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Empreendedorismo

Sweet Rocks em…Um brinde ao Ano Novo!

O meu trabalho representa superação. Eu não sabia nada e fui na cara e na coragem

 

 

Uma das coisas mais esperadas das festas de final de ano, além da confraternização e estar com quem se ama, é a mesa de delícias. Nada melhor do que poder contar com um toque de felicidade em uma linda taça. Esse é um dos itens do cardápio da Helen, da Sweet Rocks, em Manaus.Feitas com deliciosas camadas de pudim, frutas e creme, que pode ser de cupuaçu ou de frutas, as Taças da Felicidade fazem sucesso e impulsionam as vendas de Natal e Ano Novo.

A empreendedora conta que considera a Sweet Rocks como a sua primeira filha. Em um momento em que se viu desempregada, encontrou no apoio e parceria do marido o incentivo para começar a empreender. 

Ambos apaixonados por Rock and Roll e com muita criatividade na veia, tiveram a ideia de levar essa paixão para o empreendimento.”Decidimos unir o útil ao agradável. O brownie é o nosso carro-chefe, então todos os nomes dos nossos brownies são de uma banda ou de um astro da música e também por causa do rocks, que é rocha em inglês, e esse doce lembra uma rocha”, conta Helen.

As primeiras receitas foram para uma amiga que tinha uma hamburgueria e precisava de sobremesas para o cardápio.Entre testes e mais testes chegou a melhor receita de brownie que os clientes podiam esperar.  

Com o tempo vieram as feiras e a oportunidade de levar os docinhos para mais pessoas. E com muita  criatividade, o casal leva os produtos em uma linda bicicleta enfeitada com pisca-pisca para apresentar a Sweet Rocks. “Eu acredito que nada precisa ser caro, para  empreender, você precisa de criatividade. Eu acho que sou muito criativa”, orgulha-se ela. “No Dia das Mães eu fiz um docinho que vinha dentro de um pote  plástico com a frase: Agora chegou a hora da revanche, você vai devolver para a sua mãe todas as Tupperwares que você levou e nunca devolveu”, completa sorrindo. E que em 2022 venha muito mais criatividade!

Relação com o Consulado

Helen conheceu o Consulado da Mulher através de uma colega da hidroginástica, no início achou que seria algo inacessível, mas resolveu tentar mesmo assim. A empreendedora considera que o Consulado foi um divisor de águas na vida dela e do empreendimento. “Eu aprendi muita coisa e tô aprendendo a cada dia”, conta ela.

A maior dificuldade para Helen foi fazer a separação do dinheiro do empreendimento e da casa, hoje o mais difícil é manter o negócio funcionando e ser mãe do pequeno Bernardo, de 2 anos. “Hoje a rotina está bem corrida, com o Bernardo, a gente tenta trabalhar quando ele está dormindo, de madrugada, aos finais de semana quando preciso cozinhar, meu esposo fica com ele”, explica Helen.

Mesmo driblando as dificuldades, a empreendedora conta que está vendo o sonho sair do papel. “No Consulado eu aprendi que os sonhos tem prazo e meu sonho de curto prazo é ter minha cozinha e em menos de um ano eu vou conseguir”.

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Parceria com a Univille é um sucesso desde 2016!

 

Juntamente com a Univille, Universidade de Joinville, o Consulado da Mulher levou um projeto muito construtivo para as empreendedoras do Brasil. Iniciado no segundo semestre do ano, o projeto teve como objetivo montar uma identidade visual para os empreendimentos de diversas mulheres, tudo feito através de estudantes de Design da Universidade. Uma parceria que existe há 5 anos.

Com ele foram trazidas discussões sobre temas importantes, como design participativo, que foi a metodologia do trabalho com os alunos e as empreendedoras, que se envolveram diretamente com a construção do design, de comunicação de suas empresas, sem ser apenas receptoras. 

