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Hortense Mbuyi em…Tempo de recomeçar

O meu trabalho representa o que eu chamaria de reconstituição. É um jeito de reconstruir uma identidade que foi apagada e que estamos escrevendo de novo.

Já imaginou sair às pressas do seu país por causa da perseguição política e ser obrigada a deixar tudo pra trás? Foi o que aconteceu com Hortense Mbuyi, uma mulher Congolesa formada em direito econômico e social e ativista pelas causas de direitos humanos. 

Para Hortense visitar o Brasil era um sonho e assim que o seu caçula na época, nasceu, o marido decidiu presenteá-la. O presente escolhido foi assistir a Copa do Mundo de 2014, aqui no Brasil, mas com a crise política, a grave violação de direitos humanos e a perseguição tão intensas na República do Congo, os planos mudaram de uma forma que ela nem poderia imaginar. Sua forte atuação na gestão de conflitos, militância pela democracia e pelos direitos humanos eram para modificar violações graves da constituição Congolesa e melhorar a vida dos habitantes. Infelizmente não foi o que aconteceu, Hortense acabou presa e se perdeu do marido. Quando saiu da prisão, precisou de tratamento médico e decidiu vir para o Brasil com Manassé, o filho de 7 meses, mas um pedaço dela ficava lá. Teve que deixar para trás, as duas filhas mais velhas Nephtalie de 4 anos, e Samuela de 2 anos de idade. 

Chegou no Brasil no dia 29 de outubro de 2014 com um bebê e sem falar nada de português. “A minha ideia não era ficar aqui, eu ia fazer o tratamento e voltar. As minhas filhas ficaram. Mas em janeiro de 2015, as coisas pioraram na minha terra, alguns dos meus amigos de luta foram assassinados, outros foram presos e eu decidi pedir refúgio”, conta Hortense. “Eu estava em uma angústia, muitas noites mal-dormidas. Quando eu saí da minha terra, eu deixei a minha filha mais velha com 4 anos, foi no dia do aniversário dela e nesse final do mês ela vai fazer 10 anos. Então imagina, 6 anos longe de uma filha? A minha segunda filha tinha dois aninhos, ela não me conhece”, lembra-se ela.

Sozinha em país desconhecido e com um bebê, Hortense se viu obrigada a começar a luta pela integração social do Brasil. Quando chegou não sabia para onde ir, a única coisa que conseguia era falar inglês com algum brasileiro que pudesse ajudá-la. Foi assim que teve a ideia de ir para algum lugar que tivesse o maior número possível de pessoas. “A minha ideia era achar alguém que falasse a língua que eu entendo, a língua que eu falo. Ele me levou na região do Brás, me indicou um hotel e me deixou lá”, conta Hortense. 

As dificuldades foram pesadas, não sabia como se alimentar, como alimentar o filho pequeno e nem como se comunicar. Algo que traz o foco para um outro problema que Hortense apontou. “Nas políticas públicas do Brasil, não existe uma orientação para os imigrantes. O Brasil não acolhe, o Brasil só recebe”. Uma verdade que dificultou muito a adaptação dela e do filho por aqui.

Hortense não sabia como se encaixar no país e nem podia exercer a sua profissão de formação, isso porque o Brasil exigia revalidação de diploma, algo que era impossível, pois não teve como trazer. “Quem diria que eu ia pensar em pegar o meu diploma pra levar comigo do jeito que eu sai da minha terra? Eu não consegui trazer as minhas filhas”, relata ela. “Eu tive que pensar: O que eu sei fazer? Além de ser advogada, de ser tudo o que eu sou, eu gosto de cozinhar. Mas será que eles vão comer a minha comida?”, conclui. 

Ao participar da formação de Políticas Públicas para os imigrantes, se deparou com uma comunidade diversa, com imigrantes de vários países diferentes. Conheceu africanos que já estavam cansados de comer arroz e feijão e decidiu cozinhar uma comida verdadeiramente africana. Uma promessa que animou o pessoal! “Perguntei se tinha farinha e fubá. Fui fazer o Fufu, que é uma massa feita com fubá, farinha de milho e água. É uma comida bem antiga e é uma base do prato africano.Como aqui no Brasil, que se for falar da base, é arroz e feijão. Você pode comer o fufu todo dia variando o acompanhamento, com carne, peixe, folha de batata-doce, folha de mandioca”, explica Hortense. 

E não é que todo mundo adorou! Era o incentivo que ela precisava, se encheu de coragem para começar a cozinhar os pratos da sua terra e levar um pouquinho da cultura e gastronomia da República do Congo para o Brasil, mais especificamente para São Paulo, no Espaço Wema, uma cozinha comunitária que fica na ocupação 9 de Julho. “Aqui no Espaço Wema, cultura e gastronomia são motivadas pela comida afetiva. A gente não produz comida gourmet”, orgulha-se a empreendedora. 

As delícias do cardápio africano contam com o Soso Ya Mboka, um prato de galinha com almôndega de semente de abóbora, feijão branco com o peixe Bagre seco e defumado, Couve com a pasta de amendoim e batata doce assada no forno, o famoso Fufu e muito mais. 

Hortense conta que na culinária africana grande parte dos pratos costumam usar a diversidade de folhas como acompanhamento e percebeu que no Brasil há muito desperdício da vegetação. “Aqui tem a oportunidade de diversificar o prato e o que não se usa, talvez pela cultura ou por não saber, vai pro lixo”. Pensando nisso, no Espaço Wema são oferecidas oficinas para mostrar como diversificar os pratos e sair um pouco do arroz e feijão. “O Brasil produz muita mandioca, dá pra comer a folha de mandioca também, ela pode ser cozida com feijão, fica muito gostoso”, indica ela.


Relação com o Consulado

Foi quando começou a expor os seus pratos em eventos que Hortense conheceu o Consulado da Mulher. Devido a sua história potente e as comidas gostosas que preparava,  as organizações de apoio aos imigrantes começaram a chamá-la para as rodas de conversa. Em uma delas, empreendedoras do Consulado foram apresentar as comidas. No início não conseguiu entrar por não preencher as condições necessárias. Resolveu então, continuar expondo seus pratos nos eventos, onde teve que driblar preconceitos por ser uma mulher negra e oferecer uma comida africana. Teve a sua segunda chance de entrar para o Consulado da Mulher ao receber a ligação de uma pessoa da secretária de Direitos Humanos, da parte de igualdade racial, contando sobre as inscrições e dessa vez deu certo!

Atualmente, Hortense além de cozinhar e promover a cultura do seu país, organiza uma roda de países africanos no Espaço Wema. “A cada produção, eu chamo um imigrante africano, que vem apresentar um prato típico da sua terra. A gente apresenta o cotidiano da mesa na África, como as pessoas comem dentro de casa, contamos a história e o valor dos ingredientes e dos pratos”, conta ela. “Já tivemos produções da África do Sul, do Congo, de Angola, da Costa do Marfim e do Senegal”, conclui. 

A empreendedora continua em uma luta muito positiva pelos direitos dos refugiados aqui no Brasil. “Se for falar 10 nomes da liderança pelos direitos dos imigrantes em São Paulo, o meu nome não vai faltar”, orgulha-se Hortense. Hoje vive com o marido que reencontrou após anos; o filho Manassé, que trouxe do Congo e as duas caçulas que nasceram no Brasil, Davina e Roberta. Sonha em poder trazer as duas filhas, Nephtalie e Samuela; o filho de sua irmã que adotou, chamado Quertus e a mãe que deixou na África. E ter, enfim, a família reunida e completa outra vez. 

