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Ana Paula Buscher em…É Primavera!

O meu trabalho hoje é tudo pra mim, é minha vida. Eu respiro a confeitaria!

Ah, a Primavera chegou! E ela combina com cores, frutas e flores. O que essa primeira semana da estação mais bonita do ano já trouxe para você? Para nós, trouxe as delícias da Chef e professora de confeitaria e panificação, Ana Paula Buscher, uma empreendedora muito criativa da cidade de São Paulo, que deu um novo significado para as receitas tradicionais colocando um toque de refrescância frutal e floral.

Com o nada convencional bolo de mexerica, Ana Paula abriu as portas para uma tendência que promete conquistar o paladar dos paulistanos. “Eu queria fugir um pouco da confeitaria do leite condensado, do ninho e da nutella”, conta a empreendedora. E deu certo! Ela se lembrou de algumas bases da confeitaria e resgatou o Curd, um creme confeiteiro que usa o suco da fruta ao invés do leite. “Eu fiquei bem feliz. Fiz o teste do creme e deu muito certo. Aí pensei: bom, tem o bolo, tem o creme e agora preciso de uma finalização”, conta a empreendedora.  

E claro que a finalização não ia deixar a desejar! Com as gemas dos ovos usadas no creme, ela decidiu aproveitar também as claras na receita. E com elas, criou um merengue para colocar em cima e para decorar usou gotas do recheio de mexerica e uma folha de hortelã. Deu água na boca aí também? Pois não para por aí não! 

Com a ideia de sucesso na palma da mão, outras surgiram. Quem experimenta o bolo de mexerica também vai amar o de limão e o de maçã com calda de caramelo, que usam a mesma base de suco de frutas. Isso sem falar nas sobremesas feitas com água de flor. “Eu faço um manjar libanês com água de flor de laranjeira e calda de damasco e faço o manjar italiano, que chama manjar bianco. Coloco um pouco de água de rosas e vai com calda de morango e manjericão”, explica Ana Paula. Uma delícia!

A empreendedora conta que a ideia das receitas à base de frutas e flores é tentar resgatar a base de confeitaria tradicional com os cremes. “A gente pode fazer coisas bem gostosas com outros tipos de base tradicionais, que a gente não explora muito, porque não é muito valorizado”, relata Ana. Os clientes que o digam, todos amam essas delícias, justamente por ser algo diferente, algo que transcende a criatividade. “Eu sou muito criativa, às vezes sai umas coisas meio loucas, mas às vezes saem coisas muito boas”, completa ela.

 

Nas receitas da Ana Paula os sabores florais são de Amor-Perfeito, Capuchinha, Lanterninha Chinesa e Cravina. E para quem tem curiosidade sobre flores comestíveis, a empreendedora explica que a flor comestível tem um cultivo diferente das tradicionais. As flores que vemos nas floriculturas, por exemplo, foram cultivadas em um solo diferente, regadas com água de reuso e podem ter contaminação. 

Já as flores usadas nas receitas são regadas com água potável e cultivadas em solo preparado para alimentos. As flores são deliciosas para as receitas, mas não vai sair por aí comendo qualquer uma não, ein? 

Relação com o Consulado

O amor por cozinhar sempre foi algo constante na vida de Ana Paula. Antes da pandemia trabalhava em um restaurante, onde colocava em prática os conhecimentos das aulas da faculdade de gastronomia. Após perder o pai para a Covid decidiu que não iria se arriscar voltando ao restaurante e focou em continuar a preparar os seus pratos em casa e começar a vender.

A empreendedora conheceu o Consulado da Mulher através de uma postagem no Grupo Afrotrampos no Facebook e desde então só cresceu. “Eu costumo dizer que eu sempre fui empreendedora, meu pai era empreendedor, então, isso já é de família. Eu fazia, mas eu ainda trabalhava fora, não conseguia me dedicar. Não vou mentir que eu tinha medo de trocar uma coisa certa que é o CLT pelo duvidoso que é começar a empreender”, conta ela. 

Foi pelo belo exemplo do pai artesão de esculturas de ferro que Ana Paula persistiu e continuou a empreender. Nas aulas do Consulado percebeu que podia estruturar o seu negócio e começou a precificar os seus produtos de forma correta. “Não digo que foi uma dificuldade, assim, foi um abrir de olhos. Ficar atenta aos custos. Quando você precifica errado, você não consegue fazer um investimento no negócio, porque não sobra dinheiro, não tem como investir”, recorda-se a empreendedora.

Apesar de fazer bastante coisa para festas, o carro-chefe do empreendimento é a revenda para cafés, mercados, restaurantes e empresas. Hoje as delícias da Chef Ana Paula Buscher percorrem toda a cidade de São Paulo, conquistando cada vez mais os corações, ou melhor, os estômagos dos paulistanos. Então, pode ser que você já tenha provado de uma dessas gostosuras!

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La Famille em…Vida mais saudável

“Hoje nosso trabalho representa a nossa sobrevivência e eu devo isso ao Consulado, isso eu vou falar sempre, toda vida. Até quando eu for rica, chique e famosa”

Fica bem mais fácil ser fitness quando temos uma comida saborosa e saudável ao mesmo tempo, não é verdade? Essa foi a ideia de mãe e filha para montar um empreendimento focado em fornecer marmitas saudáveis em Joinville (SC). Suzana é gastrônoma e a filha Estela, nutricionista, uma dupla e tanto para montar os cardápios do La Famille – Marmitaria Fitness. Suzana conta que no início o negócio era focado em marmitas para os trabalhadores, já que a cidade é muito industrial, mas com a pandemia e os locais fechando, tiveram que mudar o rumo do empreendimento. “O Consulado veio, abraçou a causa e decidimos juntos que iriamos focar na marmita fit, porque as pessoas estavam mais em casa, precisavam se alimentar melhor, focar na saúde e a gente deu uma guinada”, conta Suzana.

Uma guinada que deu super certo! O La Famille não é só sucesso no prédio e no bairro, onde conta com muitos clientes, mas na cidade inteira e até em algumas academias. “Tem bastante gente que fala que os pratos são uma delícia, gostam do tempero, não usamos nada químico, usamos só temperos naturais”, conta Suzana. O empreendimento que começou vendendo 3 marmitas, hoje não vende menos que 200 por semana. Entre clientes fixos que não vivem sem a comidinha fit especial, as empreendedoras contam que sempre produzem a mais para ter uma reserva para os novos clientes, em torno de 60 marmitas a pronta entrega. Então, se quiser experimentar as delícias do La Famille já sabe, é só ligar!

