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Confira aqui todos os regulamentos de nossos cursos

Olá Empreendedora!

 

Tem alguma dúvida sobre os nossos processos e regulamentação de nossos cursos? Leia abaixo todos os nossos regulamentos. Caso tenha alguma dúvida, não deixe de entrar em contato!

 

Regulamentos em andamento:

 

Elas empreendem Jasmine -> Clique aqui para ler

 

Uma mão lava a outra – > Clique aqui para ler

 

Elas empreendem Mães – > Clique aqui para ler 

 

Regulamentos encerrados:

 

#EmpreendeNoZap Nestlé – > Clique aqui para ler

 

#EmpreendeNoZap Itaú – > Clique aqui para ler

 

 

 

 

Hortense Mbuyi em…Tempo de recomeçar

O meu trabalho representa o que eu chamaria de reconstituição. É um jeito de reconstruir uma identidade que foi apagada e que estamos escrevendo de novo.

Já imaginou sair às pressas do seu país por causa da perseguição política e ser obrigada a deixar tudo pra trás? Foi o que aconteceu com Hortense Mbuyi, uma mulher Congolesa formada em direito econômico e social e ativista pelas causas de direitos humanos. 

Para Hortense visitar o Brasil era um sonho e assim que o seu caçula na época, nasceu, o marido decidiu presenteá-la. O presente escolhido foi assistir a Copa do Mundo de 2014, aqui no Brasil, mas com a crise política, a grave violação de direitos humanos e a perseguição tão intensas na República do Congo, os planos mudaram de uma forma que ela nem poderia imaginar. Sua forte atuação na gestão de conflitos, militância pela democracia e pelos direitos humanos eram para modificar violações graves da constituição Congolesa e melhorar a vida dos habitantes. Infelizmente não foi o que aconteceu, Hortense acabou presa e se perdeu do marido. Quando saiu da prisão, precisou de tratamento médico e decidiu vir para o Brasil com Manassé, o filho de 7 meses, mas um pedaço dela ficava lá. Teve que deixar para trás, as duas filhas mais velhas Nephtalie de 4 anos, e Samuela de 2 anos de idade. 

Chegou no Brasil no dia 29 de outubro de 2014 com um bebê e sem falar nada de português. “A minha ideia não era ficar aqui, eu ia fazer o tratamento e voltar. As minhas filhas ficaram. Mas em janeiro de 2015, as coisas pioraram na minha terra, alguns dos meus amigos de luta foram assassinados, outros foram presos e eu decidi pedir refúgio”, conta Hortense. “Eu estava em uma angústia, muitas noites mal-dormidas. Quando eu saí da minha terra, eu deixei a minha filha mais velha com 4 anos, foi no dia do aniversário dela e nesse final do mês ela vai fazer 10 anos. Então imagina, 6 anos longe de uma filha? A minha segunda filha tinha dois aninhos, ela não me conhece”, lembra-se ela.

Sozinha em país desconhecido e com um bebê, Hortense se viu obrigada a começar a luta pela integração social do Brasil. Quando chegou não sabia para onde ir, a única coisa que conseguia era falar inglês com algum brasileiro que pudesse ajudá-la. Foi assim que teve a ideia de ir para algum lugar que tivesse o maior número possível de pessoas. “A minha ideia era achar alguém que falasse a língua que eu entendo, a língua que eu falo. Ele me levou na região do Brás, me indicou um hotel e me deixou lá”, conta Hortense. 

As dificuldades foram pesadas, não sabia como se alimentar, como alimentar o filho pequeno e nem como se comunicar. Algo que traz o foco para um outro problema que Hortense apontou. “Nas políticas públicas do Brasil, não existe uma orientação para os imigrantes. O Brasil não acolhe, o Brasil só recebe”. Uma verdade que dificultou muito a adaptação dela e do filho por aqui.

