#consuladodamulher

La Famille em…Vida mais saudável

“Hoje nosso trabalho representa a nossa sobrevivência e eu devo isso ao Consulado, isso eu vou falar sempre, toda vida. Até quando eu for rica, chique e famosa”

Fica bem mais fácil ser fitness quando temos uma comida saborosa e saudável ao mesmo tempo, não é verdade? Essa foi a ideia de mãe e filha para montar um empreendimento focado em fornecer marmitas saudáveis em Joinville (SC). Suzana é gastrônoma e a filha Estela, nutricionista, uma dupla e tanto para montar os cardápios do La Famille – Marmitaria Fitness. Suzana conta que no início o negócio era focado em marmitas para os trabalhadores, já que a cidade é muito industrial, mas com a pandemia e os locais fechando, tiveram que mudar o rumo do empreendimento. “O Consulado veio, abraçou a causa e decidimos juntos que iriamos focar na marmita fit, porque as pessoas estavam mais em casa, precisavam se alimentar melhor, focar na saúde e a gente deu uma guinada”, conta Suzana.

Uma guinada que deu super certo! O La Famille não é só sucesso no prédio e no bairro, onde conta com muitos clientes, mas na cidade inteira e até em algumas academias. “Tem bastante gente que fala que os pratos são uma delícia, gostam do tempero, não usamos nada químico, usamos só temperos naturais”, conta Suzana. O empreendimento que começou vendendo 3 marmitas, hoje não vende menos que 200 por semana. Entre clientes fixos que não vivem sem a comidinha fit especial, as empreendedoras contam que sempre produzem a mais para ter uma reserva para os novos clientes, em torno de 60 marmitas a pronta entrega. Então, se quiser experimentar as delícias do La Famille já sabe, é só ligar!

O leque de opções é bem farto. Passando por arroz e pão integral, carnes, suco, leite vegetal e muito mais! Mas como todo restaurante tem o prato campeão, aquele queridinho dos clientes que não pode faltar nunca no cardápio, aqui não seria diferente. Arroz, feijão e carne moída, strognoff de frango, panqueca de carne, nhoque de batata doce e porco com abacaxi são definitivamente os campeões de pedidos, contam Estela e Suzana. Deu água na boca, né?

Inspiração é o que não falta para mãe e filha, elas contam que toda semana tem novidades no cardápio. “Procuramos o que tá bombando no mercado, pegamos aquilo e transformamos em fit”, conta Suzana. Quem tem restrições alimentares também pode contar com as delícias do empreendimento, o cardápio é adaptado para diversas restrições, inclusive diabetes. Elas contam que atendem mamães que acabaram de ganhar neném e precisam de uma comidinha mais leve, pessoas recém operadas e quem deseja levar uma vida mais saudável. Somente a opção sem glúten para celíacos que o La Famille ainda não trabalha. 

Se engana quem pensa que pode contar com essa dupla dinâmica somente para se alimentar. Suzana e Estela abriram um pouco mais o leque de opções e criaram um projeto paralelo, um SPA Urbano. Uma ideia que conta com alguns produtinhos na linha bem-estar para acompanhar a alimentação saudável, tudo no ramo natural. “Nós produzimos travesseiro de pescoço e bonequinhas com ervas medicinais dentro, banhos de escalda pés, sabonete natural, sais e estamos inventando a máscara também”, orgulham-se elas. 

Relação com o Consulado

Empreender sempre foi uma atividade constante na vida de Suzana. Ela conta que por necessidade já fez diversas coisas, desde doceira até vendedora de pneus. “Eu não tinha uma organização para precificar, cobrar o certo, eu doava um monte de coisa, deixava as pessoas pagarem depois e algumas não pagavam”, explica ela. Hoje, com o apoio do Consulado da Mulher ela se organiza melhor e faz tudo sob medida. “A gente aprendeu com o Consulado que se a pessoa que cozinha fica doente, através da ficha técnica de cada produto, é possível outra pessoa fazer”, conta ela. “Porque se o cliente comprou de você, voltou e comprou novamente é porque ele gostou do seu produto e ele espera ter a mesma lembrança daquilo e se você não tem a ficha técnica vai mudar, vai ficar mais salgado ou com outro sabor”, conclui Suzana.