O leque de opções é bem farto. Passando por arroz e pão integral, carnes, suco, leite vegetal e muito mais! Mas como todo restaurante tem o prato campeão, aquele queridinho dos clientes que não pode faltar nunca no cardápio, aqui não seria diferente. Arroz, feijão e carne moída, strognoff de frango, panqueca de carne, nhoque de batata doce e porco com abacaxi são definitivamente os campeões de pedidos, contam Estela e Suzana. Deu água na boca, né?

Inspiração é o que não falta para mãe e filha, elas contam que toda semana tem novidades no cardápio. “Procuramos o que tá bombando no mercado, pegamos aquilo e transformamos em fit”, conta Suzana. Quem tem restrições alimentares também pode contar com as delícias do empreendimento, o cardápio é adaptado para diversas restrições, inclusive diabetes. Elas contam que atendem mamães que acabaram de ganhar neném e precisam de uma comidinha mais leve, pessoas recém operadas e quem deseja levar uma vida mais saudável. Somente a opção sem glúten para celíacos que o La Famille ainda não trabalha. 

Se engana quem pensa que pode contar com essa dupla dinâmica somente para se alimentar. Suzana e Estela abriram um pouco mais o leque de opções e criaram um projeto paralelo, um SPA Urbano. Uma ideia que conta com alguns produtinhos na linha bem-estar para acompanhar a alimentação saudável, tudo no ramo natural. “Nós produzimos travesseiro de pescoço e bonequinhas com ervas medicinais dentro, banhos de escalda pés, sabonete natural, sais e estamos inventando a máscara também”, orgulham-se elas. 

Relação com o Consulado

Empreender sempre foi uma atividade constante na vida de Suzana. Ela conta que por necessidade já fez diversas coisas, desde doceira até vendedora de pneus. “Eu não tinha uma organização para precificar, cobrar o certo, eu doava um monte de coisa, deixava as pessoas pagarem depois e algumas não pagavam”, explica ela. Hoje, com o apoio do Consulado da Mulher ela se organiza melhor e faz tudo sob medida. “A gente aprendeu com o Consulado que se a pessoa que cozinha fica doente, através da ficha técnica de cada produto, é possível outra pessoa fazer”, conta ela. “Porque se o cliente comprou de você, voltou e comprou novamente é porque ele gostou do seu produto e ele espera ter a mesma lembrança daquilo e se você não tem a ficha técnica vai mudar, vai ficar mais salgado ou com outro sabor”, conclui Suzana.

Tendo o Consulado da Mulher como um divisor de águas, Suzana conta que saiu do estado onde morava para poder participar do Programa de Educação Empreendedora. Ouviu falar do Consulado pela rede de economia solidária que participava na sua cidade,  Apucarana, no Paraná. A ideia era passar o período de assessoria na casa da filha, Estela, que já morava em Joinville, mas os planos mudaram um pouco. “Quando deu 15 dias de curso do Consulado, liguei para o meu marido e falei: coloca o fogão, a chapeira e o forno no caminhão e vem pra cá, porque eu não vou mais voltar, só vou aí buscar a minha mala”, lembra-se ela. 

Tudo deu certo! Juntou a filha no empreendimento e foi em busca de realizar esse sonho. Enfrentaram as primeiras dificuldades de começar do zero, encontrar clientes, conhecer a cidade, a demanda e os costumes. Suzana orgulha-se em dizer que o Consulado colocou o negócio no trilho certo. E que trilho de sucesso! 

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Ser voluntário é crescer a partir da experiência do outro | Feliz dia do Voluntariado

Nossa homenagem a todas as pessoas que dedicam o seu tempo para o próximo.

Cada um do seu jeito faz muita diferença <3

 

Confira o que os voluntários do Consulado da Mulher tem a dizer sobre a experiência

Sempre tive muita vontade de realizar algum tipo de trabalho voluntário, mas devido às “correrias” do dia a dia nunca disponibilizei tempo para isso. Esse ano tomei a decisão que se surgisse a oportunidade eu o faria com certeza, afinal se ficasse adiando eternamente nunca ia conseguir realizar. Participar do programa de mentoria do Consulado da Mulher foi certamente uma das melhores vivências que já tive, conhecer o trabalho de uma empreendedora de uma região totalmente diferente da minha e entender quais são suas dificuldades para então contribuir diretamente no seu desenvolvimento e geração de renda me deixou extremamente realizado. E claro, isso também me tornou uma pessoa e um profissional melhor. Só tenho a agradecer.

Lucas Oliveira, voluntário do Consulado da Mulher

Fui convidado pelo Lucas Oliveira a participar da mentoria voluntária. Gestão sempre foi uma área na qual me interessei, por isso topei o desafio. A grata surpresa veio rapidamente, sem dúvidas essa foi a experiência mais significativa que tive na vida até agora. Enxergar o brilho no olhar da nossa mentoranda, ver a aplicabilidade de conceitos na prática transformando um negócio e impactando a vida das pessoas, foi a maior satisfação que tive.

Gabriel Amaral, voluntário do Consulado da Mulher

 E o que a nossa empreendedora, Nikacia, diz sobre a mentoria recebida pelos voluntários Lucas e Gabriel?

 “Primeiro, quero agradecer de todo coração pela oportunidade. E dizer também que superou todas as minhas expectativas. O Lucas e o Gabriel são feras. Me ajudaram bastante, estudamos muito e agora sim, tenho meu negócio bem estruturado. Tanto na parte do plano de negócio, financeiro (aliás, foi o que mais aprendi, justamente finanças, pois era essa a minha maior dificuldade e os mentores focaram justamente nesse ponto) estoque e marketing. Agora sim, consegui ter uma boa estrutura para meu negócio decolar. Quero deixar frisado a competência e comprometimento dos meninos Lucas e Gabriel, eles foram excepcionais. Mais uma vez, muito obrigada!’”

Metodologia do Instituto Consulado da Mulher é sucesso em Juruti (PA)

 Parcerias que transformam!

 

Em mais uma parceria de sucesso com o Instituto Alcoa, em Juruti/PA e o Instituto Juruti Sustentável (IJUS), a metodologia do Instituto Consulado da Mulher trouxe resultados significativos às empreendedoras que participaram do projeto, bem como à população local. Através do Projeto Dona´s que apoiou pequenas empreendedoras dos mais diversos ramos, como artesanato, costura, alimentação, beleza e esmalteria residentes na cidade de Juruti/PA. Mais de 50 mulheres foram contempladas com o objetivo de deixar o seu negócio mais rentável, dentre elas 32 foram para mentoria, com voluntários da Alcoa, ao todo 42 colaboradores acompanharam as empreendedoras durante este processo.