Hortense não sabia como se encaixar no país e nem podia exercer a sua profissão de formação, isso porque o Brasil exigia revalidação de diploma, algo que era impossível, pois não teve como trazer. “Quem diria que eu ia pensar em pegar o meu diploma pra levar comigo do jeito que eu sai da minha terra? Eu não consegui trazer as minhas filhas”, relata ela. “Eu tive que pensar: O que eu sei fazer? Além de ser advogada, de ser tudo o que eu sou, eu gosto de cozinhar. Mas será que eles vão comer a minha comida?”, conclui. 

Ao participar da formação de Políticas Públicas para os imigrantes, se deparou com uma comunidade diversa, com imigrantes de vários países diferentes. Conheceu africanos que já estavam cansados de comer arroz e feijão e decidiu cozinhar uma comida verdadeiramente africana. Uma promessa que animou o pessoal! “Perguntei se tinha farinha e fubá. Fui fazer o Fufu, que é uma massa feita com fubá, farinha de milho e água. É uma comida bem antiga e é uma base do prato africano.Como aqui no Brasil, que se for falar da base, é arroz e feijão. Você pode comer o fufu todo dia variando o acompanhamento, com carne, peixe, folha de batata-doce, folha de mandioca”, explica Hortense. 

E não é que todo mundo adorou! Era o incentivo que ela precisava, se encheu de coragem para começar a cozinhar os pratos da sua terra e levar um pouquinho da cultura e gastronomia da República do Congo para o Brasil, mais especificamente para São Paulo, no Espaço Wema, uma cozinha comunitária que fica na ocupação 9 de Julho. “Aqui no Espaço Wema, cultura e gastronomia são motivadas pela comida afetiva. A gente não produz comida gourmet”, orgulha-se a empreendedora. 

As delícias do cardápio africano contam com o Soso Ya Mboka, um prato de galinha com almôndega de semente de abóbora, feijão branco com o peixe Bagre seco e defumado, Couve com a pasta de amendoim e batata doce assada no forno, o famoso Fufu e muito mais. 

Hortense conta que na culinária africana grande parte dos pratos costumam usar a diversidade de folhas como acompanhamento e percebeu que no Brasil há muito desperdício da vegetação. “Aqui tem a oportunidade de diversificar o prato e o que não se usa, talvez pela cultura ou por não saber, vai pro lixo”. Pensando nisso, no Espaço Wema são oferecidas oficinas para mostrar como diversificar os pratos e sair um pouco do arroz e feijão. “O Brasil produz muita mandioca, dá pra comer a folha de mandioca também, ela pode ser cozida com feijão, fica muito gostoso”, indica ela.


Relação com o Consulado

Foi quando começou a expor os seus pratos em eventos que Hortense conheceu o Consulado da Mulher. Devido a sua história potente e as comidas gostosas que preparava,  as organizações de apoio aos imigrantes começaram a chamá-la para as rodas de conversa. Em uma delas, empreendedoras do Consulado foram apresentar as comidas. No início não conseguiu entrar por não preencher as condições necessárias. Resolveu então, continuar expondo seus pratos nos eventos, onde teve que driblar preconceitos por ser uma mulher negra e oferecer uma comida africana. Teve a sua segunda chance de entrar para o Consulado da Mulher ao receber a ligação de uma pessoa da secretária de Direitos Humanos, da parte de igualdade racial, contando sobre as inscrições e dessa vez deu certo!

Atualmente, Hortense além de cozinhar e promover a cultura do seu país, organiza uma roda de países africanos no Espaço Wema. “A cada produção, eu chamo um imigrante africano, que vem apresentar um prato típico da sua terra. A gente apresenta o cotidiano da mesa na África, como as pessoas comem dentro de casa, contamos a história e o valor dos ingredientes e dos pratos”, conta ela. “Já tivemos produções da África do Sul, do Congo, de Angola, da Costa do Marfim e do Senegal”, conclui. 

