Últimas Notícias

Doce Encanto Food em…Arraiá dos doces

“O meu trabalho representa tanta coisa! A maior delas é a liberdade. Eu venho de um tempo em que para ler caixa de sabão em pó, o meu estudo era suficiente. Hoje me sinto livre. Não estamos no tempo em que as mulheres não podiam fazer nada”

Olha o docinho aí, gente! Comida de festa junina é tudo de bom, a Antônia, da Doce Encanto Food em São Paulo, que o diga. O que começou como uma alternativa para passar pelos momentos mais difíceis da pandemia, hoje se tornou o sucesso do empreendimento. Não há quem não ame o famoso Arraiá na caixa, uma ideia que ela desenvolveu no Consulado da Mulher e que manteve as portas do negócio bem abertas.

Os clientes que há tempos não podem curtir a boa e velha festa junina amaram a iniciativa de levar para dentro de casa uma das melhores coisas da comemoração: as comidas deliciosas. E tem de tudo! Bolo, pipoca, pamonha, quentão, paçoca, maçã do amor, curau, canjica, caldo e por aí vai, tudo feito de forma artesanal. Antônia conta que o sucesso está muito atrelado à nostalgia que as comidas proporcionam. “As pessoas falam que lembra muito o tempo de criança, com as quermesses da igreja”, conta ela.

Os tamanhos são os mais variados possíveis, atendem às famílias menores e as grandes também. Tudo feito de forma personalizada e a gosto do cliente, que coloca as suas comidinhas preferidas na quantidade que desejar. “Dessa forma fica acessível para todos. A pessoa pode montar uma caixa menor com o valor menor, ou colocar mais itens e pagar mais por isso. Essa é uma preocupação que a gente sempre tem: ter um cardápio que possa atender a todos os públicos”, explica Antônia. O melhor de tudo é que a festa vai completa dentro da caixa, com enfeites juninos, paninho xadrez e não poderia faltar as famosas bandeirinhas. 

Chegar ao sucesso teve um longo e difícil caminho na vida de Antônia. A empreendedora conta que o sonho de ter um negócio próprio a acompanha desde a infância, quando a brincadeira preferida era a de ser dona de restaurante. “Eu sempre gostei de cozinhar, desde criança. Eu tenho lembranças da família toda reunida, principalmente em época de festa junina, aquele monte de tia, uma descascando o milho, uma ralando, uma cozinhando, uma lavando palha, as crianças brincando e eu sempre estava no meio das tias ajudando a fazer a comida e eu gostava”, recorda-se ela.

Quando cresceu, o receio de deixar o emprego fixo para empreender era muito grande. O choque de realidade só veio mesmo quando, aos 33 anos, descobriu um câncer que a levou a três anos de tratamento intenso. “Eu pensei: se com 33 anos aconteceu isso e eu podia ter perdido tudo, não vale a pena eu ficar em uma coisa que eu não gosto por comodidade. Então agora eu vou fazer só o que eu quero”, lembra-se Antônia. 

Certamente nada foi fácil. “Eu já escutei da minha família coisas como: você estudou tanto pra acabar assim fazendo bolo. Nós mulheres somos muito julgadas e é muito difícil a gente ter visibilidade, então quando você tem, tem que trazer outras junto com você. Essa sempre vai ser minha missão”, orgulha-se ela. 

Em 2015, começou vendendo tortas nas portas da faculdade e depois migrou para os bolos. Com as indicações dos primeiros clientes, viu o negócio ir crescendo pouco a pouco. Hoje, com a ideia de arraial na caixa, faz o que mais ama e ainda leva festa junina com gostinho de infância para a casa dos paulistanos. Um arraiá completo, sô! 

Relação com o Consulado

Em meio ao sonho de empreender, foi no ano de 2019 que Antônia conheceu o Consulado da Mulher. “Eu sempre falo que a Doce Encanto tem dois momentos: antes do Consulado e depois do Consulado”, conta a empreendedora. “Antes do Consulado, a Doce Encanto era um sonho, eu peguei a minha rescisão de trabalho de 18 anos de empresa, toda a minha força de vontade e coloquei na Doce Encanto”, explica ela. “Mas quando eu cheguei no Consulado eu estava prestes a quebrar, eu não tinha mais onde injetar capital e o negócio não fluía, por mais que o pessoal elogiasse”, completa. 