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Café Quintal de Casa em…Colecionando memórias

O meu trabalho representa aquilo que eu tenho dentro de mim para oferecer para as pessoas. É o meu bem para a humanidade!

Humm, tá sentindo esse cheirinho de café no ar? Esse vem com direito a bolo, pães, quiche, rosquinhas, tortas e até caldos. Quem gosta de um ambiente aconchegante para se sentir em casa, tem endereço certo, o Café Quintal de Casa em São Paulo é o lugar ideal para um encontro com os amigos, com a família ou para quem quer experimentar algumas delícias, enquanto aprecia o ambiente. 

Renata, empreendedora e idealizadora do local conta que tudo começou através do grupo de oração da igreja, onde ela sempre levava alguns pratos. O grupo foi crescendo e acabou tendo que se dividir em duas casas; e para não deixar ninguém sem seus quitutes, resolveu começar a vender. Os planos de empreender não faziam parte da sua vida, gostava de trabalhar com informática, a sua área de formação, mas uma pulguinha atrás da orelha começou a agir para que as coisas mudassem. “Eu comecei a pensar: ah, se eu tivesse um café, se eu pudesse proporcionar isso para as pessoas, mas isso era o máximo, nunca planejei. A minha intenção era continuar na minha área”, conta ela. Quando acabou saindo da empresa, decidiu que o ciclo no setor de informática estava encerrado. 

A transição para o empreendedorismo levou quase dois anos. Ainda indecisa sobre qual caminho seguir, Renata viu no grupo da igreja e no gosto pela cozinha as portas se abrirem para uma nova ideia começar a vingar. Com algum tempo de venda, surgiu a oportunidade de fazer cursos de panificação e incrementar o cardápio que já era delicioso. 

O espaço aconchegante e convidativo do Café Quintal de Casa foi idealizado para o lazer da família e dos amigos. Com o sogro pedreiro e o marido marceneiro, a família foi pouco a pouco deixando o local cada vez mais acolhedor. “Começamos a fazer com as coisas que a gente tinha aqui, meu sogro ganhava muitas sobras das obras que fazia”, conta Renata. Com o tempo recebendo amigos e depois amigos de amigos, surgiu a ideia de abrir o lugar. 

O apoio foi o mais inspirador possível. “As pessoas começaram a doar coisas que não usavam mais, como portas, cadeiras. Fizemos como fosse uma casinha de interior”, relata a empreendedora. Uma casinha muito agradável, diga-se de passagem! Os clientes têm essa nostalgia de casa de vó, o que é exatamente a intenção de Renata, que eles resgatem as coisas boas da infância ou que eles criem novas memórias. “Já vieram duas irmãs que falaram que o pão lembrava muito o que a mãe, já falecida há um mês, fazia. Uma vez veio uma senhorinha com mais de 70 anos que começou a chorar na mesa porque o bule lembrava muito a mãe dela”, narra.

Hoje, Renata tem a certeza de que herdou o dom de cozinhar da avó paterna. Mesmo começando a cozinhar já adulta e seguindo o incentivo da mãe para investir tempo e estudo nas áreas que fossem fora de casa, ela sabe que as memórias dos lanches no quintal da casa da avó despertaram esse desejo. “Ela gostava muito de cozinhar e foi até cozinheira, mas eu não aprendi nada com ela, como minha mãe não incentivava, eu nunca procurei”, lembra-se Renata. Até a fogueira que costumavam fazer no quintal da avó ela resgatou para o seu negócio. No começo não deu muito certo, devido a fumaça, mas com a adaptação para uma lareira menor a álcool conseguiu proporcionar aos clientes a sensação agradável e calorosa que tanto queria.

Relação com o Consulado

Renata conheceu o Consulado da Mulher através de grupos de mentoria feminina. Quando ficou sabendo da oportunidade, viu que era a ajuda que precisava para conseguir caminhar sozinha. “Eu resolvi tentar, porque eu percebo que a cada mentoria, o café dá um salto”, orgulha-se ela.

Juntando as inspirações da infância com o apoio do marido, que fica no atendimento e na organização, e do filho que cuida do whastapp e dá suporte na cozinha, a empreendedora conseguiu até aumentar o horário de funcionamento do ambiente. Quem quiser conhecer o local e dar aquela provadinha no pão de mandioca, rosquinha e bolo de laranja, os campeões em venda, pode reservar um horário e os itens do cardápio que vai saborear em sua visita. O desafio é ter que escolher somente alguns, não é verdade?

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Qumbe Doces Africanos em…Uma busca pela ancestralidade

O meu trabalho representa autoconhecimento e realização.

A vontade de se descobrir e ir ao encontro às próprias raízes foi o que motivou Thaís, empreendedora e idealizadora da Qumbe Doces Africanos, a mudar a proposta do seu empreendimento. Lá no início, em 2017, quando decidiu empreender, o seu negócio era focado em biscoitos decorados para café, eventos e aniversários, mas faltava algo. No ano de 2019, ao participar do Afrolab, um projeto da Feira Preta que promove apoio ao empreendedorismo, que Thaís percebeu um novo chamado para o seu negócio. Foi então que Sweets, a biscoiteria virou Qumbe Doces Africanos

Com a ideia e a empolgação a todo vapor, começou o trabalho de pesquisa e aprendizado. “Eu decidi que eu precisava trazer uma coisa que está em mim, um questionamento meu, como mulher negra”, conta Thaís. O primeiro passo era achar livros de receitas africanas e começar a estudar. Fácil, né? Com certeza não! A dificuldade era bem maior do que ela esperava. “Se eu for em uma livraria e procurar livros de culinária francesa vai ter uma sessão, mas africana não tem nada”, relata ela. O jeito foi continuar pesquisando.

Pesquisa vai, pesquisa vem, até que ela encontrou um antropólogo que adora cozinha e que talvez pudesse ter o que ela precisava. Raul Lody e seus livros foram as primeiras referências para criar as suas receitas, mas ainda faltava uma referência mais próxima da cultura africana, alguém que conversasse com a ancestralidade que ela tanto queria buscar. “Eu gosto muito dos livros do Raul, mas sempre ficava pensando como que não tem literatura? Precisa que um homem branco vá até a África estudar a nossa história?”, lembra-se a empreendedora. 

Em suas pesquisas encontrou um nome em especial, Sandra Nobre, uma chef angolana que mora em Portugal. Hoje representa para Thaís, uma das maiores referências relacionadas à culinária e à cultura. Algumas dificuldades idiomáticas com o português brasileiro e o português de Portugal atualmente são motivos de riso.”No início foi muito engraçado, porque xícara em portugal tem outro nome e outras coisas também. Por exemplo, me deparei com a frase: coloca no lume e eu misericórdia! O que é lume? E é o fogo!”, conta dando risada.

Outros nomes surgiram, entre eles várias africanas que também cozinhavam e serviram de referência para Thaís, mas mais uma vez o idioma dificultava um pouquinho (ou muito!). “O inglês era bem difícil de entender. Eu ficava olhando a receita, tentando fazer e tentando entender o que elas estavam falando, não foi fácil, mas eu consegui!”, expõe ela. 