O projeto Dona’s oportunizou a incidência de atividades e conteúdos significativos que transformaram a comunidade de Juruti/PA, visto a profissionalização de empreendedoras locais que modificaram a forma como geriam seus empreendimentos. “Esta é a segunda parceria do Instituto Alcoa com o Consulado da Mulher. A primeira edição, em São Luís-MA, do Projeto Mulheres Empreendedoras apresentou excelentes resultados. E isso nos motivou a levar a metodologia para Juruti-PA. Contamos também com a parceria do IJUS – Instituto Juruti Sustentável para a execução do projeto. Esta parceria tripla mostrou que a atuação em rede é a melhor forma de alavancar os resultados e proporcionar impacto no território. A participação e engajamento de voluntários e voluntárias da Alcoa, através de sua rede de mulheres, a AWN – Alcoa Women’s Network, proporcionou a troca de conhecimentos e sabedorias. Os resultados alcançados em Juruti demonstram o compromisso e o desejo de promover o desenvolvimento das pessoas em sua integralidade” – Monica R Espadaro, Gerente de Projetos do Instituto Alcoa.

As mulheres receberam acesso a metodologia do Instituto Consulado da Mulher focada em gestão de negócios, empreendedorismo, finanças, pessoas e marketing. Além de, conteúdos extras de lives no canal do Instituto Consulado da Mulher no Youtube, com as temáticas de Marketing Digital, Fluxo de Layout do Espaço de Produção, Produtividade e Autoconhecimento e Instagram.

Tudo para que elas pudessem conduzir os seus empreendimentos com mais confiança e conhecimento para manter a sustentabilidade do negócio.

Amplia-se essa compreensão frente aos investimentos realizados nos empreendimentos ao longo do projeto, ambas doações incidiram no faturamento do comércio local, possibilitando novas oportunidades e geração de renda a outras pessoas.“Levar a metodologia do Consulado até Juruti foi uma experiência nova e encantadora. Foi literalmente atravessar o país de avião e depois o rio Amazonas de barco para compartilhar a nossa experiência assessorando “nano” negócios à mulheres incríveis, que encheram a nossa bagagem com o conhecimento delas, possibilitando, a partir dessa troca, ter os resultados que pudemos observar na prática – 32% mais din din na renda mensal de uma família não é pouca coisa, ainda mais em ano de pandemia. Ainda tivemos a chance de observar o crescimento pessoal de cada uma das mulheres que chegaram até o final do projeto conosco e até mesmo em voluntárias e outras pessoas da comunidade. Foi realmente engrandecedor para nós do Consulado poder realizar este projeto. Sou muito grata à Alcoa por viabilizá-lo e ao IJUS por colocá-lo em prática de forma tão eficaz” – Érica Zanotti, gerente de projetos sociais do Consulado da Mulher.

Ao todo 42 empreendedoras receberam investimentos em seus empreendimentos ao longo do projeto e ao fim 28 empreendedoras foram contempladas novamente com doações. O escopo de itens doados é amplo, e se pautam na demanda individual do desenvolvimento de cada negócio. A proposta é que o investimento possibilite o aumento da produtividade da empreendedora, e consequentemente amplie suas vendas, faturamento e renda. Estruturando dessa forma o empreendimento em um prazo de menor tempo. Neste sentido, a partir do item doado a empreendedora pôde buscar o desenvolvimento de outras frentes do negócio.

É possível comprovar os resultados satisfatórios desta parceria frente a análise dos empreendimentos que passaram pelo Projeto Dona´s, esses tiveram aumento de 32,40% na renda, 28,67% de aumento no faturamento, 227% de aumento na poupança e 45,67% de aumento no investimento, valor injetado por elas para crescimento do empreendimento. “Conseguimos atingir ótimos resultados com o projeto Dona’s. Empoderar as mulheres de Juruti é muito importante. Socialmente temos um dos maiores índices de violência contra a mulher no estado. Ações como essas são fundamentais para dar dignidade, liberdade e autonomia às mulheres” – Maria Raimunda Melo (Deise), Presidente do Instituto Juruti Sustentável.

O Projeto Dona’s possibilitou às empreendedoras assessoradas ao longo deste período a profissionalização da gestão do negócio, fazendo com que essas mulheres se tornassem realmente Dona’s de seu empreendimento, de sua história, de sua carreira, de seu dinheiro e de seus sonhos. Possibilitando a elas o empoderamento feminino e ampliação de seu faturamento e geração de renda, mas principalmente, as tornando centrais no comando e decisões em suas vidas. Denotando a importância de seu negócio não só para sua vida e família, mas também para sua comunidade local.

O Projeto Dona’s concretiza sua proposta de forma célebre em ofertar às mulheres de Juruti/PA, uma nova perspectiva de como empreender e ter uma reserva financeira. Quatro dessas mulheres contam que hoje têm mais confiança em gerir seu negócio. Conheça a Mireia, Érica, Degenane, e Thatianna, empreendedoras que concluíram com êxito o Programa de Educação Empreendedora da parceria entre Instituto Consulado da Mulher, Instituto Alcoa e Instituto Juruti Sustentável – IJUS.

“Com o Projeto Dona´s passei a incentivar mais pessoas”

Mireia aposta na arte da culinária, com deliciosos pães caseiros, mas também complementa a renda através da revenda de roupas e catálogos de produtos.Ficou sabendo do Projeto através do Facebook e não pensou duas vezes. Ela que já era autônoma há mais de 10 anos, decidiu que precisava de mais informações para continuar empreendendo. Foi no Projeto Dona´s que viu e aprendeu tudo o que precisava para melhorar a sua organização. “Depois que passei pelo Projeto, ganhei um novo ânimo, percebi muitas mudanças positivas”, conta a empreendedora.

O Projeto Dona´s devolveu a autoconfiança de Mireia, ela conta que o curso ajudou a trabalhar a sua autoestima e confiança. “Hoje me sinto mais valorizada e com o projeto passei a incentivar mais mulheres, eu gosto de fazer isso. Repassar o que aprendi para outras pessoas faz eu me sentir mais capaz”, complementa ela. 