A empreendedora continua em uma luta muito positiva pelos direitos dos refugiados aqui no Brasil. “Se for falar 10 nomes da liderança pelos direitos dos imigrantes em São Paulo, o meu nome não vai faltar”, orgulha-se Hortense. Hoje vive com o marido que reencontrou após anos; o filho Manassé, que trouxe do Congo e as duas caçulas que nasceram no Brasil, Davina e Roberta. Sonha em poder trazer as duas filhas, Nephtalie e Samuela; o filho de sua irmã que adotou, chamado Quertus e a mãe que deixou na África. E ter, enfim, a família reunida e completa outra vez. 

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Café Quintal de Casa em…Colecionando memórias

O meu trabalho representa aquilo que eu tenho dentro de mim para oferecer para as pessoas. É o meu bem para a humanidade!

Humm, tá sentindo esse cheirinho de café no ar? Esse vem com direito a bolo, pães, quiche, rosquinhas, tortas e até caldos. Quem gosta de um ambiente aconchegante para se sentir em casa, tem endereço certo, o Café Quintal de Casa em São Paulo é o lugar ideal para um encontro com os amigos, com a família ou para quem quer experimentar algumas delícias, enquanto aprecia o ambiente. 

Renata, empreendedora e idealizadora do local conta que tudo começou através do grupo de oração da igreja, onde ela sempre levava alguns pratos. O grupo foi crescendo e acabou tendo que se dividir em duas casas; e para não deixar ninguém sem seus quitutes, resolveu começar a vender. Os planos de empreender não faziam parte da sua vida, gostava de trabalhar com informática, a sua área de formação, mas uma pulguinha atrás da orelha começou a agir para que as coisas mudassem. “Eu comecei a pensar: ah, se eu tivesse um café, se eu pudesse proporcionar isso para as pessoas, mas isso era o máximo, nunca planejei. A minha intenção era continuar na minha área”, conta ela. Quando acabou saindo da empresa, decidiu que o ciclo no setor de informática estava encerrado. 

A transição para o empreendedorismo levou quase dois anos. Ainda indecisa sobre qual caminho seguir, Renata viu no grupo da igreja e no gosto pela cozinha as portas se abrirem para uma nova ideia começar a vingar. Com algum tempo de venda, surgiu a oportunidade de fazer cursos de panificação e incrementar o cardápio que já era delicioso. 

O espaço aconchegante e convidativo do Café Quintal de Casa foi idealizado para o lazer da família e dos amigos. Com o sogro pedreiro e o marido marceneiro, a família foi pouco a pouco deixando o local cada vez mais acolhedor. “Começamos a fazer com as coisas que a gente tinha aqui, meu sogro ganhava muitas sobras das obras que fazia”, conta Renata. Com o tempo recebendo amigos e depois amigos de amigos, surgiu a ideia de abrir o lugar. 

O apoio foi o mais inspirador possível. “As pessoas começaram a doar coisas que não usavam mais, como portas, cadeiras. Fizemos como fosse uma casinha de interior”, relata a empreendedora. Uma casinha muito agradável, diga-se de passagem! Os clientes têm essa nostalgia de casa de vó, o que é exatamente a intenção de Renata, que eles resgatem as coisas boas da infância ou que eles criem novas memórias. “Já vieram duas irmãs que falaram que o pão lembrava muito o que a mãe, já falecida há um mês, fazia. Uma vez veio uma senhorinha com mais de 70 anos que começou a chorar na mesa porque o bule lembrava muito a mãe dela”, narra.

Hoje, Renata tem a certeza de que herdou o dom de cozinhar da avó paterna. Mesmo começando a cozinhar já adulta e seguindo o incentivo da mãe para investir tempo e estudo nas áreas que fossem fora de casa, ela sabe que as memórias dos lanches no quintal da casa da avó despertaram esse desejo. “Ela gostava muito de cozinhar e foi até cozinheira, mas eu não aprendi nada com ela, como minha mãe não incentivava, eu nunca procurei”, lembra-se Renata. Até a fogueira que costumavam fazer no quintal da avó ela resgatou para o seu negócio. No começo não deu muito certo, devido a fumaça, mas com a adaptação para uma lareira menor a álcool conseguiu proporcionar aos clientes a sensação agradável e calorosa que tanto queria.