Tendo o Consulado da Mulher como um divisor de águas, Suzana conta que saiu do estado onde morava para poder participar do Programa de Educação Empreendedora. Ouviu falar do Consulado pela rede de economia solidária que participava na sua cidade,  Apucarana, no Paraná. A ideia era passar o período de assessoria na casa da filha, Estela, que já morava em Joinville, mas os planos mudaram um pouco. “Quando deu 15 dias de curso do Consulado, liguei para o meu marido e falei: coloca o fogão, a chapeira e o forno no caminhão e vem pra cá, porque eu não vou mais voltar, só vou aí buscar a minha mala”, lembra-se ela. 

Tudo deu certo! Juntou a filha no empreendimento e foi em busca de realizar esse sonho. Enfrentaram as primeiras dificuldades de começar do zero, encontrar clientes, conhecer a cidade, a demanda e os costumes. Suzana orgulha-se em dizer que o Consulado colocou o negócio no trilho certo. E que trilho de sucesso! 

Metodologia do Instituto Consulado da Mulher é sucesso em Juruti (PA)

 Parcerias que transformam!

 

Em mais uma parceria de sucesso com o Instituto Alcoa, em Juruti/PA e o Instituto Juruti Sustentável (IJUS), a metodologia do Instituto Consulado da Mulher trouxe resultados significativos às empreendedoras que participaram do projeto, bem como à população local. Através do Projeto Dona´s que apoiou pequenas empreendedoras dos mais diversos ramos, como artesanato, costura, alimentação, beleza e esmalteria residentes na cidade de Juruti/PA. Mais de 50 mulheres foram contempladas com o objetivo de deixar o seu negócio mais rentável, dentre elas 32 foram para mentoria, com voluntários da Alcoa, ao todo 42 colaboradores acompanharam as empreendedoras durante este processo.

O projeto Dona’s oportunizou a incidência de atividades e conteúdos significativos que transformaram a comunidade de Juruti/PA, visto a profissionalização de empreendedoras locais que modificaram a forma como geriam seus empreendimentos. “Esta é a segunda parceria do Instituto Alcoa com o Consulado da Mulher. A primeira edição, em São Luís-MA, do Projeto Mulheres Empreendedoras apresentou excelentes resultados. E isso nos motivou a levar a metodologia para Juruti-PA. Contamos também com a parceria do IJUS – Instituto Juruti Sustentável para a execução do projeto. Esta parceria tripla mostrou que a atuação em rede é a melhor forma de alavancar os resultados e proporcionar impacto no território. A participação e engajamento de voluntários e voluntárias da Alcoa, através de sua rede de mulheres, a AWN – Alcoa Women’s Network, proporcionou a troca de conhecimentos e sabedorias. Os resultados alcançados em Juruti demonstram o compromisso e o desejo de promover o desenvolvimento das pessoas em sua integralidade” – Monica R Espadaro, Gerente de Projetos do Instituto Alcoa.

As mulheres receberam acesso a metodologia do Instituto Consulado da Mulher focada em gestão de negócios, empreendedorismo, finanças, pessoas e marketing. Além de, conteúdos extras de lives no canal do Instituto Consulado da Mulher no Youtube, com as temáticas de Marketing Digital, Fluxo de Layout do Espaço de Produção, Produtividade e Autoconhecimento e Instagram.

Tudo para que elas pudessem conduzir os seus empreendimentos com mais confiança e conhecimento para manter a sustentabilidade do negócio.

