financeiro. As necessidades das empreendedoras que vão receber as doações são avaliadas, para entender qual eletro vai atendê-la melhor e vai ajudá-la a otimizar a produção e crescer ainda mais.

Venha conhecer algumas das empreendedoras contempladas:

 

Danny

Daniele, ou somente Danny, começou a empreender após uma série de dificuldades, como uma gravidez difícil e endividamento crescente. Foi quando viu, através de um grupo de receitas do facebook, histórias parecidas com a sua. A partir daí encontrou a motivação que precisava e decidiu começar a fazer brigadeiros para vender. Após a assessoria do Consulado ativou a sua mente empreendedora e aprendeu a organizar o seu empreendimento. 

“Quando recebi a doação da geladeira a felicidade não cabia no meu peito. Confesso que estou em uma fase modo criança quando ganha algo. A geladeira está sendo muito útil no meu empreendimento.Não perco mais vendas, pois agora tenho onde armazenar os meus produtos”

Daniele, do empreendimento Universo dos Quitutes by Danny

Instagram: @universoquitutes

 

Elizandra

Elizandra era assistente social de formação e professora de culinária. Decidiu começar a empreender após o nascimento da sua primeira filha, Maria Antônia. Queria passar tempo com a sua bebê e acompanhar mais de perto o seu crescimento. Com essa mudança os desafios começaram a chegar, criou o Mariah Doçura, que no início vendia somente para amigos, vizinhos e outros pais da escolinha da Maria. 

Primeiro passo possibilitou ampliar novos mercados com a venda de doces para clientes corporativos e revenda de doces finos para buffet de classe média alta na cidade de Manaus. Hoje, o negócio só cresce com a realização de festas prontas em condomínios, igrejas e festas de aniversário.

Elizandra, do empreendimento Mariah Doçura

Instagram: @mariahdocura

Patrícia

Patrícia gosta da área da alimentação desde criança. Ela sempre amou ficar observando as confecções de bolos e doces e ali, já podia adquirir os primeiros aprendizados. Ao decorrer dos anos, o amor pela confeitaria se tornou profissão. No ano de 2020 com a pandemia, o marido da empreendedora perdeu o emprego e os dois tiveram que se reinventar. Patrícia começou a fazer bolos caseiros para vender e foi aprimorando a sua técnica com cursos online. 

E assim nasceu o Cake da Paty, que no início era um ponto de venda no mercado municipal de Manaus e depois virou um negócio próspero com encomendas de bolos para datas comemorativas.

Patrícia, do empreendimento Cake da Paty

Instagram: @cakesdapaty.am

Minhas Delícias em…Nunca é tarde para realizar

Meu trabalho representa acreditar nos sonhos, porque não tem idade  que impeça. Nunca deixe de sonhar!

O sorriso simpático é a marca registrada de Sônia, que fala com muito orgulho do negócio que começou em Rio Claro, interior de São Paulo. Minhas Delícias, o empreendimento que nasceu como um sonho hoje ganha forma e conquista o paladar de quem experimenta os quitutes da empreendedora. O gosto pela gastronomia foi algo novo, no qual dedicou muito aprendizado, testes e apoio da família. “Eu tenho uma família grande e muito festeira. Eu não cozinhava nada, as minhas irmãs que cozinhavam e eu costurava”, conta Sônia. Quando o filho fechou a loja que tinha e precisou de ajuda, ela não pensou duas vezes e decidiu começar a fazer tortinhas para vender na igreja. O início de um negócio rentável, mas um pouco menos do que ela tinha em mente. “Eu achei que ia começar a vender e ganhar um rio de dinheiro logo de cara, doce ilusão!”, conta a empreendedora. “Mas foi o começo pra tudo e peguei um amor tremendo, inclusive, hoje em dia, minhas irmãs compram meus produtos”, lembra-se sorrindo.  