Relação com o Consulado

Renata conheceu o Consulado da Mulher através de grupos de mentoria feminina. Quando ficou sabendo da oportunidade, viu que era a ajuda que precisava para conseguir caminhar sozinha. “Eu resolvi tentar, porque eu percebo que a cada mentoria, o café dá um salto”, orgulha-se ela.

Juntando as inspirações da infância com o apoio do marido, que fica no atendimento e na organização, e do filho que cuida do whastapp e dá suporte na cozinha, a empreendedora conseguiu até aumentar o horário de funcionamento do ambiente. Quem quiser conhecer o local e dar aquela provadinha no pão de mandioca, rosquinha e bolo de laranja, os campeões em venda, pode reservar um horário e os itens do cardápio que vai saborear em sua visita. O desafio é ter que escolher somente alguns, não é verdade?

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Qumbe Doces Africanos em…Uma busca pela ancestralidade

O meu trabalho representa autoconhecimento e realização.

A vontade de se descobrir e ir ao encontro às próprias raízes foi o que motivou Thaís, empreendedora e idealizadora da Qumbe Doces Africanos, a mudar a proposta do seu empreendimento. Lá no início, em 2017, quando decidiu empreender, o seu negócio era focado em biscoitos decorados para café, eventos e aniversários, mas faltava algo. No ano de 2019, ao participar do Afrolab, um projeto da Feira Preta que promove apoio ao empreendedorismo, que Thaís percebeu um novo chamado para o seu negócio. Foi então que Sweets, a biscoiteria virou Qumbe Doces Africanos

Com a ideia e a empolgação a todo vapor, começou o trabalho de pesquisa e aprendizado. “Eu decidi que eu precisava trazer uma coisa que está em mim, um questionamento meu, como mulher negra”, conta Thaís. O primeiro passo era achar livros de receitas africanas e começar a estudar. Fácil, né? Com certeza não! A dificuldade era bem maior do que ela esperava. “Se eu for em uma livraria e procurar livros de culinária francesa vai ter uma sessão, mas africana não tem nada”, relata ela. O jeito foi continuar pesquisando.

Pesquisa vai, pesquisa vem, até que ela encontrou um antropólogo que adora cozinha e que talvez pudesse ter o que ela precisava. Raul Lody e seus livros foram as primeiras referências para criar as suas receitas, mas ainda faltava uma referência mais próxima da cultura africana, alguém que conversasse com a ancestralidade que ela tanto queria buscar. “Eu gosto muito dos livros do Raul, mas sempre ficava pensando como que não tem literatura? Precisa que um homem branco vá até a África estudar a nossa história?”, lembra-se a empreendedora. 

Em suas pesquisas encontrou um nome em especial, Sandra Nobre, uma chef angolana que mora em Portugal. Hoje representa para Thaís, uma das maiores referências relacionadas à culinária e à cultura. Algumas dificuldades idiomáticas com o português brasileiro e o português de Portugal atualmente são motivos de riso.”No início foi muito engraçado, porque xícara em portugal tem outro nome e outras coisas também. Por exemplo, me deparei com a frase: coloca no lume e eu misericórdia! O que é lume? E é o fogo!”, conta dando risada.

Outros nomes surgiram, entre eles várias africanas que também cozinhavam e serviram de referência para Thaís, mas mais uma vez o idioma dificultava um pouquinho (ou muito!). “O inglês era bem difícil de entender. Eu ficava olhando a receita, tentando fazer e tentando entender o que elas estavam falando, não foi fácil, mas eu consegui!”, expõe ela. 