Amplia-se essa compreensão frente aos investimentos realizados nos empreendimentos ao longo do projeto, ambas doações incidiram no faturamento do comércio local, possibilitando novas oportunidades e geração de renda a outras pessoas.“Levar a metodologia do Consulado até Juruti foi uma experiência nova e encantadora. Foi literalmente atravessar o país de avião e depois o rio Amazonas de barco para compartilhar a nossa experiência assessorando “nano” negócios à mulheres incríveis, que encheram a nossa bagagem com o conhecimento delas, possibilitando, a partir dessa troca, ter os resultados que pudemos observar na prática – 32% mais din din na renda mensal de uma família não é pouca coisa, ainda mais em ano de pandemia. Ainda tivemos a chance de observar o crescimento pessoal de cada uma das mulheres que chegaram até o final do projeto conosco e até mesmo em voluntárias e outras pessoas da comunidade. Foi realmente engrandecedor para nós do Consulado poder realizar este projeto. Sou muito grata à Alcoa por viabilizá-lo e ao IJUS por colocá-lo em prática de forma tão eficaz” – Érica Zanotti, gerente de projetos sociais do Consulado da Mulher.

Ao todo 42 empreendedoras receberam investimentos em seus empreendimentos ao longo do projeto e ao fim 28 empreendedoras foram contempladas novamente com doações. O escopo de itens doados é amplo, e se pautam na demanda individual do desenvolvimento de cada negócio. A proposta é que o investimento possibilite o aumento da produtividade da empreendedora, e consequentemente amplie suas vendas, faturamento e renda. Estruturando dessa forma o empreendimento em um prazo de menor tempo. Neste sentido, a partir do item doado a empreendedora pôde buscar o desenvolvimento de outras frentes do negócio.

É possível comprovar os resultados satisfatórios desta parceria frente a análise dos empreendimentos que passaram pelo Projeto Dona´s, esses tiveram aumento de 32,40% na renda, 28,67% de aumento no faturamento, 227% de aumento na poupança e 45,67% de aumento no investimento, valor injetado por elas para crescimento do empreendimento. “Conseguimos atingir ótimos resultados com o projeto Dona’s. Empoderar as mulheres de Juruti é muito importante. Socialmente temos um dos maiores índices de violência contra a mulher no estado. Ações como essas são fundamentais para dar dignidade, liberdade e autonomia às mulheres” – Maria Raimunda Melo (Deise), Presidente do Instituto Juruti Sustentável.

O Projeto Dona’s possibilitou às empreendedoras assessoradas ao longo deste período a profissionalização da gestão do negócio, fazendo com que essas mulheres se tornassem realmente Dona’s de seu empreendimento, de sua história, de sua carreira, de seu dinheiro e de seus sonhos. Possibilitando a elas o empoderamento feminino e ampliação de seu faturamento e geração de renda, mas principalmente, as tornando centrais no comando e decisões em suas vidas. Denotando a importância de seu negócio não só para sua vida e família, mas também para sua comunidade local.

O Projeto Dona’s concretiza sua proposta de forma célebre em ofertar às mulheres de Juruti/PA, uma nova perspectiva de como empreender e ter uma reserva financeira. Quatro dessas mulheres contam que hoje têm mais confiança em gerir seu negócio. Conheça a Mireia, Érica, Degenane, e Thatianna, empreendedoras que concluíram com êxito o Programa de Educação Empreendedora da parceria entre Instituto Consulado da Mulher, Instituto Alcoa e Instituto Juruti Sustentável – IJUS.

“Com o Projeto Dona´s passei a incentivar mais pessoas”

Mireia aposta na arte da culinária, com deliciosos pães caseiros, mas também complementa a renda através da revenda de roupas e catálogos de produtos.Ficou sabendo do Projeto através do Facebook e não pensou duas vezes. Ela que já era autônoma há mais de 10 anos, decidiu que precisava de mais informações para continuar empreendendo. Foi no Projeto Dona´s que viu e aprendeu tudo o que precisava para melhorar a sua organização. “Depois que passei pelo Projeto, ganhei um novo ânimo, percebi muitas mudanças positivas”, conta a empreendedora.

O Projeto Dona´s devolveu a autoconfiança de Mireia, ela conta que o curso ajudou a trabalhar a sua autoestima e confiança. “Hoje me sinto mais valorizada e com o projeto passei a incentivar mais mulheres, eu gosto de fazer isso. Repassar o que aprendi para outras pessoas faz eu me sentir mais capaz”, complementa ela. 