Após ingressar no programa de educação empreendedora do Consulado da Mulher, Antônia conta que teve o seu primeiro momento de realidade, o despertar de um sonho que estava começando a se concretizar de verdade, onde se sentiu devidamente preparada e onde aprendeu a planejar e a mudar a história do seu empreendimento. “Eu percebi que não adiantava ficar só sonhando, precisava fazer acontecer, foi preciso um choque de realidade, arregaçar as mangas, cortar um monte de coisa e colocar para funcionar”, explica ela.

E todo esse empenho deu belos frutos! No ano de 2020, Antônia e a Doce Encanto Food ganharam o Desafio de Emancipação do Consulado da Mulher pelo maravilhoso plano de marketing que desenvolveu. 

Um orgulho e tanto! Se um dia a Doce Encanto Food estava passando por dificuldades, hoje ela conta com uma preciosa ajuda. Os filhos de Antônia dão aquela forcinha no negócio da família: Lucas, o mais velho de 27 anos, gosta de fazer salgados; a Júlia, de 17 anos, está se especializando em chocolate e é o braço direito da mãe; Amanda de 23, apesar de não gostar de cozinhar, ajuda a mãe sempre que é necessário, e Lívia, a caçula de 8 anos, que ama redes sociais e tik tok, fala que é a gerente do negócio. 

Se antes, Antônia estava procurando uma solução para não fechar, agora se orgulha de onde conseguiu chegar. “Eu jamais imaginei que eu ia conseguir chegar tão longe como eu cheguei e estar tão feliz como estou. Realizada é a palavra certa! Hoje eu me sinto realizada, porque eu trabalho muito, mas eu vejo os frutos”, orgulha-se ela.

 

Silvinhas Doces em…Cozinhando em família

“O meu negócio representa esperança! Esperança de proporcionar algumas coisas para os meus filhos, que hoje eu ainda não consigo”

O sangue empreendedor corre nas veias dos membros da família da Érica Silva, dona e idealizadora do Silvinhas Doces. Ela e as filhas gêmeas, Eduarda e Júlia, sua dupla dinâmica e inseparável, trabalham duro para levar os melhores doces para a Zona Norte de São Paulo

Empreender não foi e continua não sendo uma tarefa fácil na vida de Érica, “a gente mata um leão por dia”, conta ela. Mas estar rodeada de assistentes competentes ajuda a não deixar a peteca cair, ou melhor, a produção não parar. A empreendedora conta que não é a única da casa que acompanha as aulas do Consulado da Mulher, a sala de aula é composta por ela, as duas filhas, Gabriel, o filho mais velho e o marido. “Todos assistimos às aulas e nos sentamos para pensar em como desenvolver o nosso negócio”, explica Érica. 

Todo esse conhecimento adquirido pela família tem dado bons frutos. Eduarda e Júlia já sabem o caminho das pedras e podem trilhar no empreendedorismo com o que estão aprendendo. “O Consulado ensinou para as minhas filhas. Quando as minhas filhas tiverem os filhos delas, elas vão poder ensinar o que elas aprenderam. O Consulado ensinou não só a precificar, ensinou a valorização do tempo. E tempo é vida!”, orgulha-se a empreendedora. 

O ritmo da família é de união e produção! As tarefas são dividas, mas Érica ressalta o quanto é importante todos saberem fazer de tudo um pouco e praticar o rodízio de tarefas e funções. Júlia era focada no marketing do negócio e Eduarda ia para a cozinha ajudar a mãe no preparo. Agora com as tarefas compartilhadas, as meninas que amam design, trocaram os papéis. Eduarda começou a fazer posts para as redes sociais e descobriu que ama fazer isso, e não só ela. Os posts da página do Silvinhas elevaram a quantidade de seguidores. Júlia, entretanto, não abandonou o design não! A menina fica com a parte fotográfica do negócio e a composição de embalagens. Isso sem falar nos catálogos especiais que as três produzem juntas. Um mais lindo que o outro! 