Os motivos para comemorar não faltam! E eles têm nome e sobrenome e estão todos no cardápio. Africanas de coco, um docinho considerado o Brigadeiro dos africanos, foi adaptado por Thaís para ingredientes mais acessíveis no Brasil. “A receita original é com amêndoa triturada, mas como aqui é muito caro, eu adaptei para amendoim”, revela ela. A Trufa de Quitaba também. Na África, o próprio amendoim é enrolado e passado no cacau em pó e depois na amêndoa, mas devido a oleosidade do ingrediente, derrete muito fácil. Então, na receita da empreendedora, é feita uma trufa de chocolate com recheio de amendoim e amêndoas para decorar. É uma iguaria que desperta muito a curiosidade das pessoas por ser um doce feito com chocolate, amendoim e pimenta. “É engraçado, porque as pessoas mordem e falam que não tem pimenta. Quando terminam de engolir falam: Ah, achei a pimenta!”, conclui.

E não para por aí! O cardápio tem quase 18 doces da culinária africana. Thaís conta que um dos doces lembra muito o nosso bolinho de chuva, o Koekesister. “A diferença é que quando termina de fazer, ele é imergido em uma cauda de canela, gengibre e baunilha. É um dos que eu mais gosto, porque lembra casa de vó”, conta ela. O Honey Cake é um bolo que na África é a sobremesa para comer no chá da tarde, uma tradição que permaneceu devido a forte colonização inglesa no local. 

O produto estrela desse cardápio de dar água na boca é a Torta do General, um doce fino e sofisticado feito à base de massa de amêndoa, recheio de geleia de Damasco e cobertura de merengue de coco. Impossível não amar! É claro, não podíamos deixar de falar do Qumbe, doce que deu nome ao empreendimento de Thaís. “Ele lembra um quebra-queixo, mas com a textura do beijinho”. Difícil é querer experimentar um só!

Relação com o Consulado

Thaís conheceu o Consulado através de uma empreendedora que passou pelo Programa de Educação. Foram algumas tentativas de inscrição, até que finalmente conseguiu. Com o início das aulas, veio o desafio de conciliar os momentos de pôr a mão na massa, colocar a matemática em dia e precificar os produtos da forma correta. “No Consulado eu aprendi o que é lucro, o que é o gasto da casa, o que é o seu insumo e a explicação é de uma maneira que você entende”, conta ela. 

O programa de Educação Empreendedora do Consulado da Mulher também ajudou em algumas outras questões, como a organização do tempo e das funções e a entender que o negócio é de fato uma empresa. 

Em 2019 teve a honra de expor os seus doces na Feira Preta e com a volta dos eventos já tem recebido diversos outros convites.

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Minhas Delícias em…Nunca é tarde para realizar

Meu trabalho representa acreditar nos sonhos, porque não tem idade  que impeça. Nunca deixe de sonhar!

O sorriso simpático é a marca registrada de Sônia, que fala com muito orgulho do negócio que começou em Rio Claro, interior de São Paulo. Minhas Delícias, o empreendimento que nasceu como um sonho hoje ganha forma e conquista o paladar de quem experimenta os quitutes da empreendedora. O gosto pela gastronomia foi algo novo, no qual dedicou muito aprendizado, testes e apoio da família. “Eu tenho uma família grande e muito festeira. Eu não cozinhava nada, as minhas irmãs que cozinhavam e eu costurava”, conta Sônia. Quando o filho fechou a loja que tinha e precisou de ajuda, ela não pensou duas vezes e decidiu começar a fazer tortinhas para vender na igreja. O início de um negócio rentável, mas um pouco menos do que ela tinha em mente. “Eu achei que ia começar a vender e ganhar um rio de dinheiro logo de cara, doce ilusão!”, conta a empreendedora. “Mas foi o começo pra tudo e peguei um amor tremendo, inclusive, hoje em dia, minhas irmãs compram meus produtos”, lembra-se sorrindo.  

Criar um negócio do zero, aprender a cozinhar e se tornar conhecida não é uma tarefa fácil, mas de tortinha em tortinha, Sônia provou que podia. Aos 67 anos sabe bem que pode fazer acontecer. “Hoje eu vejo que a minha idade não é barreira para nada, eu estou empenhada em crescer e sei que sou capaz. Tenho saúde, tenho vontade e capacidade”, orgulha-se Sônia.