Criar um negócio do zero, aprender a cozinhar e se tornar conhecida não é uma tarefa fácil, mas de tortinha em tortinha, Sônia provou que podia. Aos 67 anos sabe bem que pode fazer acontecer. “Hoje eu vejo que a minha idade não é barreira para nada, eu estou empenhada em crescer e sei que sou capaz. Tenho saúde, tenho vontade e capacidade”, orgulha-se Sônia.

Quem é de Rio Claro ou os visitantes que estão passando pela cidade têm o privilégio de contar com as delícias da Sônia que incluem: tortinhas, bolos, cocadas, baguetes recheadas, pães e tortas. Com ela não tem tempo ruim, o que os clientes pedem ela está pronta para fazer. O sucesso é tanto que a Revista JC Magazine a escolheu para sair em uma matéria sobre empreendedorismo após os 50 anos e ela fez bonito com o visual e a preparação da mesa para as fotos. 

O empreendedorismo na vida de Sônia apareceu pela vontade de fazer alguma coisa diferente, ela queria trabalhar e poder ter o próprio dinheiro. “Eu estou me sentindo tão bem. Ter o meu negócio me ajudou muito. Acredito que faz parte da gente aprender a se valorizar”, explica ela. 

Os planos de expansão já tem data para acontecer, a empreendedora pretende fazer uma reforma geral na edícula que tem em casa e deixar o espaço preparado especialmente para o negócio. Com a rotina acelerada e as produções a todo vapor, Sônia não pode deixar de contar com o apoio familiar, os 4 filhos e 8 netos além de amar as comidinhas, também estão apostos para o que der e vier. O Kauan que o diga! O neto de 12 anos que às vezes vai passar um tempinho com a avó, ajuda a dar aquela amassada na massa, picar uns tomates e auxilia no que mais a vovó precisar. Um fofo! 

Ficou com vontade de experimentar? Então, já sabe! Se der aquela passadinha por Rio Claro, não deixe de encomendar umas delícias especiais da Sônia.

Relação com o Consulado

Sônia conheceu o Consulado da Mulher através do Coletivo Feira das Pretas, uma rede de fortalecimento de mulheres negras empreendedoras de Rio Claro. No início, imaginou que fosse aprender novas receitas para incrementar o seu negócio, mas viu que o Consulado chegou para mostrar como fazer toda a gestão do empreendimento e dar aquela força em questões como marketing, sustentabilidade do negócio e trazer a tão sonhada autonomia financeira.

O caminho não foi e ainda não é fácil. Todo dia é um novo aprendizado, uma nova dificuldade para chegar até a conquista de bons frutos. “Quando entrei no Consulado, a maior dificuldade mesmo foi a informática, eu não sabia nem ligar o notebook, então eu dei o maior trabalho pra netos, nora, filhos e todo mundo aqui em casa. Até hoje eu tenho dificuldades, mas foi um avanço tremendo para mim”, recorda-se ela. 

E que esse avanço seja constante e traga muito mais crescimento!

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Tamiris Bolos em…O sonho continua!

O meu trabalho foi a minha válvula de escape. Me ajudou muito a não pensar que eu tinha perdido a minha mãe

Empreender sempre foi um desejo na vida de Tamiris, mas ela nunca imaginou que fosse na área da alimentação, assim como a mãe Dona Edna que sempre teve o dom de cozinhar, e já trabalhava com outra pessoa que fazia o mesmo, queria ter a filha ao lado para seguir esse sonho. E não é que o sonho se concretizou? Entre idas e vindas, Tamiris se rendeu ao desejo da mãe e juntou-se ao negócio, onde permaneceu por 4 anos. Quando chegou o momento de mãe e filha seguirem sozinhas no empreendimento, a empreendedora decidiu fazer uma reforma geral na casa para adaptar o espaço para o seu novo negócio que estava prestes a nascer: Tamiris Bolos. 