O dom de cozinhar é de família, Érica aprendeu com a mãe, uma mulher humilde que não tinha como comprar doces, então fazia tudo em casa, até os bolos de aniversário. Hoje, ela repassa esse conhecimento para os filhos. O primeiro a começar a fazer bolos foi Gabriel. Ainda criança decidiu fazer os seus primeiros bolinhos para conseguir comprar um celular. As meninas atentas, logo quiseram fazer parte também. Os bolinhos de chocolate, recheados com brigadeiro e confeitados com M&M’s fizeram sucesso na escola e deixaram mais evidente o empreendedorismo que Júlia e Eduarda tanto demonstram dentro do empreendimento da família. “O empreender na vida delas foi totalmente diferente da minha, elas começaram como diversão e eu comecei como obrigação”, lembra-se Érica. 

Silvinhas Doces é como uma engrenagem de relógio. É um empreendimento que representa a união de uma família por um sonho. Gabriel deixou os bolinhos de lado, mas continua a postos para enrolar um brigadeirinho aqui e fazer uma entrega ali. Jovaldo, esposo de Érica, também fica com a parte das entregas, por enquanto ainda com o carro da família. Mas todos também colocam a mão na massa na cozinha. Uma equipe e tanto!

A pitada de criatividade nos doces é da Érica. A empreendedora conta que ama criar receitas e mesmo que pegue alguma receita na internet, sempre coloca o seu toque pessoal. “Hoje eu entendo minha relação, eu sou uma artista na cozinha. Eu transformo os meus doces”, diz.

O orgulho do empreendedorismo transborda para Eduarda e Júlia, que são as maiores apoiadoras do negócio. “O que me orgulha é ver a maturidade das minhas filhas em superar e encarar desafios. Elas falam que a Silvinhas Doces está sendo um treinamento pra elas”. Um treinamento de negócio e de vida. “A gente não trabalha com venda, a gente trabalha com emoção. A gente pensa sempre o que queremos levar para as pessoas, qual a sensação que queremos proporcionar”, conclui Érica.

Relação com o Consulado

Silvinhas Doces começou como um presente de casamento para o irmão de Érica. Em 2017, quando o casal foi convidado para ser padrinho de casamento e não tinha condições de dar um presente, ofereceram os doces para festa e, de quebra, fizeram também a decoração da mesa. Os convidados gostaram muito e já deram um empurrãozinho para que virasse um negócio. “Decidimos começar de forma bem tímida ainda, sem divulgação. Foi em 2019 que começamos a pegar firme e a divulgar”, conta Érica. 

Com o negócio crescendo, elas precisavam de conhecimento mais aprofundado em gestão. Foi então, que através de uma amiga, conheceu o Consulado da Mulher.  Com as aulas e as tarefas, Érica percebeu o que poderia mudar em seu negócio. “Quando eu fiz o meu primeiro fechamento, eu comecei a ver uma coisa que eu não via no meu negócio. Antes eu não conseguia me organizar ao ponto de fazer o fluxo de caixa, me perdia com algumas coisas e com as dicas do Consulado, eu consegui me estruturar’, relembra ela.

Os frutos começaram a chegar mais rápido do que ela imaginava. “No segundo mês de fechamento, eu percebi a diferença no financeiro. Com as técnicas que aprendi, em um mês eu tive resultado. O Consulado é uma motivação constante”. Apesar de todas as dificuldades para empreender, hoje Érica finalmente se encontrou e até pensa em expandir o negócio para atender mais locais em São Paulo. E a gente fica torcendo para que uma sobremesa do Silvinhas chegue logo à nossa porta!

 

Siga Silvinhas Doces no instagram. Clique aqui!

Dindin da Mila em…Um doce de mãe

“O meu trabalho representa resiliência. Quis desistir e acabar com tudo mais de uma vez, mas fui muito resiliente e dirigi tudo com muita sabedoria”

Quem passa por Manaus tem que ter uma parada certeira: experimentar o Dindin da Mila! Uma iguaria que é sucesso e tem gostinho de infância. Alguns conhecem por geladinho, gelinho, chup chup ou sacolé, cada local tem a sua maneira própria de chamar, mas o amor é o mesmo. 

Samila, a empreendedora que está por trás das mais deliciosas receitas do Dindin, conta como é a rotina de mãe e dona de negócio. Com as crianças, a Mirella de 4 aninhos e o Samuel de 10, em aula online, a rotina tem que ser seguida. “Eu fico com a parte de produção, cuidar das crianças, tudo ao mesmo tempo. Eu coloco tudo no papel, tem hora pra tudo”, conta Samila.