Os motivos para comemorar não faltam! E eles têm nome e sobrenome e estão todos no cardápio. Africanas de coco, um docinho considerado o Brigadeiro dos africanos, foi adaptado por Thaís para ingredientes mais acessíveis no Brasil. “A receita original é com amêndoa triturada, mas como aqui é muito caro, eu adaptei para amendoim”, revela ela. A Trufa de Quitaba também. Na África, o próprio amendoim é enrolado e passado no cacau em pó e depois na amêndoa, mas devido a oleosidade do ingrediente, derrete muito fácil. Então, na receita da empreendedora, é feita uma trufa de chocolate com recheio de amendoim e amêndoas para decorar. É uma iguaria que desperta muito a curiosidade das pessoas por ser um doce feito com chocolate, amendoim e pimenta. “É engraçado, porque as pessoas mordem e falam que não tem pimenta. Quando terminam de engolir falam: Ah, achei a pimenta!”, conclui.

E não para por aí! O cardápio tem quase 18 doces da culinária africana. Thaís conta que um dos doces lembra muito o nosso bolinho de chuva, o Koekesister. “A diferença é que quando termina de fazer, ele é imergido em uma cauda de canela, gengibre e baunilha. É um dos que eu mais gosto, porque lembra casa de vó”, conta ela. O Honey Cake é um bolo que na África é a sobremesa para comer no chá da tarde, uma tradição que permaneceu devido a forte colonização inglesa no local. 

O produto estrela desse cardápio de dar água na boca é a Torta do General, um doce fino e sofisticado feito à base de massa de amêndoa, recheio de geleia de Damasco e cobertura de merengue de coco. Impossível não amar! É claro, não podíamos deixar de falar do Qumbe, doce que deu nome ao empreendimento de Thaís. “Ele lembra um quebra-queixo, mas com a textura do beijinho”. Difícil é querer experimentar um só!

Relação com o Consulado

Thaís conheceu o Consulado através de uma empreendedora que passou pelo Programa de Educação. Foram algumas tentativas de inscrição, até que finalmente conseguiu. Com o início das aulas, veio o desafio de conciliar os momentos de pôr a mão na massa, colocar a matemática em dia e precificar os produtos da forma correta. “No Consulado eu aprendi o que é lucro, o que é o gasto da casa, o que é o seu insumo e a explicação é de uma maneira que você entende”, conta ela. 

O programa de Educação Empreendedora do Consulado da Mulher também ajudou em algumas outras questões, como a organização do tempo e das funções e a entender que o negócio é de fato uma empresa. 

Em 2019 teve a honra de expor os seus doces na Feira Preta e com a volta dos eventos já tem recebido diversos outros convites.

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Minhas Delícias em…Nunca é tarde para realizar

Meu trabalho representa acreditar nos sonhos, porque não tem idade  que impeça. Nunca deixe de sonhar!

O sorriso simpático é a marca registrada de Sônia, que fala com muito orgulho do negócio que começou em Rio Claro, interior de São Paulo. Minhas Delícias, o empreendimento que nasceu como um sonho hoje ganha forma e conquista o paladar de quem experimenta os quitutes da empreendedora. O gosto pela gastronomia foi algo novo, no qual dedicou muito aprendizado, testes e apoio da família. “Eu tenho uma família grande e muito festeira. Eu não cozinhava nada, as minhas irmãs que cozinhavam e eu costurava”, conta Sônia. Quando o filho fechou a loja que tinha e precisou de ajuda, ela não pensou duas vezes e decidiu começar a fazer tortinhas para vender na igreja. O início de um negócio rentável, mas um pouco menos do que ela tinha em mente. “Eu achei que ia começar a vender e ganhar um rio de dinheiro logo de cara, doce ilusão!”, conta a empreendedora. “Mas foi o começo pra tudo e peguei um amor tremendo, inclusive, hoje em dia, minhas irmãs compram meus produtos”, lembra-se sorrindo.  

Criar um negócio do zero, aprender a cozinhar e se tornar conhecida não é uma tarefa fácil, mas de tortinha em tortinha, Sônia provou que podia. Aos 67 anos sabe bem que pode fazer acontecer. “Hoje eu vejo que a minha idade não é barreira para nada, eu estou empenhada em crescer e sei que sou capaz. Tenho saúde, tenho vontade e capacidade”, orgulha-se Sônia.

Quem é de Rio Claro ou os visitantes que estão passando pela cidade têm o privilégio de contar com as delícias da Sônia que incluem: tortinhas, bolos, cocadas, baguetes recheadas, pães e tortas. Com ela não tem tempo ruim, o que os clientes pedem ela está pronta para fazer. O sucesso é tanto que a Revista JC Magazine a escolheu para sair em uma matéria sobre empreendedorismo após os 50 anos e ela fez bonito com o visual e a preparação da mesa para as fotos. 

O empreendedorismo na vida de Sônia apareceu pela vontade de fazer alguma coisa diferente, ela queria trabalhar e poder ter o próprio dinheiro. “Eu estou me sentindo tão bem. Ter o meu negócio me ajudou muito. Acredito que faz parte da gente aprender a se valorizar”, explica ela. 

Os planos de expansão já tem data para acontecer, a empreendedora pretende fazer uma reforma geral na edícula que tem em casa e deixar o espaço preparado especialmente para o negócio. Com a rotina acelerada e as produções a todo vapor, Sônia não pode deixar de contar com o apoio familiar, os 4 filhos e 8 netos além de amar as comidinhas, também estão apostos para o que der e vier. O Kauan que o diga! O neto de 12 anos que às vezes vai passar um tempinho com a avó, ajuda a dar aquela amassada na massa, picar uns tomates e auxilia no que mais a vovó precisar. Um fofo! 

Ficou com vontade de experimentar? Então, já sabe! Se der aquela passadinha por Rio Claro, não deixe de encomendar umas delícias especiais da Sônia.

Relação com o Consulado

Sônia conheceu o Consulado da Mulher através do Coletivo Feira das Pretas, uma rede de fortalecimento de mulheres negras empreendedoras de Rio Claro. No início, imaginou que fosse aprender novas receitas para incrementar o seu negócio, mas viu que o Consulado chegou para mostrar como fazer toda a gestão do empreendimento e dar aquela força em questões como marketing, sustentabilidade do negócio e trazer a tão sonhada autonomia financeira.

O caminho não foi e ainda não é fácil. Todo dia é um novo aprendizado, uma nova dificuldade para chegar até a conquista de bons frutos. “Quando entrei no Consulado, a maior dificuldade mesmo foi a informática, eu não sabia nem ligar o notebook, então eu dei o maior trabalho pra netos, nora, filhos e todo mundo aqui em casa. Até hoje eu tenho dificuldades, mas foi um avanço tremendo para mim”, recorda-se ela. 

E que esse avanço seja constante e traga muito mais crescimento!

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Suspiré em…Gostinho de infância

O meu trabalho representa superação! 

Quando o suspiro apareceu na minha vida, eu vi um mundo de possibilidades.

Criança gosta mesmo é de bagunça, alegria, festa e muito doce! Ainda em clima de Dia das Crianças, viemos relembrar um docinho que fez (e ainda faz) parte da infância de muita gente por aí: o suspiro! Esse docinho suave é o carro-chefe da Ravenna Chagas, que começou a fazer sucesso em Manaus e hoje está levando seus quitutes para Blumenau, em Santa Catarina, com a Suspiré – Suspiros de amor.