“O Projeto Dona´s foi um divisor de águas na vida de todas que participaram”

Érica considera que todo o conhecimento que adquiriu através do Projeto foi algo muito valioso que vai levar para a vida toda. Apaixonada pelo artesanato, a empreendedora conheceu a iniciativa por meio das redes sociais e decidiu que era o que precisava para seguir com o “Vivendo de Arte”, o seu negócio junto com mais duas amigas. “Eu não tinha noção de como administrar o negócio, tinha muita dificuldade em precificação, finanças e como poupar dinheiro”, conta ela.

A empreendedora conta que as mudanças começaram a chegar ao seu negócio já a partir da primeira aula, isso porque mudou a sua forma de pensar. Cada aula ajudava a ter novas ideias, a saber mais sobre a forma certa de empreender e a dar mais segurança de que o negócio tem potencial para prosperar. “O Projeto Dona´s foi um divisor de águas na vida de todas que participaram, colocando em prática tudo o que aprendemos, melhoramos a qualidade do nosso negócio e com isso, valorizamos o nosso trabalho”, orgulha-se Érica. 

“Eu aprendi que a valorização do meu trabalho, começa por mim”

Ao perder os pais ainda muito nova, Thatianna sempre precisou procurar algo para fazer, algo em que pudesse desenvolver as suas habilidades. Através do artesanato começou a empreender e chegou até o Projeto Dona´s. Foi uma amiga quem apresentou essa oportunidade à empreendedora. “Eu preenchi minha inscrição, mas não acreditava que iria passar na seleção”, lembra-se ela.

Com as aulas do Projeto se viu diante de muitos aprendizados e processos de desenvolvimento, não só no empreendimento, mas na vida pessoal também. “O aprendizado mais importante foi valorizar o meu negócio . Aprendi que a valorização do meu trabalho começa por mim, se eu valorizo o que eu faço, outras pessoas vão valorizar também”, conta Thatianna. Hoje, está mais confiante para fazer fluxo de caixa, trabalhar com marketing e planejar estratégias. “É um conhecimento que vou levar para a vida toda”, conclui.

“Posso dizer que sou uma Mulher Empreendedora  e sei que um dia vou alcançar meu objetivo que é ter meu espaço para colocar os meus trabalhos”

Concursada e trabalhando como merendeira em uma escola, Degenane concilia o trabalho com o seu negócio de artesanato e também o trabalho voluntário na cozinha da igreja que frequenta.Quando aprendeu artesanato, começou a confeccionar redes, toalhas com bordado russo, bichinhos de pelúcia, canetas personalizadas e muito mais. Conheceu o Projeto Dona´s através de outro projeto também do Instituto Juruti Sustentável (IJUS), aí não parou mais.”Hoje não conto só com o salário que ganho, tenho meu dinheiro extra e aprendi como administrar o que entra, sem gastar o capital de giro que é bem importante”, orgulha-se ela.

Colhendo os frutos do trabalho que realiza, somado aos aprendizados que adquiriu através do Projeto, Degenane já ajudou o marido a realizar o sonho de gravar um CD. “Através do Dona´s,  aprendi a valorizar o meu trabalho”, completa. 

O Consulado da Mulher acredita em quem acredita!

Bolo do Papai e O Grão Alimentos em…Na cozinha com o papai

“O meu trabalho representa liberdade! Isso porque oportunizou a liberdade de trabalhar em casa e acompanhar o crescimento da minha filha e ainda, fazer algo que eu gosto”

Do mundo da tecnologia para a cozinha, foi essa a mudança que Márlan decidiu fazer há dois anos em sua carreira. No início, trabalhava em uma multinacional de tecnologia, com um bom salário, mas algo não estava certo. “Eu não era feliz, estava sempre estressado, doente, gastando metade do meu salário com remédio”, lembra-se ele.