E tem mesmo! Às 5h da manhã é a hora que a Samila acorda para começar a produção dos dindins, são 100 logo de manhã. Após o preparo do almoço é a hora de abrir o delivery, onde reveza o trabalho de atendimento aos clientes com o marido. As crianças começam a aula online no período da tarde e a produção de Samila só para às 17h. Contabilizando 200 dindins ao dia! 

Conciliar a produção com a rotina das crianças não é tarefa fácil, mas Samila faz questão de acompanhar o desenvolvimento delas de perto. Samuel, o filho mais velho, entrou no 6 ano e tem seis grupos de whats para estudar, um para cada matéria e a mãe acompanha tudinho! “Ele fica das 14h até as 17h com o celular, acompanhando as tarefas, fazendo as lições. E eu também estou no grupo da escola, ele tá respondendo, mandando as tarefas e estou acompanhando”, explica ela.  

Mirella, a caçula da família, também começou na escolinha e já acompanha as primeiras tarefas de desenho e atividades de alfabetização. “A aula dela é mais rápida, tem 2 horas, o pai dela assiste o vídeo com ela e eu fico na produção. Quando eu coloco os dindins para congelar, eu dou uma pausa, e ajudo ela a fazer as atividades, a tirar a foto e mandar para a professora”, comenta Samila. 

Mas nem só estudo vivem Samuel e Mirella, pois eles também amam um dindin! A empreendedora e mãe das crianças conta que sempre prepara uns menores com o que sobra da produção para a sobremesa das crianças. “Eu dou para eles comerem após o almoço e sempre tem briga pelo de morango”, o sabor preferido dos dois. 

É fato que as crianças amam as receitas da mãe, mas não só elas. Muita gente procura pelos dindins da Mila, tanto que as vendas ocorrem também pelos aplicativos de comida. E justamente maio, é o mês em que ela mais vende o produto. “Ano passado a gente triplicou o nosso faturamento, comparado com 2019″, conta ela. De maio a outubro é o melhor período para a venda dos dindins, só caindo mesmo em novembro por conta do tempo chuvoso do Amazonas, o que não impede de bater a meta mensal de faturamento. 

Relação com o Consulado

Que Samila ama usar a criatividade não é novidade. Antes só produzia o dindin tradicional com água e fruta e hoje traz a proposta gourmet ao mercado. “Eu estava na fase de testar receitas. Quando entrei no Consulado, descobri que era tudo por grama, tudo pesado e eu fazia só no olhômetro. Foi no Consulado que consegui profissionalizar minhas receitas, e hoje faço tudo igual para ter o mesmo sabor”, lembra ela. 

Foi através da indicação de uma prima assistente social, que a empreendedora conheceu o Consulado da Mulher. Quase deu errado em um primeiro momento, por perder a primeira reunião após a filha ter ficado doente. “Eu estava triste por perder a oportunidade, mas o Rafael do Consulado me ligou e disse que eu podia ir”, conta alegre. “Desde então, comecei a ir, não perdi nenhum dia, nunca faltei, era a primeira a chegar”, conclui. 

Os altos e baixos foram muitos, Samila já teve que usar os únicos 90 reais que o marido conseguiu fazendo mototáxi para comprar ingredientes e apostar nos dindins. No Consulado aprendeu tudo para alavancar o seu negócio. “Eu entendi o porquê que o meu negócio não crescia, eu achava que o dinheiro era todo meu, não sabia separar o que era meu e o que era do negócio”. Hoje ela sabe e está usando tudo o que aprendeu para inovar cada vez mais.

E vem novidade por aí! Além dos kits presenteáveis que Samila está fazendo para as datas comemorativas, ela criou uma nova linha de dindins zero açúcar e zero lactose para atender mais pessoas. “Decidi criar 4 sabores especiais para o dia das mães zero açucar que é o sorbet (sorvete da fruta congelada)”, explica ela. Os sabores são os mais deliciosos possíveis: morango, kiwi, manga e água de coco com frutas.

Deu até água na boca. Vai um dindin aí?

Siga Dindin da Mila no Instagram. Clique Aqui!