A ideia de começar a Suspiré: Suspiros de Amor veio da vontade de comemorar o aniversário do pequeno Judá, o filho de Ravenna que iria completar seu primeiro ano. “Eu estava sem dinheiro, então decidi fazer todas as coisas da festinha. Comecei a pesquisar doces pro aniversário dele e achei o suspiro e achei lindo!”, lembra-se Ravenna. A empreendedora, aproveitou então, alguns cursos gratuitos e decidiu testar receitas de suspiro. 

Fornadas veem, fornadas vão e estava difícil acertar o ponto certo do doce, o clima de Manaus foi a desconfiança da receita não estar dando certo, mas o segredo estava na temperatura do forno. “O truque do suspiro é ter um forno que segure a temperatura de 80 graus”, explica Ravenna. Quando descobriu o segredinho, o sucesso começou a ganhar forma, as primeiras pessoas que experimentaram o suspiro amaram, mesmo ainda faltando alguns detalhes finais. “Eu pensei: “Se as pessoas gostaram e eu ainda nem acertei como gostaria, quando eu acertar, eu vou ficar rica”, conta a empreendedora. 

O aperfeiçoamento da técnica foi tanta que Ravenna faz todo tipo de personalização nos docinhos, tem suspiro tradicional, cremoso, recheado e temáticos. Todos fazem sucesso com a criançada e com as mamães e papais que querem inovar nas festinhas dos filhos. “Começar a fazer o suspiro personalizado, me deu exclusividade, porque na minha cidade só tinham duas pessoas que faziam o suspiro, eu e uma outra empreendedora”, conta Ravenna. “Eu vi nisso uma oportunidade de crescer, por fazer algo diferente. Isso me deu a oportunidade de eu crescer muito rápido em pouco tempo”, completa ela.

Quem procura a Suspiré pode ter certeza que vai encontrar os docinhos mais fofos para a diversão da criançada, tem de tudo: personagens, temas, bichinhos, flores e até suspiros que imitam outros alimentos, como um pedaço de pizza, por exemplo. Criatividade que não para! 

Ravenna conta que além de se inspirar nas maiores suspireiras do Brasil, adora fazer as suas próprias invenções. “Eu imagino e tento fazer. Já fiz até um planeta de suspiro. Usei o mesmo conceito da torre de suspiro que é feita em cone de isopor, mas usando uma bola de isopor”, conta ela. E teve aliens e tudo nesse planeta! 

Qualquer criança pira com esses suspiros criativos que além de deliciosos, compõem a decoração da festinha em grande estilo. O pequeno Judá, filho de Ravenna, que o diga. Aos dois anos de idade já exerce a função de controle de qualidade do empreendimento. “Eu lembro que uma vez eu tentei fazer um suspiro com um pó para preparo de sobremesa, que é um pouco ácido e ficou azedo. Ele experimentou, mordeu, tirou da boca e colocou em cima da minha bancada”, conta a empreendedora aos risos. Parece que esse suspiro da mamãe não foi aprovado, mas todos os outros passaram ilesos pelo rigoroso controle de qualidade!

Relação com o Consulado

Foi através da madrasta que Ravenna conheceu o Consulado da Mulher. Após a indicação, a empreendedora que estava no início de seu negócio, passou no processo seletivo e entrou oficialmente para a turma de Manaus. 

Como todo começo trás desafios, esse não foi diferente. Ela conta que uma das maiores dificuldades foi organizar os relatórios do empreendimento todo final de mês. “Eu fazia a famosa regra de três da confeiteira, aprendi finanças, precificação, tudo com o Consulado e percebi como a minha mão de obra era muito barata”, lembra-se ela. 

Apesar de ainda passar por dificuldades na parte de finanças, Ravenna conta que consegue visualizar melhor o seu negócio, o que gastou de matéria-prima e mão de obra. Hoje entende que isso é fundamental para acertar na tomada de decisão, quando está na hora de contratar outra pessoa, mudar o modelo de entrega e pensar estratégias para os meses seguintes, por exemplo. “Se foi ruim em um mês, no outro mês faço mais promoções para ter mais entrada, se foi bom, anoto para no próximo ano, nessa mesma data fazer uma promoção parecida”, revela a empreendedora. “O Consulado me trouxe isso, essa visão estratégica do negócio que eu não tinha”, conclui ela. 

Com novos desafios pela frente, Ravenna está concluindo a mudança com a família para Blumenau e não vê a hora de voltar a colocar a mão na massa e encantar com os seus suspiros em solos sulistas. Os catarinenses estão com sorte!

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La Famille em…Vida mais saudável

“Hoje nosso trabalho representa a nossa sobrevivência e eu devo isso ao Consulado, isso eu vou falar sempre, toda vida. Até quando eu for rica, chique e famosa”

Fica bem mais fácil ser fitness quando temos uma comida saborosa e saudável ao mesmo tempo, não é verdade? Essa foi a ideia de mãe e filha para montar um empreendimento focado em fornecer marmitas saudáveis em Joinville (SC). Suzana é gastrônoma e a filha Estela, nutricionista, uma dupla e tanto para montar os cardápios do La Famille – Marmitaria Fitness. Suzana conta que no início o negócio era focado em marmitas para os trabalhadores, já que a cidade é muito industrial, mas com a pandemia e os locais fechando, tiveram que mudar o rumo do empreendimento. “O Consulado veio, abraçou a causa e decidimos juntos que iriamos focar na marmita fit, porque as pessoas estavam mais em casa, precisavam se alimentar melhor, focar na saúde e a gente deu uma guinada”, conta Suzana.

Uma guinada que deu super certo! O La Famille não é só sucesso no prédio e no bairro, onde conta com muitos clientes, mas na cidade inteira e até em algumas academias. “Tem bastante gente que fala que os pratos são uma delícia, gostam do tempero, não usamos nada químico, usamos só temperos naturais”, conta Suzana. O empreendimento que começou vendendo 3 marmitas, hoje não vende menos que 200 por semana. Entre clientes fixos que não vivem sem a comidinha fit especial, as empreendedoras contam que sempre produzem a mais para ter uma reserva para os novos clientes, em torno de 60 marmitas a pronta entrega. Então, se quiser experimentar as delícias do La Famille já sabe, é só ligar!

O leque de opções é bem farto. Passando por arroz e pão integral, carnes, suco, leite vegetal e muito mais! Mas como todo restaurante tem o prato campeão, aquele queridinho dos clientes que não pode faltar nunca no cardápio, aqui não seria diferente. Arroz, feijão e carne moída, strognoff de frango, panqueca de carne, nhoque de batata doce e porco com abacaxi são definitivamente os campeões de pedidos, contam Estela e Suzana. Deu água na boca, né?

Inspiração é o que não falta para mãe e filha, elas contam que toda semana tem novidades no cardápio. “Procuramos o que tá bombando no mercado, pegamos aquilo e transformamos em fit”, conta Suzana. Quem tem restrições alimentares também pode contar com as delícias do empreendimento, o cardápio é adaptado para diversas restrições, inclusive diabetes. Elas contam que atendem mamães que acabaram de ganhar neném e precisam de uma comidinha mais leve, pessoas recém operadas e quem deseja levar uma vida mais saudável. Somente a opção sem glúten para celíacos que o La Famille ainda não trabalha. 