Foi assim que a cidade de Rio Claro, em São Paulo, ganhou um novo talento da confeitaria. Quem conhece os bolos da Tamiris não esquece mais. Ela começou com a proposta mais tradicional, com bolos recheados com frutas, que aprendeu com a mãe e com o tempo foi aprimorando e colocando mais sabores. “Eu faço um pouquinho de tudo! Lá onde eu trabalhava era bem limitado, a gente não trabalhava com leite Ninho, nem com Nutella. Então, eu comecei a ver que os clientes começaram a pedir muito e decidi incluir no meu cardápio”, conta Tamiris.
Apesar de fazer sucesso com qualquer sabor, a empreendedora admite que o campeão de vendas invicto, o queridinho dos clientes que não sai do primeiro lugar é o bolo de abacaxi. Não tem pra ninguém! Pura nostalgia de festa. 

Dona Edna, infelizmente, faleceu durante o período da reforma e não conseguiu ver o empreendimento ganhando forma, mas Tamiris conta que decidiu continuar seguindo o sonho da mãe e se dedica todo dia para fazer o negócio crescer e se tornar conhecido. “No começo foi bem difícil, continuar sem ela, mas continuei e faz 3 anos que eu estou empreendendo na minha casa”, lembra-se a empreendedora. “Eu acho que se eu não tivesse esse trabalho, eu teria entrado em uma depressão. Por ser um trabalho muito corrido, eu não tinha muito tempo de ficar pensando que eu tinha perdido a minha mãe”, completa ela. A certeza que fica é que onde quer que a Dona Edna esteja, ela tem muito orgulho da filha e do empreendimento que tem conquistado a cidade de Rio Claro.

Tamiris segue com o negócio sozinha, mas vire e mexe tem uma pequena ajuda do Kauan, o filho de 10 anos que ama os bolos da mãe. “Quando eu estou um pouquinho apertada, eu coloco ele pra secar uma louça e guardar. E às vezes ele aparece aqui quando estou fazendo brigadeiro e fala: Hum, mãe, que cheirinho bom”. A gente te entende, Kauan! Afinal, é uma delícia melhor que a outra.

 

 

 

 Relação com o Consulado

Tamiris chegou até o Consulado da Mulher através de uma amiga que já fazia parte do Programa de Educação Empreendedora. Ela conta que estava um pouco perdida em como precificar o seu produto e começou a perguntar por aí, quando a amiga, Edilaine, indicou o Consulado e finalmente as coisas começaram a mudar.
Ainda enfrentou as dificuldades iniciais com a organização do dinheiro. “Eu apanhei bastante para administrar, depois que eu conheci o Consulado ficou mais simples”, conta Tamiris.

Depois que aprendeu a divulgar o seu trabalho nas redes sociais e no whatsapp, começou também a receber os primeiros retornos positivos sobre os seus bolos. “Eu sempre falava que eu tinha nascido sem dom, mas quando eu comecei a trabalhar fazendo bolos, me despertou essa vontade de aprender mais sobre a confeitaria, ter vontade de colocar a mão na massa, e é o que gosto mesmo de fazer”, orgulha-se ela. E que bom que esse dom foi descoberto, pois agora todos podemos contar com esses bolos deliciosos circulando por aí!

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Ana Paula Buscher em…É Primavera!

O meu trabalho hoje é tudo pra mim, é minha vida. Eu respiro a confeitaria!

Ah, a Primavera chegou! E ela combina com cores, frutas e flores. O que essa primeira semana da estação mais bonita do ano já trouxe para você? Para nós, trouxe as delícias da Chef e professora de confeitaria e panificação, Ana Paula Buscher, uma empreendedora muito criativa da cidade de São Paulo, que deu um novo significado para as receitas tradicionais colocando um toque de refrescância frutal e floral.

Com o nada convencional bolo de mexerica, Ana Paula abriu as portas para uma tendência que promete conquistar o paladar dos paulistanos. “Eu queria fugir um pouco da confeitaria do leite condensado, do ninho e da nutella”, conta a empreendedora. E deu certo! Ela se lembrou de algumas bases da confeitaria e resgatou o Curd, um creme confeiteiro que usa o suco da fruta ao invés do leite. “Eu fiquei bem feliz. Fiz o teste do creme e deu muito certo. Aí pensei: bom, tem o bolo, tem o creme e agora preciso de uma finalização”, conta a empreendedora.  