Jonathan, o professor que acompanhou todo o trabalho dos alunos de design com as empreendedoras conta que a todo momento presenciou a motivação vinda dos dois lados. “Os alunos estavam muito engajados na questão social que representa o Consulado da Mulher, de fortalecimento dessas empreendedoras, dos empreendimentos e das famílias. Foi bastante gratificante ver isso nas falas deles ao longo do bimestre”, conta ele. 

Os resultados que toda essa parceria gerou foram os mais incríveis possíveis, Jonathan conta que muitos projetos apresentados para o Consulado foram melhores que Trabalhos de Conclusão de Curso e que os alunos mostraram muita expertise no desenvolvimento. “Eu fico muito feliz com essa parceria, com a relação de confiança estabelecida entre a gente da Univille e o Consulado. Foi muito legal o trabalho, os alunos ficaram felizes e espero que as empreendedoras também tenham ficado satisfeitas com o resultado”, orgulha-se ele.

Confira os depoimentos de algumas empreendedoras que participaram:

Amei tudo o que foi feito por eles, participei diretamente de tudo. Passei todas as informações que eles queriam saber. E aqui em Salvador é uma cidade com muitos pontos culturais, então eles queriam algo que representasse a cidade e o meu logo, então eu sugeri colocar o que eu faço no meu trabalho, porque que faço produto bordado e eu coloco os pontos turísticos, como o Elevador Lacerda, o Farol de Itapuã, Farol da Barra, Mercado Modelo.

Eu amei bastante, tanto da parte do grupo, quanto da parte dos jovens. Todos muito atenciosos, muito legal mesmo. Vai ser tudo muito útil no meu trabalho, tudo o que eles me ensinaram vai ser inesquecível

Joanice – Empreendedora da Bahia (@niceartebaiana)

Foi uma experiência incrível fazer parte do projeto da Univille, fui muito bem acolhida e super ouvida, conversamos muito sobre a identidade visual do meu empreendimento, aprendi muito à respeito e tenho certeza que esses presentes irão agregar mais valor aos meus produtinhos

Alessandra Mathias – Empreendedora de Rio Claro (@alessandramathiasbolos)

Tamiris Bolos em…O sonho continua!

O meu trabalho foi a minha válvula de escape. Me ajudou muito a não pensar que eu tinha perdido a minha mãe

Empreender sempre foi um desejo na vida de Tamiris, mas ela nunca imaginou que fosse na área da alimentação, assim como a mãe Dona Edna que sempre teve o dom de cozinhar, e já trabalhava com outra pessoa que fazia o mesmo, queria ter a filha ao lado para seguir esse sonho. E não é que o sonho se concretizou? Entre idas e vindas, Tamiris se rendeu ao desejo da mãe e juntou-se ao negócio, onde permaneceu por 4 anos. Quando chegou o momento de mãe e filha seguirem sozinhas no empreendimento, a empreendedora decidiu fazer uma reforma geral na casa para adaptar o espaço para o seu novo negócio que estava prestes a nascer: Tamiris Bolos. 


Foi assim que a cidade de Rio Claro, em São Paulo, ganhou um novo talento da confeitaria. Quem conhece os bolos da Tamiris não esquece mais. Ela começou com a proposta mais tradicional, com bolos recheados com frutas, que aprendeu com a mãe e com o tempo foi aprimorando e colocando mais sabores. “Eu faço um pouquinho de tudo! Lá onde eu trabalhava era bem limitado, a gente não trabalhava com leite Ninho, nem com Nutella. Então, eu comecei a ver que os clientes começaram a pedir muito e decidi incluir no meu cardápio”, conta Tamiris.
Apesar de fazer sucesso com qualquer sabor, a empreendedora admite que o campeão de vendas invicto, o queridinho dos clientes que não sai do primeiro lugar é o bolo de abacaxi. Não tem pra ninguém! Pura nostalgia de festa. 