“O Projeto Dona´s foi um divisor de águas na vida de todas que participaram”

Érica considera que todo o conhecimento que adquiriu através do Projeto foi algo muito valioso que vai levar para a vida toda. Apaixonada pelo artesanato, a empreendedora conheceu a iniciativa por meio das redes sociais e decidiu que era o que precisava para seguir com o “Vivendo de Arte”, o seu negócio junto com mais duas amigas. “Eu não tinha noção de como administrar o negócio, tinha muita dificuldade em precificação, finanças e como poupar dinheiro”, conta ela.

A empreendedora conta que as mudanças começaram a chegar ao seu negócio já a partir da primeira aula, isso porque mudou a sua forma de pensar. Cada aula ajudava a ter novas ideias, a saber mais sobre a forma certa de empreender e a dar mais segurança de que o negócio tem potencial para prosperar. “O Projeto Dona´s foi um divisor de águas na vida de todas que participaram, colocando em prática tudo o que aprendemos, melhoramos a qualidade do nosso negócio e com isso, valorizamos o nosso trabalho”, orgulha-se Érica. 

“Eu aprendi que a valorização do meu trabalho, começa por mim”

Ao perder os pais ainda muito nova, Thatianna sempre precisou procurar algo para fazer, algo em que pudesse desenvolver as suas habilidades. Através do artesanato começou a empreender e chegou até o Projeto Dona´s. Foi uma amiga quem apresentou essa oportunidade à empreendedora. “Eu preenchi minha inscrição, mas não acreditava que iria passar na seleção”, lembra-se ela.

Com as aulas do Projeto se viu diante de muitos aprendizados e processos de desenvolvimento, não só no empreendimento, mas na vida pessoal também. “O aprendizado mais importante foi valorizar o meu negócio . Aprendi que a valorização do meu trabalho começa por mim, se eu valorizo o que eu faço, outras pessoas vão valorizar também”, conta Thatianna. Hoje, está mais confiante para fazer fluxo de caixa, trabalhar com marketing e planejar estratégias. “É um conhecimento que vou levar para a vida toda”, conclui.

“Posso dizer que sou uma Mulher Empreendedora  e sei que um dia vou alcançar meu objetivo que é ter meu espaço para colocar os meus trabalhos”

Concursada e trabalhando como merendeira em uma escola, Degenane concilia o trabalho com o seu negócio de artesanato e também o trabalho voluntário na cozinha da igreja que frequenta.Quando aprendeu artesanato, começou a confeccionar redes, toalhas com bordado russo, bichinhos de pelúcia, canetas personalizadas e muito mais. Conheceu o Projeto Dona´s através de outro projeto também do Instituto Juruti Sustentável (IJUS), aí não parou mais.”Hoje não conto só com o salário que ganho, tenho meu dinheiro extra e aprendi como administrar o que entra, sem gastar o capital de giro que é bem importante”, orgulha-se ela.

Colhendo os frutos do trabalho que realiza, somado aos aprendizados que adquiriu através do Projeto, Degenane já ajudou o marido a realizar o sonho de gravar um CD. “Através do Dona´s,  aprendi a valorizar o meu trabalho”, completa. 

O Consulado da Mulher acredita em quem acredita!

Bolo do Papai e O Grão Alimentos em…Na cozinha com o papai

“O meu trabalho representa liberdade! Isso porque oportunizou a liberdade de trabalhar em casa e acompanhar o crescimento da minha filha e ainda, fazer algo que eu gosto”

Do mundo da tecnologia para a cozinha, foi essa a mudança que Márlan decidiu fazer há dois anos em sua carreira. No início, trabalhava em uma multinacional de tecnologia, com um bom salário, mas algo não estava certo. “Eu não era feliz, estava sempre estressado, doente, gastando metade do meu salário com remédio”, lembra-se ele.

Com a esposa desempregada e a mudança de cidade, precisava de uma renda extra, foi quando começou um pequeno negócio de bolo no pote. A princípio vendendo para colegas e pessoas próximas, sem muita obrigação de um faturamento alto, visto que ainda estava trabalhando na empresa, mas algo mudou! “Eu acabei adoecendo nessa empresa, eu tive um estresse causado pelo trabalho, o tratamento era com antidepressivo, então optei por sair de lá e poder ficar só com o Bolo do Papai”, conta o empreendedor. 

O nome do empreendimento foi uma ideia certeira da pequena Maria Clara, de 10 anos, filha de Márlan. O empreendedor conta que tinha uma lista de ideias de nomes e no momento da decisão a filha chegou e disse com muita naturalidade: “Gente, quem faz o bolo não é o meu pai? Então, tem que ser Bolo do Papai!”. “Ela matou a charada e isso pra nós é muito bacana, pois torna o empreendimento afetivo e familiar”, orgulha-se ele. E desde então, a cidade de Joinville ganhou um expert em bolos deliciosos. 

E na mesma cidade, outro papai também resolveu se aventurar no mundo das massas.

“Eu penso no meu trabalho como um trabalho para o futuro. Agora é só uma semente que eu estou plantando. Eu quero que isso seja algo pra frente. Um grão pro futuro”

Gastronomia sempre foi uma paixão na vida do Antônio. Ele sabia que queria trabalhar com isso e enfrentou as dificuldades para conseguir. Entre cursos de culinária, troca de experiências com pessoas da área e o trabalho em eventos com o cunhado, finalmente bateu o martelo e decidiu abrir O Grão Alimentos. “Eu tinha o interesse de fazer algo próprio e diferente que fosse só meu”, conta o empreendedor. 

 Quando nasceu, em 2019, o empreendimento ainda era com vendas tímidas para amigos e pessoas próximas, mas em 2020 com abertura da página no instagram, o negócio abriu oficialmente para o público geral. A confirmação do desejo de trabalhar com massas veio após um curso de um renomado chef em Curitiba. Amanda, a esposa de Antônio, conta que ele se encantou e chegou em casa muito animado, e após várias pesquisas na internet decidiu focar o negócio em massas, começando pelo macarrão e partindo para nhoques e massas recheadas, como raviolis, rondelles e afins.

O pequeno Arthur de 3 anos, filho do casal, além de muito curioso por colocar a mão na massa e mexer em tudo que Antônio faz, ama as comidas do pai. “Ele quer estar junto e comer. Eu sempre faço um pouquinho a mais pra ele, ele gosta bastante de nhoque e macarrão”, conta o empreendedor. 