Se engana quem pensa que pode contar com essa dupla dinâmica somente para se alimentar. Suzana e Estela abriram um pouco mais o leque de opções e criaram um projeto paralelo, um SPA Urbano. Uma ideia que conta com alguns produtinhos na linha bem-estar para acompanhar a alimentação saudável, tudo no ramo natural. “Nós produzimos travesseiro de pescoço e bonequinhas com ervas medicinais dentro, banhos de escalda pés, sabonete natural, sais e estamos inventando a máscara também”, orgulham-se elas. 

Relação com o Consulado

Empreender sempre foi uma atividade constante na vida de Suzana. Ela conta que por necessidade já fez diversas coisas, desde doceira até vendedora de pneus. “Eu não tinha uma organização para precificar, cobrar o certo, eu doava um monte de coisa, deixava as pessoas pagarem depois e algumas não pagavam”, explica ela. Hoje, com o apoio do Consulado da Mulher ela se organiza melhor e faz tudo sob medida. “A gente aprendeu com o Consulado que se a pessoa que cozinha fica doente, através da ficha técnica de cada produto, é possível outra pessoa fazer”, conta ela. “Porque se o cliente comprou de você, voltou e comprou novamente é porque ele gostou do seu produto e ele espera ter a mesma lembrança daquilo e se você não tem a ficha técnica vai mudar, vai ficar mais salgado ou com outro sabor”, conclui Suzana.

Tendo o Consulado da Mulher como um divisor de águas, Suzana conta que saiu do estado onde morava para poder participar do Programa de Educação Empreendedora. Ouviu falar do Consulado pela rede de economia solidária que participava na sua cidade,  Apucarana, no Paraná. A ideia era passar o período de assessoria na casa da filha, Estela, que já morava em Joinville, mas os planos mudaram um pouco. “Quando deu 15 dias de curso do Consulado, liguei para o meu marido e falei: coloca o fogão, a chapeira e o forno no caminhão e vem pra cá, porque eu não vou mais voltar, só vou aí buscar a minha mala”, lembra-se ela. 

Tudo deu certo! Juntou a filha no empreendimento e foi em busca de realizar esse sonho. Enfrentaram as primeiras dificuldades de começar do zero, encontrar clientes, conhecer a cidade, a demanda e os costumes. Suzana orgulha-se em dizer que o Consulado colocou o negócio no trilho certo. E que trilho de sucesso! 

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Metodologia do Instituto Consulado da Mulher é sucesso em Juruti (PA)

 Parcerias que transformam!

 

Em mais uma parceria de sucesso com o Instituto Alcoa, em Juruti/PA e o Instituto Juruti Sustentável (IJUS), a metodologia do Instituto Consulado da Mulher trouxe resultados significativos às empreendedoras que participaram do projeto, bem como à população local. Através do Projeto Dona´s que apoiou pequenas empreendedoras dos mais diversos ramos, como artesanato, costura, alimentação, beleza e esmalteria residentes na cidade de Juruti/PA. Mais de 50 mulheres foram contempladas com o objetivo de deixar o seu negócio mais rentável, dentre elas 32 foram para mentoria, com voluntários da Alcoa, ao todo 42 colaboradores acompanharam as empreendedoras durante este processo.

O projeto Dona’s oportunizou a incidência de atividades e conteúdos significativos que transformaram a comunidade de Juruti/PA, visto a profissionalização de empreendedoras locais que modificaram a forma como geriam seus empreendimentos. “Esta é a segunda parceria do Instituto Alcoa com o Consulado da Mulher. A primeira edição, em São Luís-MA, do Projeto Mulheres Empreendedoras apresentou excelentes resultados. E isso nos motivou a levar a metodologia para Juruti-PA. Contamos também com a parceria do IJUS – Instituto Juruti Sustentável para a execução do projeto. Esta parceria tripla mostrou que a atuação em rede é a melhor forma de alavancar os resultados e proporcionar impacto no território. A participação e engajamento de voluntários e voluntárias da Alcoa, através de sua rede de mulheres, a AWN – Alcoa Women’s Network, proporcionou a troca de conhecimentos e sabedorias. Os resultados alcançados em Juruti demonstram o compromisso e o desejo de promover o desenvolvimento das pessoas em sua integralidade” – Monica R Espadaro, Gerente de Projetos do Instituto Alcoa.

As mulheres receberam acesso a metodologia do Instituto Consulado da Mulher focada em gestão de negócios, empreendedorismo, finanças, pessoas e marketing. Além de, conteúdos extras de lives no canal do Instituto Consulado da Mulher no Youtube, com as temáticas de Marketing Digital, Fluxo de Layout do Espaço de Produção, Produtividade e Autoconhecimento e Instagram.

Tudo para que elas pudessem conduzir os seus empreendimentos com mais confiança e conhecimento para manter a sustentabilidade do negócio.

Amplia-se essa compreensão frente aos investimentos realizados nos empreendimentos ao longo do projeto, ambas doações incidiram no faturamento do comércio local, possibilitando novas oportunidades e geração de renda a outras pessoas.“Levar a metodologia do Consulado até Juruti foi uma experiência nova e encantadora. Foi literalmente atravessar o país de avião e depois o rio Amazonas de barco para compartilhar a nossa experiência assessorando “nano” negócios à mulheres incríveis, que encheram a nossa bagagem com o conhecimento delas, possibilitando, a partir dessa troca, ter os resultados que pudemos observar na prática – 32% mais din din na renda mensal de uma família não é pouca coisa, ainda mais em ano de pandemia. Ainda tivemos a chance de observar o crescimento pessoal de cada uma das mulheres que chegaram até o final do projeto conosco e até mesmo em voluntárias e outras pessoas da comunidade. Foi realmente engrandecedor para nós do Consulado poder realizar este projeto. Sou muito grata à Alcoa por viabilizá-lo e ao IJUS por colocá-lo em prática de forma tão eficaz” – Érica Zanotti, gerente de projetos sociais do Consulado da Mulher.

Ao todo 42 empreendedoras receberam investimentos em seus empreendimentos ao longo do projeto e ao fim 28 empreendedoras foram contempladas novamente com doações. O escopo de itens doados é amplo, e se pautam na demanda individual do desenvolvimento de cada negócio. A proposta é que o investimento possibilite o aumento da produtividade da empreendedora, e consequentemente amplie suas vendas, faturamento e renda. Estruturando dessa forma o empreendimento em um prazo de menor tempo. Neste sentido, a partir do item doado a empreendedora pôde buscar o desenvolvimento de outras frentes do negócio.

É possível comprovar os resultados satisfatórios desta parceria frente a análise dos empreendimentos que passaram pelo Projeto Dona´s, esses tiveram aumento de 32,40% na renda, 28,67% de aumento no faturamento, 227% de aumento na poupança e 45,67% de aumento no investimento, valor injetado por elas para crescimento do empreendimento. “Conseguimos atingir ótimos resultados com o projeto Dona’s. Empoderar as mulheres de Juruti é muito importante. Socialmente temos um dos maiores índices de violência contra a mulher no estado. Ações como essas são fundamentais para dar dignidade, liberdade e autonomia às mulheres” – Maria Raimunda Melo (Deise), Presidente do Instituto Juruti Sustentável.