Quem é de Rio Claro ou os visitantes que estão passando pela cidade têm o privilégio de contar com as delícias da Sônia que incluem: tortinhas, bolos, cocadas, baguetes recheadas, pães e tortas. Com ela não tem tempo ruim, o que os clientes pedem ela está pronta para fazer. O sucesso é tanto que a Revista JC Magazine a escolheu para sair em uma matéria sobre empreendedorismo após os 50 anos e ela fez bonito com o visual e a preparação da mesa para as fotos. 

O empreendedorismo na vida de Sônia apareceu pela vontade de fazer alguma coisa diferente, ela queria trabalhar e poder ter o próprio dinheiro. “Eu estou me sentindo tão bem. Ter o meu negócio me ajudou muito. Acredito que faz parte da gente aprender a se valorizar”, explica ela. 

Os planos de expansão já tem data para acontecer, a empreendedora pretende fazer uma reforma geral na edícula que tem em casa e deixar o espaço preparado especialmente para o negócio. Com a rotina acelerada e as produções a todo vapor, Sônia não pode deixar de contar com o apoio familiar, os 4 filhos e 8 netos além de amar as comidinhas, também estão apostos para o que der e vier. O Kauan que o diga! O neto de 12 anos que às vezes vai passar um tempinho com a avó, ajuda a dar aquela amassada na massa, picar uns tomates e auxilia no que mais a vovó precisar. Um fofo! 

Ficou com vontade de experimentar? Então, já sabe! Se der aquela passadinha por Rio Claro, não deixe de encomendar umas delícias especiais da Sônia.

Relação com o Consulado

Sônia conheceu o Consulado da Mulher através do Coletivo Feira das Pretas, uma rede de fortalecimento de mulheres negras empreendedoras de Rio Claro. No início, imaginou que fosse aprender novas receitas para incrementar o seu negócio, mas viu que o Consulado chegou para mostrar como fazer toda a gestão do empreendimento e dar aquela força em questões como marketing, sustentabilidade do negócio e trazer a tão sonhada autonomia financeira.

O caminho não foi e ainda não é fácil. Todo dia é um novo aprendizado, uma nova dificuldade para chegar até a conquista de bons frutos. “Quando entrei no Consulado, a maior dificuldade mesmo foi a informática, eu não sabia nem ligar o notebook, então eu dei o maior trabalho pra netos, nora, filhos e todo mundo aqui em casa. Até hoje eu tenho dificuldades, mas foi um avanço tremendo para mim”, recorda-se ela. 

E que esse avanço seja constante e traga muito mais crescimento!

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Suspiré em…Gostinho de infância

O meu trabalho representa superação! 

Quando o suspiro apareceu na minha vida, eu vi um mundo de possibilidades.

Criança gosta mesmo é de bagunça, alegria, festa e muito doce! Ainda em clima de Dia das Crianças, viemos relembrar um docinho que fez (e ainda faz) parte da infância de muita gente por aí: o suspiro! Esse docinho suave é o carro-chefe da Ravenna Chagas, que começou a fazer sucesso em Manaus e hoje está levando seus quitutes para Blumenau, em Santa Catarina, com a Suspiré – Suspiros de amor.

A ideia de começar a Suspiré: Suspiros de Amor veio da vontade de comemorar o aniversário do pequeno Judá, o filho de Ravenna que iria completar seu primeiro ano. “Eu estava sem dinheiro, então decidi fazer todas as coisas da festinha. Comecei a pesquisar doces pro aniversário dele e achei o suspiro e achei lindo!”, lembra-se Ravenna. A empreendedora, aproveitou então, alguns cursos gratuitos e decidiu testar receitas de suspiro. 

Fornadas veem, fornadas vão e estava difícil acertar o ponto certo do doce, o clima de Manaus foi a desconfiança da receita não estar dando certo, mas o segredo estava na temperatura do forno. “O truque do suspiro é ter um forno que segure a temperatura de 80 graus”, explica Ravenna. Quando descobriu o segredinho, o sucesso começou a ganhar forma, as primeiras pessoas que experimentaram o suspiro amaram, mesmo ainda faltando alguns detalhes finais. “Eu pensei: “Se as pessoas gostaram e eu ainda nem acertei como gostaria, quando eu acertar, eu vou ficar rica”, conta a empreendedora. 