Com a esposa desempregada e a mudança de cidade, precisava de uma renda extra, foi quando começou um pequeno negócio de bolo no pote. A princípio vendendo para colegas e pessoas próximas, sem muita obrigação de um faturamento alto, visto que ainda estava trabalhando na empresa, mas algo mudou! “Eu acabei adoecendo nessa empresa, eu tive um estresse causado pelo trabalho, o tratamento era com antidepressivo, então optei por sair de lá e poder ficar só com o Bolo do Papai”, conta o empreendedor. 

O nome do empreendimento foi uma ideia certeira da pequena Maria Clara, de 10 anos, filha de Márlan. O empreendedor conta que tinha uma lista de ideias de nomes e no momento da decisão a filha chegou e disse com muita naturalidade: “Gente, quem faz o bolo não é o meu pai? Então, tem que ser Bolo do Papai!”. “Ela matou a charada e isso pra nós é muito bacana, pois torna o empreendimento afetivo e familiar”, orgulha-se ele. E desde então, a cidade de Joinville ganhou um expert em bolos deliciosos. 

E na mesma cidade, outro papai também resolveu se aventurar no mundo das massas.

“Eu penso no meu trabalho como um trabalho para o futuro. Agora é só uma semente que eu estou plantando. Eu quero que isso seja algo pra frente. Um grão pro futuro”

Gastronomia sempre foi uma paixão na vida do Antônio. Ele sabia que queria trabalhar com isso e enfrentou as dificuldades para conseguir. Entre cursos de culinária, troca de experiências com pessoas da área e o trabalho em eventos com o cunhado, finalmente bateu o martelo e decidiu abrir O Grão Alimentos. “Eu tinha o interesse de fazer algo próprio e diferente que fosse só meu”, conta o empreendedor. 

 Quando nasceu, em 2019, o empreendimento ainda era com vendas tímidas para amigos e pessoas próximas, mas em 2020 com abertura da página no instagram, o negócio abriu oficialmente para o público geral. A confirmação do desejo de trabalhar com massas veio após um curso de um renomado chef em Curitiba. Amanda, a esposa de Antônio, conta que ele se encantou e chegou em casa muito animado, e após várias pesquisas na internet decidiu focar o negócio em massas, começando pelo macarrão e partindo para nhoques e massas recheadas, como raviolis, rondelles e afins.

O pequeno Arthur de 3 anos, filho do casal, além de muito curioso por colocar a mão na massa e mexer em tudo que Antônio faz, ama as comidas do pai. “Ele quer estar junto e comer. Eu sempre faço um pouquinho a mais pra ele, ele gosta bastante de nhoque e macarrão”, conta o empreendedor. 

Entre coberturas e molhos

Essa bela combinação de massas é sucesso em Joinville depois dos empreendedores conhecerem o Consulado da Mulher. Enquanto Márlan conheceu por indicação de uma amiga que não desistiu enquanto o empreendedor não fez a sua inscrição, Antônio chegou até o Consulado por meio de um grupo de empreendedores no qual fazia parte.

Para Márlan, do Bolo do Papai, o início foi de pequenos ajustes e adaptações ao modelo que o Consulado apresentou, como compras, organizar estoque, implementar o delivery na pandemia e ampliar a visão de mercado. No caso de Antônio, do Grão Alimentos, a divisão foi o principal desafio, na parte financeira e de tempo. A divisão do  dinheiro da casa e do negócio, e também em relação ao tempo de cuidar do filho pequeno e do empreendimento. 

Com as dificuldades sendo superadas dia após dia, Márlan e Antônio conquistam cada vez mais clientes em seus respectivos empreendimentos. O Bolo do Papai tem uma variedade de sabores de bolo que muda a cada dois meses e O Grão Alimentos conta com mais de 15 pratos no cardápio. Porém em ambos, os queridinhos dos clientes não podem faltar nunca. O bolo vulcão de leite ninho com morango do Bolo do Papai e o nhoque recheado do Grão Alimentos, são figurinhas garantidas no menu. Uma combinação perfeita para o almoço de Dia dos Pais, não é verdade? 