Lê Brigaderia em…Uma história de Páscoa

“O meu trabalho é a minha vida! Principalmente a páscoa, eu trabalho 12 meses nela”

Em meio a unicórnios, bonecas LOL, Homem-aranha, Baby Shark, Turma da Mônica, Galinha Pintadinha e tantos outros personagens, que Letícia faz a Páscoa da criançada. Os pais, avós e tios que vão à Lê Brigaderia, em Rio Claro (SP), atrás de um kit criativo para presentear chegam ao lugar certo! 

O mundo de fantasia com gostinho de chocolate que a empreendedora criou, se tornou a alegria de muitos clientes que a procuram. “Desde a primeira Páscoa eu gosto de fazer coisas muito diferentes”, conta ela. E pensar que antes, trabalhar com a Páscoa não era uma opção para Letícia. “Eu não fazia venda de Páscoa, quando decidi fazer, queria algo que chamasse a atenção”, completa.

Os investimentos não param. Todo ano, Letícia precisa comprar mais material para fazer os kits e como forma de aumentar as vendas começou a investir em peças prontas, como copos, bolsinhas e lápis de cor. E são um sucesso! A empreendedora transformou a paixão antiga de fazer bolos simples em algo rentável. Estudou, pesquisou, fez muitos cursos e colocou a criatividade para jogo. 

A demanda de Páscoa é tão alta que a família entra no negócio para dar uma força. A irmã ajuda com as embalagens e o cunhado com algumas entregas. “Fora de época, eu trabalho sozinha, mas na Páscoa não tem como. Esse ano em quase quatro não demos conta, ano que vem vou precisar de mais gente”, lembra Letícia. 

E para quem acha que assim que passa a Páscoa, o trabalho de Letícia termina, está muito enganado. A empreendedora conta que passa o ano inteiro se preparando para a data, “depois que acaba a Páscoa é a melhor época para pesquisar, eu tiro print, vejo ideias na internet, pesquiso onde fabrica copo e bolsas. Eu estudo e planejo o ano inteiro para a Páscoa. Esse ano a minha produção para a Páscoa começou no dia 2 de janeiro”, orgulha-se a dona da Lê brigaderia.

Uma produção e tanto! Os clientes amam os kits, os chocolates e o capricho de Letícia, tanto que não sobra nem um pedacinho para contar história. Vez ou outra é capaz de conseguir encontrar algum kit em cima da hora, mas é bom não contar com a sorte. A empreendedora conta que todo ano costuma comprar mais chocolate do que no ano anterior. “Esse ano eu comprei igual do ano passado, porque eu não sabia como ia ser por conta da pandemia, tinha mais gente desempregada”, explica Letícia. E não é que as encomendas foram maiores? “Eu pensei que não venderia tão bem, mas aí acabou meu chocolate, eu tive que comprar mais e acabei pagando 70% mais caro”, conta.

Apesar de pagar mais caro por precisar comprar mais chocolate para dar conta das encomendas e de não poder fazer a liquidação posterior à Páscoa que ela costuma fazer, Letícia orgulha-se do fato das vendas só aumentarem a cada ano. 

Afinal, a páscoa para Letícia dura o ano todo. “Se está chegando o final do ano, eu já lembro: tem que correr atrás da Páscoa. No começo do ano: nossa, a Páscoa tá chegando. Passou a Páscoa, tem que marcar o que aconteceu na Páscoa. É tudo a Páscoa!”, orgulha-se ela.

Relação com o Consulado da Mulher

 

Essa história começa há alguns anos, 19, para ser mais exata.Foi nessa época que a Letícia conheceu o a unidade de Rio Claro (SP) do Consulado da Mulher, diferente do formato que conhecemos hoje. Antes com cursos voltados para artesanato e culinária, foi através da irmã, uma das professoras do local, que teve o seu primeiro contato. “O artesanato estava no auge, era biscuit o curso da época”, conta ela. 

O biscuit não vingou. Os anos se passaram e Letícia ficou muito tempo sem ouvir falar do Consulado. Até que uma amiga que participava do programa de educação empreendedora do Consulado da Mulher a indicou. Gosto por cozinhar, um negócio começando a prosperar, ela já tinha, só precisava entender melhor como gerir o seu empreendimento, precificar os seus produtos e fazer um marketing certeiro. E não é que deu certo? Hoje Letícia está emancipada e fazendo cada vez mais sucesso com as novidades deliciosas. Coelhinho da Páscoa que se cuide! 