Entre coberturas e molhos

Essa bela combinação de massas é sucesso em Joinville depois dos empreendedores conhecerem o Consulado da Mulher. Enquanto Márlan conheceu por indicação de uma amiga que não desistiu enquanto o empreendedor não fez a sua inscrição, Antônio chegou até o Consulado por meio de um grupo de empreendedores no qual fazia parte.

Para Márlan, do Bolo do Papai, o início foi de pequenos ajustes e adaptações ao modelo que o Consulado apresentou, como compras, organizar estoque, implementar o delivery na pandemia e ampliar a visão de mercado. No caso de Antônio, do Grão Alimentos, a divisão foi o principal desafio, na parte financeira e de tempo. A divisão do  dinheiro da casa e do negócio, e também em relação ao tempo de cuidar do filho pequeno e do empreendimento. 

Com as dificuldades sendo superadas dia após dia, Márlan e Antônio conquistam cada vez mais clientes em seus respectivos empreendimentos. O Bolo do Papai tem uma variedade de sabores de bolo que muda a cada dois meses e O Grão Alimentos conta com mais de 15 pratos no cardápio. Porém em ambos, os queridinhos dos clientes não podem faltar nunca. O bolo vulcão de leite ninho com morango do Bolo do Papai e o nhoque recheado do Grão Alimentos, são figurinhas garantidas no menu. Uma combinação perfeita para o almoço de Dia dos Pais, não é verdade? 

Tanto o ‘Bolo do Papai’, quanto ‘O Grão Alimentos’ tem dois pequenos que estão de olho e muito orgulhosos dos papais que empreendem. Maria Clara, prova e aprova as coberturas dos bolos e verifica se está tudo em boa qualidade. Principalmente quando o pai precisou se ausentar devido a uma cirurgia, foi ela quem verificou se tudo estava tão gostoso como as delícias que o pai faz. Na escola participou da feira do empreendedor e vendeu 300 bolos de pote do pai. Márlan, orgulhoso, conta que a filha já está aprendendo sobre educação financeira com o empreendimento.

Arthur não fica atrás. Apesar de pequenininho já demonstra interesse pelas massas do papai, mesmo que em uma simples brincadeira. “Eu fiquei sabendo que na creche eles mexeram com massa de modelar e ele fazia igual eu faço aqui”, orgulha-se Antônio. O pai conta que divide a rotina entre preparar as massas e brincar com o filho que exige bastante atenção. 

Os dois papais contam que poder trabalhar e ao mesmo tempo acompanhar os filhos é um grande privilégio. Maria Clara tem um companheiro para as lições de casa e Arthur para as brincadeiras e desenhos animados. Criançada de sorte!

 

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Bolo do Papai     O Grão Alimentos

Aprenda a fazer manutenção de eletrodomésticos

Já pensou em se tornar uma técnica e poder trabalhar consertando eletrodomésticos? Essa é a sua oportunidade!

O Consulado da Mulher abre inscrições para o curso preparatório de manutenção de eletrodomésticos. As Candidatas selecionadas receberão acesso a vídeos e exercícios além de participar de oficinas, no formato online sobre atendimento ao cliente, gestão de pessoas e gênero, na primeira semana e terão atividades para entregar aos educadores por meio digital.

Inscreva-se. Clique aqui!

Recebendo todo o suporte através de capacitação, as candidatas ainda poderão ser encaminhadas para entrevistas e oportunidades no ramo e colocar todo o conhecimento adquirido em prática. As inscrições vão de 2 a 31 de agosto de 2021. QUER SABER MAIS? LEIA AQUI O EDITAL COMPLETO!

O que eu preciso para participar?

  • Ser mulher cisgênero ou transgênero com idade superior a 18 (dezoito) anos.
  • Ser habilitada nas categorias A ou B (carro e/ou moto ou os dois);
  • Ter prática em direção de veículos automotores;
  • Ser residente em São Paulo capital ou nos municípios circunvizinhos à capital;
    denominados Grande São Paulo.

Vai ter Pic Nic em…Piquenique de férias

“Meu trabalho representa carinho, um carinho muito grande. Para mim é um propósito alcançado que me trouxe bastante felicidade”

 

Já pensou em misturar uma pitada de nostalgia, comida gostosa e tempo livre de qualidade? É isso que Juliana pensou quando teve a ideia de criar o “Vai ter Pic Nic”, empreendimento localizado no coração de Joinville que já é um sucesso, principalmente entre a criançada.

Com a pandemia, muitas famílias se viram em casa com as crianças e tiveram que se adaptar a uma rotina mais reservada de brincadeiras e tarefas. Para o empreendimento de Juliana, que antes era focado em festas, também não foi nada fácil. “Com a pandemia precisei me renovar, porque as festas não tinham mais e eu vi meu rendimento despencando”, conta ela. Foi aí que surgiu uma vertente da festa na caixa, que virou festa na cesta e por fim, a genial ideia de criar um negócio focado em piquenique.

Algo que mostrou à Juliana o caminho que deveria trilhar foi a vontade de promover um resgate da memória em família. E para isso, as cestas são feitas com muito amor, cuidado e carinho. Além de vir tudo dentro de uma cesta digna de desenho animado e filmes, a famosa toalha xadrez para forrar o chão, os produtos são todos artesanais. Afinal, ter um bolinho com gosto de casa de vó, não tem igual e mercado nenhum vende. 

Algumas das delícias da cesta de piquenique são feitas pela Juliana, como os sanduíches, tortas salgadas, quiches e bolos; outros vem de pequenos fornecedores locais e artesanais. A empreendedora conta que priorizou os fornecedores que tinham fabricação própria em Joinville e em sua maioria, mulheres. Mais do que ter tudo delicioso e fresquinho, ela também apoia outras pessoas no período mais difícil de pandemia. “Além de favorecer as pessoas em seu negócio, eu também pensei em oferecer um produto diferenciado, eu não queria montar uma cesta com produtos industrializados, porque isso a pessoa tem acesso nos mercados”, explica ela.

Diga-se de passagem, a ideia deu o que falar! As pessoas amaram. Juliana conta que os clientes adoram fazer as reuniões em torno das comidas e relembrar a infância. O melhor de tudo é que muitos deles tiveram a oportunidade de fazer o primeiro piquenique com os filhos através dos produtos do ‘Vai ter Pic Nic’. “Eu vejo que esse relato de você poder resgatar uma memória sua e poder passar para o seu filho é o que mais eles elogiam”, recorda-se Juliana. “A questão do artesanal é um diferencial, tudo isso remete muito a memórias afetivas”, completa ela.