Tanto o ‘Bolo do Papai’, quanto ‘O Grão Alimentos’ tem dois pequenos que estão de olho e muito orgulhosos dos papais que empreendem. Maria Clara, prova e aprova as coberturas dos bolos e verifica se está tudo em boa qualidade. Principalmente quando o pai precisou se ausentar devido a uma cirurgia, foi ela quem verificou se tudo estava tão gostoso como as delícias que o pai faz. Na escola participou da feira do empreendedor e vendeu 300 bolos de pote do pai. Márlan, orgulhoso, conta que a filha já está aprendendo sobre educação financeira com o empreendimento.

Arthur não fica atrás. Apesar de pequenininho já demonstra interesse pelas massas do papai, mesmo que em uma simples brincadeira. “Eu fiquei sabendo que na creche eles mexeram com massa de modelar e ele fazia igual eu faço aqui”, orgulha-se Antônio. O pai conta que divide a rotina entre preparar as massas e brincar com o filho que exige bastante atenção. 

Os dois papais contam que poder trabalhar e ao mesmo tempo acompanhar os filhos é um grande privilégio. Maria Clara tem um companheiro para as lições de casa e Arthur para as brincadeiras e desenhos animados. Criançada de sorte!

 

 

Doce Encanto Food em…Arraiá dos doces

“O meu trabalho representa tanta coisa! A maior delas é a liberdade. Eu venho de um tempo em que para ler caixa de sabão em pó, o meu estudo era suficiente. Hoje me sinto livre. Não estamos no tempo em que as mulheres não podiam fazer nada”

Olha o docinho aí, gente! Comida de festa junina é tudo de bom, a Antônia, da Doce Encanto Food em São Paulo, que o diga. O que começou como uma alternativa para passar pelos momentos mais difíceis da pandemia, hoje se tornou o sucesso do empreendimento. Não há quem não ame o famoso Arraiá na caixa, uma ideia que ela desenvolveu no Consulado da Mulher e que manteve as portas do negócio bem abertas.

Os clientes que há tempos não podem curtir a boa e velha festa junina amaram a iniciativa de levar para dentro de casa uma das melhores coisas da comemoração: as comidas deliciosas. E tem de tudo! Bolo, pipoca, pamonha, quentão, paçoca, maçã do amor, curau, canjica, caldo e por aí vai, tudo feito de forma artesanal. Antônia conta que o sucesso está muito atrelado à nostalgia que as comidas proporcionam. “As pessoas falam que lembra muito o tempo de criança, com as quermesses da igreja”, conta ela.

Os tamanhos são os mais variados possíveis, atendem às famílias menores e as grandes também. Tudo feito de forma personalizada e a gosto do cliente, que coloca as suas comidinhas preferidas na quantidade que desejar. “Dessa forma fica acessível para todos. A pessoa pode montar uma caixa menor com o valor menor, ou colocar mais itens e pagar mais por isso. Essa é uma preocupação que a gente sempre tem: ter um cardápio que possa atender a todos os públicos”, explica Antônia. O melhor de tudo é que a festa vai completa dentro da caixa, com enfeites juninos, paninho xadrez e não poderia faltar as famosas bandeirinhas. 

Chegar ao sucesso teve um longo e difícil caminho na vida de Antônia. A empreendedora conta que o sonho de ter um negócio próprio a acompanha desde a infância, quando a brincadeira preferida era a de ser dona de restaurante. “Eu sempre gostei de cozinhar, desde criança. Eu tenho lembranças da família toda reunida, principalmente em época de festa junina, aquele monte de tia, uma descascando o milho, uma ralando, uma cozinhando, uma lavando palha, as crianças brincando e eu sempre estava no meio das tias ajudando a fazer a comida e eu gostava”, recorda-se ela.

Quando cresceu, o receio de deixar o emprego fixo para empreender era muito grande. O choque de realidade só veio mesmo quando, aos 33 anos, descobriu um câncer que a levou a três anos de tratamento intenso. “Eu pensei: se com 33 anos aconteceu isso e eu podia ter perdido tudo, não vale a pena eu ficar em uma coisa que eu não gosto por comodidade. Então agora eu vou fazer só o que eu quero”, lembra-se Antônia. 