O Projeto Dona’s possibilitou às empreendedoras assessoradas ao longo deste período a profissionalização da gestão do negócio, fazendo com que essas mulheres se tornassem realmente Dona’s de seu empreendimento, de sua história, de sua carreira, de seu dinheiro e de seus sonhos. Possibilitando a elas o empoderamento feminino e ampliação de seu faturamento e geração de renda, mas principalmente, as tornando centrais no comando e decisões em suas vidas. Denotando a importância de seu negócio não só para sua vida e família, mas também para sua comunidade local.

O Projeto Dona’s concretiza sua proposta de forma célebre em ofertar às mulheres de Juruti/PA, uma nova perspectiva de como empreender e ter uma reserva financeira. Quatro dessas mulheres contam que hoje têm mais confiança em gerir seu negócio. Conheça a Mireia, Érica, Degenane, e Thatianna, empreendedoras que concluíram com êxito o Programa de Educação Empreendedora da parceria entre Instituto Consulado da Mulher, Instituto Alcoa e Instituto Juruti Sustentável – IJUS.

“Com o Projeto Dona´s passei a incentivar mais pessoas”

Mireia aposta na arte da culinária, com deliciosos pães caseiros, mas também complementa a renda através da revenda de roupas e catálogos de produtos.Ficou sabendo do Projeto através do Facebook e não pensou duas vezes. Ela que já era autônoma há mais de 10 anos, decidiu que precisava de mais informações para continuar empreendendo. Foi no Projeto Dona´s que viu e aprendeu tudo o que precisava para melhorar a sua organização. “Depois que passei pelo Projeto, ganhei um novo ânimo, percebi muitas mudanças positivas”, conta a empreendedora.

O Projeto Dona´s devolveu a autoconfiança de Mireia, ela conta que o curso ajudou a trabalhar a sua autoestima e confiança. “Hoje me sinto mais valorizada e com o projeto passei a incentivar mais mulheres, eu gosto de fazer isso. Repassar o que aprendi para outras pessoas faz eu me sentir mais capaz”, complementa ela. 

“O Projeto Dona´s foi um divisor de águas na vida de todas que participaram”

Érica considera que todo o conhecimento que adquiriu através do Projeto foi algo muito valioso que vai levar para a vida toda. Apaixonada pelo artesanato, a empreendedora conheceu a iniciativa por meio das redes sociais e decidiu que era o que precisava para seguir com o “Vivendo de Arte”, o seu negócio junto com mais duas amigas. “Eu não tinha noção de como administrar o negócio, tinha muita dificuldade em precificação, finanças e como poupar dinheiro”, conta ela.

A empreendedora conta que as mudanças começaram a chegar ao seu negócio já a partir da primeira aula, isso porque mudou a sua forma de pensar. Cada aula ajudava a ter novas ideias, a saber mais sobre a forma certa de empreender e a dar mais segurança de que o negócio tem potencial para prosperar. “O Projeto Dona´s foi um divisor de águas na vida de todas que participaram, colocando em prática tudo o que aprendemos, melhoramos a qualidade do nosso negócio e com isso, valorizamos o nosso trabalho”, orgulha-se Érica. 

“Eu aprendi que a valorização do meu trabalho, começa por mim”

Ao perder os pais ainda muito nova, Thatianna sempre precisou procurar algo para fazer, algo em que pudesse desenvolver as suas habilidades. Através do artesanato começou a empreender e chegou até o Projeto Dona´s. Foi uma amiga quem apresentou essa oportunidade à empreendedora. “Eu preenchi minha inscrição, mas não acreditava que iria passar na seleção”, lembra-se ela.

Com as aulas do Projeto se viu diante de muitos aprendizados e processos de desenvolvimento, não só no empreendimento, mas na vida pessoal também. “O aprendizado mais importante foi valorizar o meu negócio . Aprendi que a valorização do meu trabalho começa por mim, se eu valorizo o que eu faço, outras pessoas vão valorizar também”, conta Thatianna. Hoje, está mais confiante para fazer fluxo de caixa, trabalhar com marketing e planejar estratégias. “É um conhecimento que vou levar para a vida toda”, conclui.

“Posso dizer que sou uma Mulher Empreendedora  e sei que um dia vou alcançar meu objetivo que é ter meu espaço para colocar os meus trabalhos”

Concursada e trabalhando como merendeira em uma escola, Degenane concilia o trabalho com o seu negócio de artesanato e também o trabalho voluntário na cozinha da igreja que frequenta.Quando aprendeu artesanato, começou a confeccionar redes, toalhas com bordado russo, bichinhos de pelúcia, canetas personalizadas e muito mais. Conheceu o Projeto Dona´s através de outro projeto também do Instituto Juruti Sustentável (IJUS), aí não parou mais.”Hoje não conto só com o salário que ganho, tenho meu dinheiro extra e aprendi como administrar o que entra, sem gastar o capital de giro que é bem importante”, orgulha-se ela.

Colhendo os frutos do trabalho que realiza, somado aos aprendizados que adquiriu através do Projeto, Degenane já ajudou o marido a realizar o sonho de gravar um CD. “Através do Dona´s,  aprendi a valorizar o meu trabalho”, completa. 

O Consulado da Mulher acredita em quem acredita!

Bolo do Papai e O Grão Alimentos em…Na cozinha com o papai

“O meu trabalho representa liberdade! Isso porque oportunizou a liberdade de trabalhar em casa e acompanhar o crescimento da minha filha e ainda, fazer algo que eu gosto”

Do mundo da tecnologia para a cozinha, foi essa a mudança que Márlan decidiu fazer há dois anos em sua carreira. No início, trabalhava em uma multinacional de tecnologia, com um bom salário, mas algo não estava certo. “Eu não era feliz, estava sempre estressado, doente, gastando metade do meu salário com remédio”, lembra-se ele.

Com a esposa desempregada e a mudança de cidade, precisava de uma renda extra, foi quando começou um pequeno negócio de bolo no pote. A princípio vendendo para colegas e pessoas próximas, sem muita obrigação de um faturamento alto, visto que ainda estava trabalhando na empresa, mas algo mudou! “Eu acabei adoecendo nessa empresa, eu tive um estresse causado pelo trabalho, o tratamento era com antidepressivo, então optei por sair de lá e poder ficar só com o Bolo do Papai”, conta o empreendedor. 

O nome do empreendimento foi uma ideia certeira da pequena Maria Clara, de 10 anos, filha de Márlan. O empreendedor conta que tinha uma lista de ideias de nomes e no momento da decisão a filha chegou e disse com muita naturalidade: “Gente, quem faz o bolo não é o meu pai? Então, tem que ser Bolo do Papai!”. “Ela matou a charada e isso pra nós é muito bacana, pois torna o empreendimento afetivo e familiar”, orgulha-se ele. E desde então, a cidade de Joinville ganhou um expert em bolos deliciosos. 

E na mesma cidade, outro papai também resolveu se aventurar no mundo das massas.

“Eu penso no meu trabalho como um trabalho para o futuro. Agora é só uma semente que eu estou plantando. Eu quero que isso seja algo pra frente. Um grão pro futuro”

Gastronomia sempre foi uma paixão na vida do Antônio. Ele sabia que queria trabalhar com isso e enfrentou as dificuldades para conseguir. Entre cursos de culinária, troca de experiências com pessoas da área e o trabalho em eventos com o cunhado, finalmente bateu o martelo e decidiu abrir O Grão Alimentos. “Eu tinha o interesse de fazer algo próprio e diferente que fosse só meu”, conta o empreendedor. 