Siga a Lê Brigaderia no Instagram. Clique Aqui!

Dia do Empreendedorismo Feminino: Compre dElas

Em 19 de novembro comemoramos o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, que tem como objetivo ampliar as oportunidades de mulheres de todo o mundo. Você se lembra quando foi a última vez que consumiu o trabalho de uma mulher? Você apoia a sua amiga empreendedora? Quando falamos de empreendedorismo qual é o primeiro nome que passa na sua cabeça? 

Dados do Sebrae apontam que o número de empreendedoras que também são “chefes” de seus lares aumentou entre 2017 e 2019. Aparecendo principalmente no mercado de alimentação, beleza e moda, elas representam 48% dos microempreendedores individuais (MEI) do Brasil. 

Na foto: Carolini, empreendedora assessorada em Joinville até 2019.

Quem nunca soltou ou escutou uma fala super glamourizada sobre empreender? Entretanto em um país como o nosso, onde as desigualdades de renda, raça e gênero são tão gritantes, não podemos esquecer as dificuldades existentes por trás disso.

Trabalhos como o do Consulado da Mulher, por exemplo, existem para auxiliar na diminuição dessas desigualdades. Desde 2002, o Instituto idealizado pela Consul, marca de eletrodomésticos mais presentes nos lares brasileiros, busca a transformação social por meio do incentivo ao empreendedorismo feminino, qualificando mulheres que já empreendem e as auxiliando durante a profissionalização de seus negócios.

Assessoria com o empreendimento Sonho Meu, no Acre – 2019.

“As mulheres têm uma contribuição imprescindível no desenvolvimento da economia e da sociedade. Reconhecemos e fortalecemos empreendedoras, oferecendo a elas uma assessoria focada na ampliação e consolidação de seus pequenos negócios. O empreendedorismo feminino não apenas garante a autonomia, mas traz um impacto muito positivo para as famílias e comunidades”, conta Leda Böger, Diretora do Consulado da Mulher.

Em 18 anos de história o Consulado da Mulher já beneficiou diretamente mais de 35 mil mulheres como a Dona Arlene, empreendedora assessorada em Manaus que recebeu acompanhamento entre 2017 e 2019 e neste período viu sua renda aumentar 65%, conseguiu colocar seu filho mais novo em uma escola particular e hoje emprega 5 pessoas da sua região. 

Conheça o nosso mapa de empreendedoras: #CompredElas

Empreendedora da Crepe en Ruedas compartilha sua massa de panqueca :)

Assessorada pelo Instituto Consulado da Mulher em São Paulo, Carla Ferreira é fundadora da Crepes En Ruedas, empresa familiar que produz tapiocas e crepes artesanais. Frente à pandemia, a empreendedora se reinventa. 

Os eventos costumavam ser a principal chave de venda para a Crepe en Ruedas, mas devido a COVID-19 foi necessário procurar outra forma de continuar vendendo, por isso, Carla e seu time optaram por investir mais na  opção de delivery. 

Foi notado uma queda na demanda de serviços em eventos, mas ao mesmo tempo um aumento nos pedidos via aplicativo de entrega. Para conseguir investir nessa frente, Carla precisa de ajuda e está inscrita em um Financiamento Coletivo. Clique aqui para conhecer e compartilhar.

Além de investir no delivery, ela também pretende comprar novos maquinários e criar um ponto de vendas em seu bairro.

Em clima junino ela compartilhou a receita da massa de suas famosas panquecas. O recheio vai depender muito do seu gosto, então arrisque na sua cozinha e depois nos conte como ficou.

Ingredientes:

1 xicara de chá de farinha de trigo;

1 xicara de chá de leite; 

1 pitada de sal;

1 ovo.

Modo de fazer: Bater rapidamente  todos ingredientes no liquidicador começando pelos líquidos. Deixar a massa descansar por 10 minutos. Aqueça uma frigideira antiaderente e despeje uma colher da massa , espalhando pela frigideira. Quando começar a soltar, vire a massa e recheie a gosto, pode utilizar recheios salgados ou doces. 