Sem falar que é uma ótima ideia para aproveitar as férias da criançada, tirar um pouco os pequenos de frente das telas e proporcionar um tempo de qualidade em família. A proposta é fazer algo diferente com os filhos, seja ao ar livre em um parque ou até mesmo dentro de casa. “Abre espaço na sala, arrasta sofá, estende a toalha no chão e se diverte ali mesmo”, sugere Juliana.

A diversão é garantida! Não tem erro, pode tentar que vai ser uma delícia. E quem dá o selo de qualidade é o pequeno Murilo, de três anos, filho da Juliana. Ele já reconhece e ama o trabalho da mãe. “Certo dia meu marido saiu com o meu filho e por um acaso, eles encontraram a minha cliente fazendo piquenique. O meu filho saiu correndo gritando: a cesta da mamãe. Simplesmente invadiu o piquenique dela”, recorda ela. Uma invasão muito fofa, vamos combinar! 

Além de divertido e delicioso, um piquenique é capaz de criar memórias felizes para uma vida inteira. A Juliana já está criando as do Murilo. “Vire e mexe, o meu café da manhã de domingo é estender a toalha no chão e fazer um piquenique com ele. Ele adora”, conta a empreendedora. Bateu a vontade de fazer um piquenique por aí também?

 

Relação com o Consulado

Foi em um café destinado para as empreendedoras que Juliana ouviu falar do Consulado da Mulher pela primeira vez, quando ainda nem pensava em se aventurar no ramo da alimentação. Algum tempo depois, quando já tinha experiência com o empreendedorismo, uma amiga a indicou para passar pelo programa de educação empreendedora. 

Aulas vêm, aulas vão, e Juliana se deparou com alguns desafios com o que aprendeu. “Minha maior dificuldade, que eu acredito que é de muita gente, é separar a questão financeira: casa x empreendimento”, conta ela. Apesar da prática ser bem desafiadora, ela enfrentou e todo dia busca a disciplina para exercer essa atividade e manter o negócio um sucesso.

Contrariando os números e estatísticas, a empreendedora conta que percorreu o caminho inverso. “Muitas mulheres têm filhos, são demitidas e começam a empreender por dificuldade. Eu fiz o caminho contrário, eu trabalhava em uma empresa, sou farmacêutica formada, pedi demissão para empreender. Conciliar a vida de mãe e o trabalho foi bem desafiador, principalmente na pandemia, Juliana conta que não conseguia separar as duas coisas e que teve que tentar fazer dar certo, tudo ao mesmo tempo. Hoje com o pequeno Murilo na escola e as vendas indo bem, ela já consegue se organizar melhor, tem o tempo de produção, o tempo de ficar com o filho e claro, o tempo de fazer o que a família mais gosta: um bom piquenique! 

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Doce Encanto Food em…Arraiá dos doces

“O meu trabalho representa tanta coisa! A maior delas é a liberdade. Eu venho de um tempo em que para ler caixa de sabão em pó, o meu estudo era suficiente. Hoje me sinto livre. Não estamos no tempo em que as mulheres não podiam fazer nada”

Olha o docinho aí, gente! Comida de festa junina é tudo de bom, a Antônia, da Doce Encanto Food em São Paulo, que o diga. O que começou como uma alternativa para passar pelos momentos mais difíceis da pandemia, hoje se tornou o sucesso do empreendimento. Não há quem não ame o famoso Arraiá na caixa, uma ideia que ela desenvolveu no Consulado da Mulher e que manteve as portas do negócio bem abertas.

Os clientes que há tempos não podem curtir a boa e velha festa junina amaram a iniciativa de levar para dentro de casa uma das melhores coisas da comemoração: as comidas deliciosas. E tem de tudo! Bolo, pipoca, pamonha, quentão, paçoca, maçã do amor, curau, canjica, caldo e por aí vai, tudo feito de forma artesanal. Antônia conta que o sucesso está muito atrelado à nostalgia que as comidas proporcionam. “As pessoas falam que lembra muito o tempo de criança, com as quermesses da igreja”, conta ela.

Os tamanhos são os mais variados possíveis, atendem às famílias menores e as grandes também. Tudo feito de forma personalizada e a gosto do cliente, que coloca as suas comidinhas preferidas na quantidade que desejar. “Dessa forma fica acessível para todos. A pessoa pode montar uma caixa menor com o valor menor, ou colocar mais itens e pagar mais por isso. Essa é uma preocupação que a gente sempre tem: ter um cardápio que possa atender a todos os públicos”, explica Antônia. O melhor de tudo é que a festa vai completa dentro da caixa, com enfeites juninos, paninho xadrez e não poderia faltar as famosas bandeirinhas. 

Chegar ao sucesso teve um longo e difícil caminho na vida de Antônia. A empreendedora conta que o sonho de ter um negócio próprio a acompanha desde a infância, quando a brincadeira preferida era a de ser dona de restaurante. “Eu sempre gostei de cozinhar, desde criança. Eu tenho lembranças da família toda reunida, principalmente em época de festa junina, aquele monte de tia, uma descascando o milho, uma ralando, uma cozinhando, uma lavando palha, as crianças brincando e eu sempre estava no meio das tias ajudando a fazer a comida e eu gostava”, recorda-se ela.

Quando cresceu, o receio de deixar o emprego fixo para empreender era muito grande. O choque de realidade só veio mesmo quando, aos 33 anos, descobriu um câncer que a levou a três anos de tratamento intenso. “Eu pensei: se com 33 anos aconteceu isso e eu podia ter perdido tudo, não vale a pena eu ficar em uma coisa que eu não gosto por comodidade. Então agora eu vou fazer só o que eu quero”, lembra-se Antônia. 

Certamente nada foi fácil. “Eu já escutei da minha família coisas como: você estudou tanto pra acabar assim fazendo bolo. Nós mulheres somos muito julgadas e é muito difícil a gente ter visibilidade, então quando você tem, tem que trazer outras junto com você. Essa sempre vai ser minha missão”, orgulha-se ela. 

Em 2015, começou vendendo tortas nas portas da faculdade e depois migrou para os bolos. Com as indicações dos primeiros clientes, viu o negócio ir crescendo pouco a pouco. Hoje, com a ideia de arraial na caixa, faz o que mais ama e ainda leva festa junina com gostinho de infância para a casa dos paulistanos. Um arraiá completo, sô! 