 Quando nasceu, em 2019, o empreendimento ainda era com vendas tímidas para amigos e pessoas próximas, mas em 2020 com abertura da página no instagram, o negócio abriu oficialmente para o público geral. A confirmação do desejo de trabalhar com massas veio após um curso de um renomado chef em Curitiba. Amanda, a esposa de Antônio, conta que ele se encantou e chegou em casa muito animado, e após várias pesquisas na internet decidiu focar o negócio em massas, começando pelo macarrão e partindo para nhoques e massas recheadas, como raviolis, rondelles e afins.

O pequeno Arthur de 3 anos, filho do casal, além de muito curioso por colocar a mão na massa e mexer em tudo que Antônio faz, ama as comidas do pai. “Ele quer estar junto e comer. Eu sempre faço um pouquinho a mais pra ele, ele gosta bastante de nhoque e macarrão”, conta o empreendedor. 

Entre coberturas e molhos

Essa bela combinação de massas é sucesso em Joinville depois dos empreendedores conhecerem o Consulado da Mulher. Enquanto Márlan conheceu por indicação de uma amiga que não desistiu enquanto o empreendedor não fez a sua inscrição, Antônio chegou até o Consulado por meio de um grupo de empreendedores no qual fazia parte.

Para Márlan, do Bolo do Papai, o início foi de pequenos ajustes e adaptações ao modelo que o Consulado apresentou, como compras, organizar estoque, implementar o delivery na pandemia e ampliar a visão de mercado. No caso de Antônio, do Grão Alimentos, a divisão foi o principal desafio, na parte financeira e de tempo. A divisão do  dinheiro da casa e do negócio, e também em relação ao tempo de cuidar do filho pequeno e do empreendimento. 

Com as dificuldades sendo superadas dia após dia, Márlan e Antônio conquistam cada vez mais clientes em seus respectivos empreendimentos. O Bolo do Papai tem uma variedade de sabores de bolo que muda a cada dois meses e O Grão Alimentos conta com mais de 15 pratos no cardápio. Porém em ambos, os queridinhos dos clientes não podem faltar nunca. O bolo vulcão de leite ninho com morango do Bolo do Papai e o nhoque recheado do Grão Alimentos, são figurinhas garantidas no menu. Uma combinação perfeita para o almoço de Dia dos Pais, não é verdade? 

Tanto o ‘Bolo do Papai’, quanto ‘O Grão Alimentos’ tem dois pequenos que estão de olho e muito orgulhosos dos papais que empreendem. Maria Clara, prova e aprova as coberturas dos bolos e verifica se está tudo em boa qualidade. Principalmente quando o pai precisou se ausentar devido a uma cirurgia, foi ela quem verificou se tudo estava tão gostoso como as delícias que o pai faz. Na escola participou da feira do empreendedor e vendeu 300 bolos de pote do pai. Márlan, orgulhoso, conta que a filha já está aprendendo sobre educação financeira com o empreendimento.

Arthur não fica atrás. Apesar de pequenininho já demonstra interesse pelas massas do papai, mesmo que em uma simples brincadeira. “Eu fiquei sabendo que na creche eles mexeram com massa de modelar e ele fazia igual eu faço aqui”, orgulha-se Antônio. O pai conta que divide a rotina entre preparar as massas e brincar com o filho que exige bastante atenção. 

Os dois papais contam que poder trabalhar e ao mesmo tempo acompanhar os filhos é um grande privilégio. Maria Clara tem um companheiro para as lições de casa e Arthur para as brincadeiras e desenhos animados. Criançada de sorte!

 

Visite a página dos empreendedores no instagram: Bolodo Papai     O Grão Alimentos

Doce Encanto Food em…Arraiá dos doces

“O meu trabalho representa tanta coisa! A maior delas é a liberdade. Eu venho de um tempo em que para ler caixa de sabão em pó, o meu estudo era suficiente. Hoje me sinto livre. Não estamos no tempo em que as mulheres não podiam fazer nada”

Olha o docinho aí, gente! Comida de festa junina é tudo de bom, a Antônia, da Doce Encanto Food em São Paulo, que o diga. O que começou como uma alternativa para passar pelos momentos mais difíceis da pandemia, hoje se tornou o sucesso do empreendimento. Não há quem não ame o famoso Arraiá na caixa, uma ideia que ela desenvolveu no Consulado da Mulher e que manteve as portas do negócio bem abertas.

Os clientes que há tempos não podem curtir a boa e velha festa junina amaram a iniciativa de levar para dentro de casa uma das melhores coisas da comemoração: as comidas deliciosas. E tem de tudo! Bolo, pipoca, pamonha, quentão, paçoca, maçã do amor, curau, canjica, caldo e por aí vai, tudo feito de forma artesanal. Antônia conta que o sucesso está muito atrelado à nostalgia que as comidas proporcionam. “As pessoas falam que lembra muito o tempo de criança, com as quermesses da igreja”, conta ela.

Os tamanhos são os mais variados possíveis, atendem às famílias menores e as grandes também. Tudo feito de forma personalizada e a gosto do cliente, que coloca as suas comidinhas preferidas na quantidade que desejar. “Dessa forma fica acessível para todos. A pessoa pode montar uma caixa menor com o valor menor, ou colocar mais itens e pagar mais por isso. Essa é uma preocupação que a gente sempre tem: ter um cardápio que possa atender a todos os públicos”, explica Antônia. O melhor de tudo é que a festa vai completa dentro da caixa, com enfeites juninos, paninho xadrez e não poderia faltar as famosas bandeirinhas. 

Chegar ao sucesso teve um longo e difícil caminho na vida de Antônia. A empreendedora conta que o sonho de ter um negócio próprio a acompanha desde a infância, quando a brincadeira preferida era a de ser dona de restaurante. “Eu sempre gostei de cozinhar, desde criança. Eu tenho lembranças da família toda reunida, principalmente em época de festa junina, aquele monte de tia, uma descascando o milho, uma ralando, uma cozinhando, uma lavando palha, as crianças brincando e eu sempre estava no meio das tias ajudando a fazer a comida e eu gostava”, recorda-se ela.

Quando cresceu, o receio de deixar o emprego fixo para empreender era muito grande. O choque de realidade só veio mesmo quando, aos 33 anos, descobriu um câncer que a levou a três anos de tratamento intenso. “Eu pensei: se com 33 anos aconteceu isso e eu podia ter perdido tudo, não vale a pena eu ficar em uma coisa que eu não gosto por comodidade. Então agora eu vou fazer só o que eu quero”, lembra-se Antônia. 

Certamente nada foi fácil. “Eu já escutei da minha família coisas como: você estudou tanto pra acabar assim fazendo bolo. Nós mulheres somos muito julgadas e é muito difícil a gente ter visibilidade, então quando você tem, tem que trazer outras junto com você. Essa sempre vai ser minha missão”, orgulha-se ela. 

Em 2015, começou vendendo tortas nas portas da faculdade e depois migrou para os bolos. Com as indicações dos primeiros clientes, viu o negócio ir crescendo pouco a pouco. Hoje, com a ideia de arraial na caixa, faz o que mais ama e ainda leva festa junina com gostinho de infância para a casa dos paulistanos. Um arraiá completo, sô! 