Certamente nada foi fácil. “Eu já escutei da minha família coisas como: você estudou tanto pra acabar assim fazendo bolo. Nós mulheres somos muito julgadas e é muito difícil a gente ter visibilidade, então quando você tem, tem que trazer outras junto com você. Essa sempre vai ser minha missão”, orgulha-se ela. 

Em 2015, começou vendendo tortas nas portas da faculdade e depois migrou para os bolos. Com as indicações dos primeiros clientes, viu o negócio ir crescendo pouco a pouco. Hoje, com a ideia de arraial na caixa, faz o que mais ama e ainda leva festa junina com gostinho de infância para a casa dos paulistanos. Um arraiá completo, sô! 

Relação com o Consulado

Em meio ao sonho de empreender, foi no ano de 2019 que Antônia conheceu o Consulado da Mulher. “Eu sempre falo que a Doce Encanto tem dois momentos: antes do Consulado e depois do Consulado”, conta a empreendedora. “Antes do Consulado, a Doce Encanto era um sonho, eu peguei a minha rescisão de trabalho de 18 anos de empresa, toda a minha força de vontade e coloquei na Doce Encanto”, explica ela. “Mas quando eu cheguei no Consulado eu estava prestes a quebrar, eu não tinha mais onde injetar capital e o negócio não fluía, por mais que o pessoal elogiasse”, completa. 

Após ingressar no programa de educação empreendedora do Consulado da Mulher, Antônia conta que teve o seu primeiro momento de realidade, o despertar de um sonho que estava começando a se concretizar de verdade, onde se sentiu devidamente preparada e onde aprendeu a planejar e a mudar a história do seu empreendimento. “Eu percebi que não adiantava ficar só sonhando, precisava fazer acontecer, foi preciso um choque de realidade, arregaçar as mangas, cortar um monte de coisa e colocar para funcionar”, explica ela.

E todo esse empenho deu belos frutos! No ano de 2020, Antônia e a Doce Encanto Food ganharam o Desafio de Emancipação do Consulado da Mulher pelo maravilhoso plano de marketing que desenvolveu. 

Um orgulho e tanto! Se um dia a Doce Encanto Food estava passando por dificuldades, hoje ela conta com uma preciosa ajuda. Os filhos de Antônia dão aquela forcinha no negócio da família: Lucas, o mais velho de 27 anos, gosta de fazer salgados; a Júlia, de 17 anos, está se especializando em chocolate e é o braço direito da mãe; Amanda de 23, apesar de não gostar de cozinhar, ajuda a mãe sempre que é necessário, e Lívia, a caçula de 8 anos, que ama redes sociais e tik tok, fala que é a gerente do negócio. 

Se antes, Antônia estava procurando uma solução para não fechar, agora se orgulha de onde conseguiu chegar. “Eu jamais imaginei que eu ia conseguir chegar tão longe como eu cheguei e estar tão feliz como estou. Realizada é a palavra certa! Hoje eu me sinto realizada, porque eu trabalho muito, mas eu vejo os frutos”, orgulha-se ela.

 

Dindin da Mila em…Um doce de mãe

“O meu trabalho representa resiliência. Quis desistir e acabar com tudo mais de uma vez, mas fui muito resiliente e dirigi tudo com muita sabedoria”

Quem passa por Manaus tem que ter uma parada certeira: experimentar o Dindin da Mila! Uma iguaria que é sucesso e tem gostinho de infância. Alguns conhecem por geladinho, gelinho, chup chup ou sacolé, cada local tem a sua maneira própria de chamar, mas o amor é o mesmo. 

Samila, a empreendedora que está por trás das mais deliciosas receitas do Dindin, conta como é a rotina de mãe e dona de negócio. Com as crianças, a Mirella de 4 aninhos e o Samuel de 10, em aula online, a rotina tem que ser seguida. “Eu fico com a parte de produção, cuidar das crianças, tudo ao mesmo tempo. Eu coloco tudo no papel, tem hora pra tudo”, conta Samila.