Acompanhe a gente nas Redes Sociais: @Consulado da Mulher em todas as plataformas.

Cuidado e Bem Estar

O cuidado com a saúde e bem estar do colaborador é um dos valores mais importantes dentro da Whirlpool Corporation (fabricante das marcas Consul, Brastemp e KitchenAid no Brasil, e também mantenedora do Consulado da Mulher), ainda mais em dias como os que estamos vivendo, frente a uma pandemia. 

A companhia tem realizado inúmeras ações para garantir a saúde e a segurança a seus colaboradores, além de implementar ações voltadas à comunidade: como por exemplo:  doação de máscaras e respiradores, parceria com a Prefeitura de São Paulo para contribuir com a higiene de pessoas que vivem em situação de rua,  parceria com a Prefeitura de Joinville para a doação de cestas básicas a famílias em vulnerabilidade.

Para fortalecer esse movimento de responsabilidade social, a Whirlpool adquiriu 10 mil máscaras de tecido, confeccionadas pela Artculle, associação de artesãs apoiadas pelo Consulado da Mulher em Joinville. 

A Artculle foi fundada em 2011 e segue os princípios da Economia Solidária em suas produções, promovendo a inclusão social e a geração de renda, priorizando o comércio justo e a utilização de matérias primas de base sustentável. 

 

Consulado da Mulher inicia mentoria voluntária para empreendedoras

Em parceria com colaboradores da Whirlpool a ação social da marca Consul investe em solidariedade e conhecimento

Frente à pandemia de coronavírus e preocupado com  o impacto financeiro para os pequenos negócios que  assessora, o Instituto Consulado da Mulher, ação social da marca Consul, abriu um processo de mentoria e convidou parceiros e colaboradores da Whirlpool (empresa fabricante das marcas Consul, Brastemp e KitchenAid no Brasil) para um acompanhamento individual a cada uma delas.

105 empreendedoras distribuídas nas quatro cidades onde o Instituto está localizado (São Paulo, Joinville, Manaus e Rio Claro), foram apadrinhadas pela parceria. O objetivo é que além do apoio e conhecimento recebido nas oficinas regulares com o time técnico do Consulado da Mulher, elas também descubram uma nova visão de negócio e possam criar novas ideias de produto ou serviço, procurando reinventar suas estratégias e compartilhar ideias.

A empreendedora Maria Alzira, de Manaus, e sua voluntária e mentora, Allyne Magnoli, Diretora de Marketing, nos mostram que a parceria já apresenta bons resultados. No primeiro mês de pandemia, Alzira faturou em torno de R$ 700, mas com a ajuda de sua mentora que sugeriu novos modelos de comercialização, mudança na apresentação de seus produtos e trabalhou sobre a importância de se reafirmar como uma marca, o seu faturamento chegou a R$2.000 em abril. 

“Conversando com a Allyne é possível criar novas ideias, porque vamos trocando informações e ela, com o conhecimento que tem, direciona de forma mais estratégica os meus próximos passos”, conta Alzira. 

Não é só a Alzira ou as empreendedoras assessoradas pelo Consulado da Mulher que precisam de ajuda neste momento, pesquisas apontam que 89% dos micro e pequenos empreendedores brasileiros já notam uma queda em seu faturamento e 36% afirmam que precisarão fechar os seus negócios permanentemente caso a queda de consumo e as restrições ao comércio continuem. 

Por isso, consumir e/ou indicar os pequenos negócios locais é ajudar a economia como um todo.

Para conhecer e comprar das empreendedora que assessoramos em sua região mande um email para comunicacao@consuladodamulher.org.br

 

O Consulado também indica o trabalho da duLocal, uma rede de mulheres empreendedoras de Paraisópolis – periferia de São Paulo – que preparam refeições 100% vegetais. Vale a pena dar uma conferida. E você, indica algum pequeno empreendedor? Conta pra gente! 

Metodologia do Consulado da Mulher é reconhecida como uma das melhores da América Latina

Devido ao seu trabalho na transformação social por meio do incentivo ao empreendedorismo feminino, o Consulado da Mulher foi reconhecido pelo Prêmio Latinoamérica Verde como uma das melhores práticas de Sustentabilidade da América Latina. 