Relação com o Consulado

Em meio ao sonho de empreender, foi no ano de 2019 que Antônia conheceu o Consulado da Mulher. “Eu sempre falo que a Doce Encanto tem dois momentos: antes do Consulado e depois do Consulado”, conta a empreendedora. “Antes do Consulado, a Doce Encanto era um sonho, eu peguei a minha rescisão de trabalho de 18 anos de empresa, toda a minha força de vontade e coloquei na Doce Encanto”, explica ela. “Mas quando eu cheguei no Consulado eu estava prestes a quebrar, eu não tinha mais onde injetar capital e o negócio não fluía, por mais que o pessoal elogiasse”, completa. 

Após ingressar no programa de educação empreendedora do Consulado da Mulher, Antônia conta que teve o seu primeiro momento de realidade, o despertar de um sonho que estava começando a se concretizar de verdade, onde se sentiu devidamente preparada e onde aprendeu a planejar e a mudar a história do seu empreendimento. “Eu percebi que não adiantava ficar só sonhando, precisava fazer acontecer, foi preciso um choque de realidade, arregaçar as mangas, cortar um monte de coisa e colocar para funcionar”, explica ela.

E todo esse empenho deu belos frutos! No ano de 2020, Antônia e a Doce Encanto Food ganharam o Desafio de Emancipação do Consulado da Mulher pelo maravilhoso plano de marketing que desenvolveu. 

Um orgulho e tanto! Se um dia a Doce Encanto Food estava passando por dificuldades, hoje ela conta com uma preciosa ajuda. Os filhos de Antônia dão aquela forcinha no negócio da família: Lucas, o mais velho de 27 anos, gosta de fazer salgados; a Júlia, de 17 anos, está se especializando em chocolate e é o braço direito da mãe; Amanda de 23, apesar de não gostar de cozinhar, ajuda a mãe sempre que é necessário, e Lívia, a caçula de 8 anos, que ama redes sociais e tik tok, fala que é a gerente do negócio. 

Se antes, Antônia estava procurando uma solução para não fechar, agora se orgulha de onde conseguiu chegar. “Eu jamais imaginei que eu ia conseguir chegar tão longe como eu cheguei e estar tão feliz como estou. Realizada é a palavra certa! Hoje eu me sinto realizada, porque eu trabalho muito, mas eu vejo os frutos”, orgulha-se ela.

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Silvinhas Doces em…Cozinhando em família

“O meu negócio representa esperança! Esperança de proporcionar algumas coisas para os meus filhos, que hoje eu ainda não consigo”

O sangue empreendedor corre nas veias dos membros da família da Érica Silva, dona e idealizadora do Silvinhas Doces. Ela e as filhas gêmeas, Eduarda e Júlia, sua dupla dinâmica e inseparável, trabalham duro para levar os melhores doces para a Zona Norte de São Paulo

Empreender não foi e continua não sendo uma tarefa fácil na vida de Érica, “a gente mata um leão por dia”, conta ela. Mas estar rodeada de assistentes competentes ajuda a não deixar a peteca cair, ou melhor, a produção não parar. A empreendedora conta que não é a única da casa que acompanha as aulas do Consulado da Mulher, a sala de aula é composta por ela, as duas filhas, Gabriel, o filho mais velho e o marido. “Todos assistimos às aulas e nos sentamos para pensar em como desenvolver o nosso negócio”, explica Érica. 

Todo esse conhecimento adquirido pela família tem dado bons frutos. Eduarda e Júlia já sabem o caminho das pedras e podem trilhar no empreendedorismo com o que estão aprendendo. “O Consulado ensinou para as minhas filhas. Quando as minhas filhas tiverem os filhos delas, elas vão poder ensinar o que elas aprenderam. O Consulado ensinou não só a precificar, ensinou a valorização do tempo. E tempo é vida!”, orgulha-se a empreendedora. 

O ritmo da família é de união e produção! As tarefas são dividas, mas Érica ressalta o quanto é importante todos saberem fazer de tudo um pouco e praticar o rodízio de tarefas e funções. Júlia era focada no marketing do negócio e Eduarda ia para a cozinha ajudar a mãe no preparo. Agora com as tarefas compartilhadas, as meninas que amam design, trocaram os papéis. Eduarda começou a fazer posts para as redes sociais e descobriu que ama fazer isso, e não só ela. Os posts da página do Silvinhas elevaram a quantidade de seguidores. Júlia, entretanto, não abandonou o design não! A menina fica com a parte fotográfica do negócio e a composição de embalagens. Isso sem falar nos catálogos especiais que as três produzem juntas. Um mais lindo que o outro! 

O dom de cozinhar é de família, Érica aprendeu com a mãe, uma mulher humilde que não tinha como comprar doces, então fazia tudo em casa, até os bolos de aniversário. Hoje, ela repassa esse conhecimento para os filhos. O primeiro a começar a fazer bolos foi Gabriel. Ainda criança decidiu fazer os seus primeiros bolinhos para conseguir comprar um celular. As meninas atentas, logo quiseram fazer parte também. Os bolinhos de chocolate, recheados com brigadeiro e confeitados com M&M’s fizeram sucesso na escola e deixaram mais evidente o empreendedorismo que Júlia e Eduarda tanto demonstram dentro do empreendimento da família. “O empreender na vida delas foi totalmente diferente da minha, elas começaram como diversão e eu comecei como obrigação”, lembra-se Érica. 

Silvinhas Doces é como uma engrenagem de relógio. É um empreendimento que representa a união de uma família por um sonho. Gabriel deixou os bolinhos de lado, mas continua a postos para enrolar um brigadeirinho aqui e fazer uma entrega ali. Jovaldo, esposo de Érica, também fica com a parte das entregas, por enquanto ainda com o carro da família. Mas todos também colocam a mão na massa na cozinha. Uma equipe e tanto!

A pitada de criatividade nos doces é da Érica. A empreendedora conta que ama criar receitas e mesmo que pegue alguma receita na internet, sempre coloca o seu toque pessoal. “Hoje eu entendo minha relação, eu sou uma artista na cozinha. Eu transformo os meus doces”, diz.

O orgulho do empreendedorismo transborda para Eduarda e Júlia, que são as maiores apoiadoras do negócio. “O que me orgulha é ver a maturidade das minhas filhas em superar e encarar desafios. Elas falam que a Silvinhas Doces está sendo um treinamento pra elas”. Um treinamento de negócio e de vida. “A gente não trabalha com venda, a gente trabalha com emoção. A gente pensa sempre o que queremos levar para as pessoas, qual a sensação que queremos proporcionar”, conclui Érica.