Dona Edna, infelizmente, faleceu durante o período da reforma e não conseguiu ver o empreendimento ganhando forma, mas Tamiris conta que decidiu continuar seguindo o sonho da mãe e se dedica todo dia para fazer o negócio crescer e se tornar conhecido. “No começo foi bem difícil, continuar sem ela, mas continuei e faz 3 anos que eu estou empreendendo na minha casa”, lembra-se a empreendedora. “Eu acho que se eu não tivesse esse trabalho, eu teria entrado em uma depressão. Por ser um trabalho muito corrido, eu não tinha muito tempo de ficar pensando que eu tinha perdido a minha mãe”, completa ela. A certeza que fica é que onde quer que a Dona Edna esteja, ela tem muito orgulho da filha e do empreendimento que tem conquistado a cidade de Rio Claro.

Tamiris segue com o negócio sozinha, mas vire e mexe tem uma pequena ajuda do Kauan, o filho de 10 anos que ama os bolos da mãe. “Quando eu estou um pouquinho apertada, eu coloco ele pra secar uma louça e guardar. E às vezes ele aparece aqui quando estou fazendo brigadeiro e fala: Hum, mãe, que cheirinho bom”. A gente te entende, Kauan! Afinal, é uma delícia melhor que a outra.

 

 

 

 Relação com o Consulado

Tamiris chegou até o Consulado da Mulher através de uma amiga que já fazia parte do Programa de Educação Empreendedora. Ela conta que estava um pouco perdida em como precificar o seu produto e começou a perguntar por aí, quando a amiga, Edilaine, indicou o Consulado e finalmente as coisas começaram a mudar.
Ainda enfrentou as dificuldades iniciais com a organização do dinheiro. “Eu apanhei bastante para administrar, depois que eu conheci o Consulado ficou mais simples”, conta Tamiris.

Depois que aprendeu a divulgar o seu trabalho nas redes sociais e no whatsapp, começou também a receber os primeiros retornos positivos sobre os seus bolos. “Eu sempre falava que eu tinha nascido sem dom, mas quando eu comecei a trabalhar fazendo bolos, me despertou essa vontade de aprender mais sobre a confeitaria, ter vontade de colocar a mão na massa, e é o que gosto mesmo de fazer”, orgulha-se ela. E que bom que esse dom foi descoberto, pois agora todos podemos contar com esses bolos deliciosos circulando por aí!

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Ana Paula Buscher em…É Primavera!

O meu trabalho hoje é tudo pra mim, é minha vida. Eu respiro a confeitaria!

Ah, a Primavera chegou! E ela combina com cores, frutas e flores. O que essa primeira semana da estação mais bonita do ano já trouxe para você? Para nós, trouxe as delícias da Chef e professora de confeitaria e panificação, Ana Paula Buscher, uma empreendedora muito criativa da cidade de São Paulo, que deu um novo significado para as receitas tradicionais colocando um toque de refrescância frutal e floral.

Com o nada convencional bolo de mexerica, Ana Paula abriu as portas para uma tendência que promete conquistar o paladar dos paulistanos. “Eu queria fugir um pouco da confeitaria do leite condensado, do ninho e da nutella”, conta a empreendedora. E deu certo! Ela se lembrou de algumas bases da confeitaria e resgatou o Curd, um creme confeiteiro que usa o suco da fruta ao invés do leite. “Eu fiquei bem feliz. Fiz o teste do creme e deu muito certo. Aí pensei: bom, tem o bolo, tem o creme e agora preciso de uma finalização”, conta a empreendedora.  

E claro que a finalização não ia deixar a desejar! Com as gemas dos ovos usadas no creme, ela decidiu aproveitar também as claras na receita. E com elas, criou um merengue para colocar em cima e para decorar usou gotas do recheio de mexerica e uma folha de hortelã. Deu água na boca aí também? Pois não para por aí não! 

Com a ideia de sucesso na palma da mão, outras surgiram. Quem experimenta o bolo de mexerica também vai amar o de limão e o de maçã com calda de caramelo, que usam a mesma base de suco de frutas. Isso sem falar nas sobremesas feitas com água de flor. “Eu faço um manjar libanês com água de flor de laranjeira e calda de damasco e faço o manjar italiano, que chama manjar bianco. Coloco um pouco de água de rosas e vai com calda de morango e manjericão”, explica Ana Paula. Uma delícia!