E claro que a finalização não ia deixar a desejar! Com as gemas dos ovos usadas no creme, ela decidiu aproveitar também as claras na receita. E com elas, criou um merengue para colocar em cima e para decorar usou gotas do recheio de mexerica e uma folha de hortelã. Deu água na boca aí também? Pois não para por aí não! 

Com a ideia de sucesso na palma da mão, outras surgiram. Quem experimenta o bolo de mexerica também vai amar o de limão e o de maçã com calda de caramelo, que usam a mesma base de suco de frutas. Isso sem falar nas sobremesas feitas com água de flor. “Eu faço um manjar libanês com água de flor de laranjeira e calda de damasco e faço o manjar italiano, que chama manjar bianco. Coloco um pouco de água de rosas e vai com calda de morango e manjericão”, explica Ana Paula. Uma delícia!

A empreendedora conta que a ideia das receitas à base de frutas e flores é tentar resgatar a base de confeitaria tradicional com os cremes. “A gente pode fazer coisas bem gostosas com outros tipos de base tradicionais, que a gente não explora muito, porque não é muito valorizado”, relata Ana. Os clientes que o digam, todos amam essas delícias, justamente por ser algo diferente, algo que transcende a criatividade. “Eu sou muito criativa, às vezes sai umas coisas meio loucas, mas às vezes saem coisas muito boas”, completa ela.

 

Nas receitas da Ana Paula os sabores florais são de Amor-Perfeito, Capuchinha, Lanterninha Chinesa e Cravina. E para quem tem curiosidade sobre flores comestíveis, a empreendedora explica que a flor comestível tem um cultivo diferente das tradicionais. As flores que vemos nas floriculturas, por exemplo, foram cultivadas em um solo diferente, regadas com água de reuso e podem ter contaminação. 

Já as flores usadas nas receitas são regadas com água potável e cultivadas em solo preparado para alimentos. As flores são deliciosas para as receitas, mas não vai sair por aí comendo qualquer uma não, ein? 

Relação com o Consulado

O amor por cozinhar sempre foi algo constante na vida de Ana Paula. Antes da pandemia trabalhava em um restaurante, onde colocava em prática os conhecimentos das aulas da faculdade de gastronomia. Após perder o pai para a Covid decidiu que não iria se arriscar voltando ao restaurante e focou em continuar a preparar os seus pratos em casa e começar a vender.

A empreendedora conheceu o Consulado da Mulher através de uma postagem no Grupo Afrotrampos no Facebook e desde então só cresceu. “Eu costumo dizer que eu sempre fui empreendedora, meu pai era empreendedor, então, isso já é de família. Eu fazia, mas eu ainda trabalhava fora, não conseguia me dedicar. Não vou mentir que eu tinha medo de trocar uma coisa certa que é o CLT pelo duvidoso que é começar a empreender”, conta ela. 

Foi pelo belo exemplo do pai artesão de esculturas de ferro que Ana Paula persistiu e continuou a empreender. Nas aulas do Consulado percebeu que podia estruturar o seu negócio e começou a precificar os seus produtos de forma correta. “Não digo que foi uma dificuldade, assim, foi um abrir de olhos. Ficar atenta aos custos. Quando você precifica errado, você não consegue fazer um investimento no negócio, porque não sobra dinheiro, não tem como investir”, recorda-se a empreendedora.

Apesar de fazer bastante coisa para festas, o carro-chefe do empreendimento é a revenda para cafés, mercados, restaurantes e empresas. Hoje as delícias da Chef Ana Paula Buscher percorrem toda a cidade de São Paulo, conquistando cada vez mais os corações, ou melhor, os estômagos dos paulistanos. Então, pode ser que você já tenha provado de uma dessas gostosuras!

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