A  Latinoamérica Verde é uma certificadora com sede no Equador, que anualmente premia e conecta as melhores práticas  ambientais e sociais  do continente latino americano.

Neste ano, 2450 projetos foram inscritos e destes 500 foram certificados. No Brasil, apenas 27 iniciativas foram reconhecidas, e o Consulado da Mulher integra este time, na categoria “Desenvolvimento Humano, Inclusão Social e Redução da Desigualdade”. 

Temos orgulho em representar a Consul e a Whirlpool em fóruns desta natureza, que atestam nosso compromisso com a Sustentabilidade e o Desenvolvimento Social.

Consulado da Mulher apoia empreendedorismo feminino em Juruti – PA

Empreendedoras com renda familiar inferior a um salário mínimo por pessoa terão a oportunidade de se qualificarem e fazer seus negócios ganharem um melhor desempenho. Parte da equipe técnica do Instituto Consulado da Mulher, ação social da marca Consul, esteve em Juruti (PA) e realizou a primeira formação de multiplicadoras do projeto “Dona’s”. A proposta é apoiar e empoderar as mulheres empreendedoras da região. 

Com 18 anos de atuação em todo o território nacional, o Consulado da Mulher já beneficiou mais de 35 mil pessoas. Em Juruti, o projeto será coordenado pelo Instituto Juruti Sustentável (IJUS), com apoio do Instituto Alcoa, um dos principais aliados no desenvolvimento de ações em conjunto com o IJUS.

Agora, pela primeira vez o IJUS firma parceria direta com o Consulado da Mulher e inicia os trabalhos conjuntos com entusiasmo. “A parceria com o Consulado da Mulher vem consolidar as cadeias produtivas locais, fomentando o empreendedorismo. As mulheres poderão desenvolver suas atividades com qualidade e aumentar sua renda”, afirmou Gilza Amaral, Diretora Social do IJUS. “Isso é permitir que a mulher seja protagonista, dona da sua própria história. Isso é desenvolvimento sustentável”, complementou. 

Erica Zanotti, Gerente de Programas Socias do Consulado da Mulher, esteve em Juruti coordenando a equipe formativa de multiplicadores e compartilhou sua visão sobre como pode contribuir com o empoderamento feminino. “Quero trabalhar com aquela mulher que ainda está bem no começo. Chamo de pequenas empreendedoras ou nano empreendedoras. Construímos a metodologia de uma forma democrática. Você pode ter ou não escolaridade, gostar ou não de aprender. É pra aprender na prática. É pra todas as pessoas!” destacou Erica.

Fases do projeto:

1 – Inscrições: de 27 de fevereiro a 15 de março;

2 – Seleção de Empreendedoras:  Características empreendedoras, Mulher e Trabalho, CANVAS e Planejamento Estratégico;  

3- Assessoria: Plano de Ação. Conteúdos:  Finanças, Marketing e Vendas, Pessoas, Gênero e Sustentabilidade;  

4- Consultoria: Atendimento sob demanda.

Resultados concretos 

Em 2018, este mesmo formato de projeto foi desenvolvido em São Luís – MA, onde também há atuação do Instituto Alcoa. Resultados em números: 

70 pessoas participaram das capacitações em empreendedorismo e plano de negócios;

27 negócios passaram das bancas e seguiram sendo assessorados por outros 10 meses;

359 pessoas foram beneficiadas direta e indiretamente; 

102% de aumento no faturamento das beneficiárias em 10 meses.  

Monica Espadaro, gerente de projetos do Instituto Alcoa, pontuou a importância deste projeto entendendo a realidade local “Encontrar caminhos de incentivar o empreendedorismo para a população é uma atitude fundamental para o desenvolvimento sustentável de um território. De acordo com dados do IBGE, o município de Juruti tem muitos desafios relacionados à trabalho e renda da população: somente 10,5% da população ocupada e 48,5% da população possui rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo. Neste sentido, promover uma iniciativa de estímulo ao empreendedorismo e geração de renda é essencial para o município.” Afirmou Monica. Ela ainda destaca “Os desafios diante das desigualdades de renda no país ainda são latentes e, portanto, atuar nesta frente se apresenta como uma demanda real e concreta da sociedade brasileira, a fim de minimizar diversas outras desigualdades, em busca de mais qualidade de vida para a população, em especial para as mulheres”.