A empreendedora conta que a ideia das receitas à base de frutas e flores é tentar resgatar a base de confeitaria tradicional com os cremes. “A gente pode fazer coisas bem gostosas com outros tipos de base tradicionais, que a gente não explora muito, porque não é muito valorizado”, relata Ana. Os clientes que o digam, todos amam essas delícias, justamente por ser algo diferente, algo que transcende a criatividade. “Eu sou muito criativa, às vezes sai umas coisas meio loucas, mas às vezes saem coisas muito boas”, completa ela.

 

Nas receitas da Ana Paula os sabores florais são de Amor-Perfeito, Capuchinha, Lanterninha Chinesa e Cravina. E para quem tem curiosidade sobre flores comestíveis, a empreendedora explica que a flor comestível tem um cultivo diferente das tradicionais. As flores que vemos nas floriculturas, por exemplo, foram cultivadas em um solo diferente, regadas com água de reuso e podem ter contaminação. 

Já as flores usadas nas receitas são regadas com água potável e cultivadas em solo preparado para alimentos. As flores são deliciosas para as receitas, mas não vai sair por aí comendo qualquer uma não, ein? 

Relação com o Consulado

O amor por cozinhar sempre foi algo constante na vida de Ana Paula. Antes da pandemia trabalhava em um restaurante, onde colocava em prática os conhecimentos das aulas da faculdade de gastronomia. Após perder o pai para a Covid decidiu que não iria se arriscar voltando ao restaurante e focou em continuar a preparar os seus pratos em casa e começar a vender.

A empreendedora conheceu o Consulado da Mulher através de uma postagem no Grupo Afrotrampos no Facebook e desde então só cresceu. “Eu costumo dizer que eu sempre fui empreendedora, meu pai era empreendedor, então, isso já é de família. Eu fazia, mas eu ainda trabalhava fora, não conseguia me dedicar. Não vou mentir que eu tinha medo de trocar uma coisa certa que é o CLT pelo duvidoso que é começar a empreender”, conta ela. 

Foi pelo belo exemplo do pai artesão de esculturas de ferro que Ana Paula persistiu e continuou a empreender. Nas aulas do Consulado percebeu que podia estruturar o seu negócio e começou a precificar os seus produtos de forma correta. “Não digo que foi uma dificuldade, assim, foi um abrir de olhos. Ficar atenta aos custos. Quando você precifica errado, você não consegue fazer um investimento no negócio, porque não sobra dinheiro, não tem como investir”, recorda-se a empreendedora.

Apesar de fazer bastante coisa para festas, o carro-chefe do empreendimento é a revenda para cafés, mercados, restaurantes e empresas. Hoje as delícias da Chef Ana Paula Buscher percorrem toda a cidade de São Paulo, conquistando cada vez mais os corações, ou melhor, os estômagos dos paulistanos. Então, pode ser que você já tenha provado de uma dessas gostosuras!

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4° Prêmio Consulado da Mulher de Empreendedorismo Feminino

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Arthur Azevedo entrega o Prêmio Consulado da Mulher de Empreendedorismo Feminino para Maria Valdeci de Moraes e Alessandra Possebom, representantes do Grupo de Mulheres Mães da Terra

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Cleociana Figueira, representante da Assossiação das Mulheres Agricultoras Rurais, recebe o Prêmio.

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Apulata Waurá, representante das índias da Tribo Waurá, que hoje produzem e vendem pimentas em pó, agradece, em sua língua nativa o Prêmio Consulado da Mulher de Empreendedorismo Feminino.

 

Na 4a edição do Prêmio Consulado da Mulher de Empreendedorismo Feminino, representantes de 10 empreendimentos vencedores estiveram reunidas para receber merecida homenagem e celebrar o início de um novo ciclo.