Relação com o Consulado

Silvinhas Doces começou como um presente de casamento para o irmão de Érica. Em 2017, quando o casal foi convidado para ser padrinho de casamento e não tinha condições de dar um presente, ofereceram os doces para festa e, de quebra, fizeram também a decoração da mesa. Os convidados gostaram muito e já deram um empurrãozinho para que virasse um negócio. “Decidimos começar de forma bem tímida ainda, sem divulgação. Foi em 2019 que começamos a pegar firme e a divulgar”, conta Érica. 

Com o negócio crescendo, elas precisavam de conhecimento mais aprofundado em gestão. Foi então, que através de uma amiga, conheceu o Consulado da Mulher.  Com as aulas e as tarefas, Érica percebeu o que poderia mudar em seu negócio. “Quando eu fiz o meu primeiro fechamento, eu comecei a ver uma coisa que eu não via no meu negócio. Antes eu não conseguia me organizar ao ponto de fazer o fluxo de caixa, me perdia com algumas coisas e com as dicas do Consulado, eu consegui me estruturar’, relembra ela.

Os frutos começaram a chegar mais rápido do que ela imaginava. “No segundo mês de fechamento, eu percebi a diferença no financeiro. Com as técnicas que aprendi, em um mês eu tive resultado. O Consulado é uma motivação constante”. Apesar de todas as dificuldades para empreender, hoje Érica finalmente se encontrou e até pensa em expandir o negócio para atender mais locais em São Paulo. E a gente fica torcendo para que uma sobremesa do Silvinhas chegue logo à nossa porta!

 

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Dindin da Mila em…Um doce de mãe

“O meu trabalho representa resiliência. Quis desistir e acabar com tudo mais de uma vez, mas fui muito resiliente e dirigi tudo com muita sabedoria”

Quem passa por Manaus tem que ter uma parada certeira: experimentar o Dindin da Mila! Uma iguaria que é sucesso e tem gostinho de infância. Alguns conhecem por geladinho, gelinho, chup chup ou sacolé, cada local tem a sua maneira própria de chamar, mas o amor é o mesmo. 

Samila, a empreendedora que está por trás das mais deliciosas receitas do Dindin, conta como é a rotina de mãe e dona de negócio. Com as crianças, a Mirella de 4 aninhos e o Samuel de 10, em aula online, a rotina tem que ser seguida. “Eu fico com a parte de produção, cuidar das crianças, tudo ao mesmo tempo. Eu coloco tudo no papel, tem hora pra tudo”, conta Samila.

E tem mesmo! Às 5h da manhã é a hora que a Samila acorda para começar a produção dos dindins, são 100 logo de manhã. Após o preparo do almoço é a hora de abrir o delivery, onde reveza o trabalho de atendimento aos clientes com o marido. As crianças começam a aula online no período da tarde e a produção de Samila só para às 17h. Contabilizando 200 dindins ao dia! 

Conciliar a produção com a rotina das crianças não é tarefa fácil, mas Samila faz questão de acompanhar o desenvolvimento delas de perto. Samuel, o filho mais velho, entrou no 6 ano e tem seis grupos de whats para estudar, um para cada matéria e a mãe acompanha tudinho! “Ele fica das 14h até as 17h com o celular, acompanhando as tarefas, fazendo as lições. E eu também estou no grupo da escola, ele tá respondendo, mandando as tarefas e estou acompanhando”, explica ela.  

Mirella, a caçula da família, também começou na escolinha e já acompanha as primeiras tarefas de desenho e atividades de alfabetização. “A aula dela é mais rápida, tem 2 horas, o pai dela assiste o vídeo com ela e eu fico na produção. Quando eu coloco os dindins para congelar, eu dou uma pausa, e ajudo ela a fazer as atividades, a tirar a foto e mandar para a professora”, comenta Samila. 

Mas nem só estudo vivem Samuel e Mirella, pois eles também amam um dindin! A empreendedora e mãe das crianças conta que sempre prepara uns menores com o que sobra da produção para a sobremesa das crianças. “Eu dou para eles comerem após o almoço e sempre tem briga pelo de morango”, o sabor preferido dos dois. 

É fato que as crianças amam as receitas da mãe, mas não só elas. Muita gente procura pelos dindins da Mila, tanto que as vendas ocorrem também pelos aplicativos de comida. E justamente maio, é o mês em que ela mais vende o produto. “Ano passado a gente triplicou o nosso faturamento, comparado com 2019″, conta ela. De maio a outubro é o melhor período para a venda dos dindins, só caindo mesmo em novembro por conta do tempo chuvoso do Amazonas, o que não impede de bater a meta mensal de faturamento. 

Relação com o Consulado

Que Samila ama usar a criatividade não é novidade. Antes só produzia o dindin tradicional com água e fruta e hoje traz a proposta gourmet ao mercado. “Eu estava na fase de testar receitas. Quando entrei no Consulado, descobri que era tudo por grama, tudo pesado e eu fazia só no olhômetro. Foi no Consulado que consegui profissionalizar minhas receitas, e hoje faço tudo igual para ter o mesmo sabor”, lembra ela. 

Foi através da indicação de uma prima assistente social, que a empreendedora conheceu o Consulado da Mulher. Quase deu errado em um primeiro momento, por perder a primeira reunião após a filha ter ficado doente. “Eu estava triste por perder a oportunidade, mas o Rafael do Consulado me ligou e disse que eu podia ir”, conta alegre. “Desde então, comecei a ir, não perdi nenhum dia, nunca faltei, era a primeira a chegar”, conclui. 

Os altos e baixos foram muitos, Samila já teve que usar os únicos 90 reais que o marido conseguiu fazendo mototáxi para comprar ingredientes e apostar nos dindins. No Consulado aprendeu tudo para alavancar o seu negócio. “Eu entendi o porquê que o meu negócio não crescia, eu achava que o dinheiro era todo meu, não sabia separar o que era meu e o que era do negócio”. Hoje ela sabe e está usando tudo o que aprendeu para inovar cada vez mais.

E vem novidade por aí! Além dos kits presenteáveis que Samila está fazendo para as datas comemorativas, ela criou uma nova linha de dindins zero açúcar e zero lactose para atender mais pessoas. “Decidi criar 4 sabores especiais para o dia das mães zero açucar que é o sorbet (sorvete da fruta congelada)”, explica ela. Os sabores são os mais deliciosos possíveis: morango, kiwi, manga e água de coco com frutas.

Deu até água na boca. Vai um dindin aí?

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