E tem mesmo! Às 5h da manhã é a hora que a Samila acorda para começar a produção dos dindins, são 100 logo de manhã. Após o preparo do almoço é a hora de abrir o delivery, onde reveza o trabalho de atendimento aos clientes com o marido. As crianças começam a aula online no período da tarde e a produção de Samila só para às 17h. Contabilizando 200 dindins ao dia! 

Conciliar a produção com a rotina das crianças não é tarefa fácil, mas Samila faz questão de acompanhar o desenvolvimento delas de perto. Samuel, o filho mais velho, entrou no 6 ano e tem seis grupos de whats para estudar, um para cada matéria e a mãe acompanha tudinho! “Ele fica das 14h até as 17h com o celular, acompanhando as tarefas, fazendo as lições. E eu também estou no grupo da escola, ele tá respondendo, mandando as tarefas e estou acompanhando”, explica ela.  

Mirella, a caçula da família, também começou na escolinha e já acompanha as primeiras tarefas de desenho e atividades de alfabetização. “A aula dela é mais rápida, tem 2 horas, o pai dela assiste o vídeo com ela e eu fico na produção. Quando eu coloco os dindins para congelar, eu dou uma pausa, e ajudo ela a fazer as atividades, a tirar a foto e mandar para a professora”, comenta Samila. 

Mas nem só estudo vivem Samuel e Mirella, pois eles também amam um dindin! A empreendedora e mãe das crianças conta que sempre prepara uns menores com o que sobra da produção para a sobremesa das crianças. “Eu dou para eles comerem após o almoço e sempre tem briga pelo de morango”, o sabor preferido dos dois. 

É fato que as crianças amam as receitas da mãe, mas não só elas. Muita gente procura pelos dindins da Mila, tanto que as vendas ocorrem também pelos aplicativos de comida. E justamente maio, é o mês em que ela mais vende o produto. “Ano passado a gente triplicou o nosso faturamento, comparado com 2019″, conta ela. De maio a outubro é o melhor período para a venda dos dindins, só caindo mesmo em novembro por conta do tempo chuvoso do Amazonas, o que não impede de bater a meta mensal de faturamento. 

Relação com o Consulado

Que Samila ama usar a criatividade não é novidade. Antes só produzia o dindin tradicional com água e fruta e hoje traz a proposta gourmet ao mercado. “Eu estava na fase de testar receitas. Quando entrei no Consulado, descobri que era tudo por grama, tudo pesado e eu fazia só no olhômetro. Foi no Consulado que consegui profissionalizar minhas receitas, e hoje faço tudo igual para ter o mesmo sabor”, lembra ela. 

Foi através da indicação de uma prima assistente social, que a empreendedora conheceu o Consulado da Mulher. Quase deu errado em um primeiro momento, por perder a primeira reunião após a filha ter ficado doente. “Eu estava triste por perder a oportunidade, mas o Rafael do Consulado me ligou e disse que eu podia ir”, conta alegre. “Desde então, comecei a ir, não perdi nenhum dia, nunca faltei, era a primeira a chegar”, conclui. 

Os altos e baixos foram muitos, Samila já teve que usar os únicos 90 reais que o marido conseguiu fazendo mototáxi para comprar ingredientes e apostar nos dindins. No Consulado aprendeu tudo para alavancar o seu negócio. “Eu entendi o porquê que o meu negócio não crescia, eu achava que o dinheiro era todo meu, não sabia separar o que era meu e o que era do negócio”. Hoje ela sabe e está usando tudo o que aprendeu para inovar cada vez mais.

E vem novidade por aí! Além dos kits presenteáveis que Samila está fazendo para as datas comemorativas, ela criou uma nova linha de dindins zero açúcar e zero lactose para atender mais pessoas. “Decidi criar 4 sabores especiais para o dia das mães zero açucar que é o sorbet (sorvete da fruta congelada)”, explica ela. Os sabores são os mais deliciosos possíveis: morango, kiwi, manga e água de coco com frutas.

Deu até água na boca. Vai um dindin aí?

Siga Dindin da Mila no Instagram. Clique Aqui!