Relação com o Consulado

Em meio ao sonho de empreender, foi no ano de 2019 que Antônia conheceu o Consulado da Mulher. “Eu sempre falo que a Doce Encanto tem dois momentos: antes do Consulado e depois do Consulado”, conta a empreendedora. “Antes do Consulado, a Doce Encanto era um sonho, eu peguei a minha rescisão de trabalho de 18 anos de empresa, toda a minha força de vontade e coloquei na Doce Encanto”, explica ela. “Mas quando eu cheguei no Consulado eu estava prestes a quebrar, eu não tinha mais onde injetar capital e o negócio não fluía, por mais que o pessoal elogiasse”, completa. 

Após ingressar no programa de educação empreendedora do Consulado da Mulher, Antônia conta que teve o seu primeiro momento de realidade, o despertar de um sonho que estava começando a se concretizar de verdade, onde se sentiu devidamente preparada e onde aprendeu a planejar e a mudar a história do seu empreendimento. “Eu percebi que não adiantava ficar só sonhando, precisava fazer acontecer, foi preciso um choque de realidade, arregaçar as mangas, cortar um monte de coisa e colocar para funcionar”, explica ela.

E todo esse empenho deu belos frutos! No ano de 2020, Antônia e a Doce Encanto Food ganharam o Desafio de Emancipação do Consulado da Mulher pelo maravilhoso plano de marketing que desenvolveu. 

Um orgulho e tanto! Se um dia a Doce Encanto Food estava passando por dificuldades, hoje ela conta com uma preciosa ajuda. Os filhos de Antônia dão aquela forcinha no negócio da família: Lucas, o mais velho de 27 anos, gosta de fazer salgados; a Júlia, de 17 anos, está se especializando em chocolate e é o braço direito da mãe; Amanda de 23, apesar de não gostar de cozinhar, ajuda a mãe sempre que é necessário, e Lívia, a caçula de 8 anos, que ama redes sociais e tik tok, fala que é a gerente do negócio. 

Se antes, Antônia estava procurando uma solução para não fechar, agora se orgulha de onde conseguiu chegar. “Eu jamais imaginei que eu ia conseguir chegar tão longe como eu cheguei e estar tão feliz como estou. Realizada é a palavra certa! Hoje eu me sinto realizada, porque eu trabalho muito, mas eu vejo os frutos”, orgulha-se ela.

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Dindin da Mila em…Um doce de mãe

“O meu trabalho representa resiliência. Quis desistir e acabar com tudo mais de uma vez, mas fui muito resiliente e dirigi tudo com muita sabedoria”

Quem passa por Manaus tem que ter uma parada certeira: experimentar o Dindin da Mila! Uma iguaria que é sucesso e tem gostinho de infância. Alguns conhecem por geladinho, gelinho, chup chup ou sacolé, cada local tem a sua maneira própria de chamar, mas o amor é o mesmo. 

Samila, a empreendedora que está por trás das mais deliciosas receitas do Dindin, conta como é a rotina de mãe e dona de negócio. Com as crianças, a Mirella de 4 aninhos e o Samuel de 10, em aula online, a rotina tem que ser seguida. “Eu fico com a parte de produção, cuidar das crianças, tudo ao mesmo tempo. Eu coloco tudo no papel, tem hora pra tudo”, conta Samila.

E tem mesmo! Às 5h da manhã é a hora que a Samila acorda para começar a produção dos dindins, são 100 logo de manhã. Após o preparo do almoço é a hora de abrir o delivery, onde reveza o trabalho de atendimento aos clientes com o marido. As crianças começam a aula online no período da tarde e a produção de Samila só para às 17h. Contabilizando 200 dindins ao dia! 

Conciliar a produção com a rotina das crianças não é tarefa fácil, mas Samila faz questão de acompanhar o desenvolvimento delas de perto. Samuel, o filho mais velho, entrou no 6 ano e tem seis grupos de whats para estudar, um para cada matéria e a mãe acompanha tudinho! “Ele fica das 14h até as 17h com o celular, acompanhando as tarefas, fazendo as lições. E eu também estou no grupo da escola, ele tá respondendo, mandando as tarefas e estou acompanhando”, explica ela.  

Mirella, a caçula da família, também começou na escolinha e já acompanha as primeiras tarefas de desenho e atividades de alfabetização. “A aula dela é mais rápida, tem 2 horas, o pai dela assiste o vídeo com ela e eu fico na produção. Quando eu coloco os dindins para congelar, eu dou uma pausa, e ajudo ela a fazer as atividades, a tirar a foto e mandar para a professora”, comenta Samila. 

Mas nem só estudo vivem Samuel e Mirella, pois eles também amam um dindin! A empreendedora e mãe das crianças conta que sempre prepara uns menores com o que sobra da produção para a sobremesa das crianças. “Eu dou para eles comerem após o almoço e sempre tem briga pelo de morango”, o sabor preferido dos dois. 

É fato que as crianças amam as receitas da mãe, mas não só elas. Muita gente procura pelos dindins da Mila, tanto que as vendas ocorrem também pelos aplicativos de comida. E justamente maio, é o mês em que ela mais vende o produto. “Ano passado a gente triplicou o nosso faturamento, comparado com 2019″, conta ela. De maio a outubro é o melhor período para a venda dos dindins, só caindo mesmo em novembro por conta do tempo chuvoso do Amazonas, o que não impede de bater a meta mensal de faturamento. 

Relação com o Consulado

Que Samila ama usar a criatividade não é novidade. Antes só produzia o dindin tradicional com água e fruta e hoje traz a proposta gourmet ao mercado. “Eu estava na fase de testar receitas. Quando entrei no Consulado, descobri que era tudo por grama, tudo pesado e eu fazia só no olhômetro. Foi no Consulado que consegui profissionalizar minhas receitas, e hoje faço tudo igual para ter o mesmo sabor”, lembra ela. 

Foi através da indicação de uma prima assistente social, que a empreendedora conheceu o Consulado da Mulher. Quase deu errado em um primeiro momento, por perder a primeira reunião após a filha ter ficado doente. “Eu estava triste por perder a oportunidade, mas o Rafael do Consulado me ligou e disse que eu podia ir”, conta alegre. “Desde então, comecei a ir, não perdi nenhum dia, nunca faltei, era a primeira a chegar”, conclui. 

Os altos e baixos foram muitos, Samila já teve que usar os únicos 90 reais que o marido conseguiu fazendo mototáxi para comprar ingredientes e apostar nos dindins. No Consulado aprendeu tudo para alavancar o seu negócio. “Eu entendi o porquê que o meu negócio não crescia, eu achava que o dinheiro era todo meu, não sabia separar o que era meu e o que era do negócio”. Hoje ela sabe e está usando tudo o que aprendeu para inovar cada vez mais.

E vem novidade por aí! Além dos kits presenteáveis que Samila está fazendo para as datas comemorativas, ela criou uma nova linha de dindins zero açúcar e zero lactose para atender mais pessoas. “Decidi criar 4 sabores especiais para o dia das mães zero açucar que é o sorbet (sorvete da fruta congelada)”, explica ela. Os sabores são os mais deliciosos possíveis: morango, kiwi, manga e água de coco com frutas.

Deu até água na boca. Vai um dindin aí?

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