O aperfeiçoamento da técnica foi tanta que Ravenna faz todo tipo de personalização nos docinhos, tem suspiro tradicional, cremoso, recheado e temáticos. Todos fazem sucesso com a criançada e com as mamães e papais que querem inovar nas festinhas dos filhos. “Começar a fazer o suspiro personalizado, me deu exclusividade, porque na minha cidade só tinham duas pessoas que faziam o suspiro, eu e uma outra empreendedora”, conta Ravenna. “Eu vi nisso uma oportunidade de crescer, por fazer algo diferente. Isso me deu a oportunidade de eu crescer muito rápido em pouco tempo”, completa ela.

Quem procura a Suspiré pode ter certeza que vai encontrar os docinhos mais fofos para a diversão da criançada, tem de tudo: personagens, temas, bichinhos, flores e até suspiros que imitam outros alimentos, como um pedaço de pizza, por exemplo. Criatividade que não para! 

Ravenna conta que além de se inspirar nas maiores suspireiras do Brasil, adora fazer as suas próprias invenções. “Eu imagino e tento fazer. Já fiz até um planeta de suspiro. Usei o mesmo conceito da torre de suspiro que é feita em cone de isopor, mas usando uma bola de isopor”, conta ela. E teve aliens e tudo nesse planeta! 

Qualquer criança pira com esses suspiros criativos que além de deliciosos, compõem a decoração da festinha em grande estilo. O pequeno Judá, filho de Ravenna, que o diga. Aos dois anos de idade já exerce a função de controle de qualidade do empreendimento. “Eu lembro que uma vez eu tentei fazer um suspiro com um pó para preparo de sobremesa, que é um pouco ácido e ficou azedo. Ele experimentou, mordeu, tirou da boca e colocou em cima da minha bancada”, conta a empreendedora aos risos. Parece que esse suspiro da mamãe não foi aprovado, mas todos os outros passaram ilesos pelo rigoroso controle de qualidade!

Relação com o Consulado

Foi através da madrasta que Ravenna conheceu o Consulado da Mulher. Após a indicação, a empreendedora que estava no início de seu negócio, passou no processo seletivo e entrou oficialmente para a turma de Manaus. 

Como todo começo trás desafios, esse não foi diferente. Ela conta que uma das maiores dificuldades foi organizar os relatórios do empreendimento todo final de mês. “Eu fazia a famosa regra de três da confeiteira, aprendi finanças, precificação, tudo com o Consulado e percebi como a minha mão de obra era muito barata”, lembra-se ela. 

Apesar de ainda passar por dificuldades na parte de finanças, Ravenna conta que consegue visualizar melhor o seu negócio, o que gastou de matéria-prima e mão de obra. Hoje entende que isso é fundamental para acertar na tomada de decisão, quando está na hora de contratar outra pessoa, mudar o modelo de entrega e pensar estratégias para os meses seguintes, por exemplo. “Se foi ruim em um mês, no outro mês faço mais promoções para ter mais entrada, se foi bom, anoto para no próximo ano, nessa mesma data fazer uma promoção parecida”, revela a empreendedora. “O Consulado me trouxe isso, essa visão estratégica do negócio que eu não tinha”, conclui ela. 

Com novos desafios pela frente, Ravenna está concluindo a mudança com a família para Blumenau e não vê a hora de voltar a colocar a mão na massa e encantar com os seus suspiros em solos sulistas. Os catarinenses estão com sorte!

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Tamiris Bolos em…O sonho continua!

O meu trabalho foi a minha válvula de escape. Me ajudou muito a não pensar que eu tinha perdido a minha mãe

Empreender sempre foi um desejo na vida de Tamiris, mas ela nunca imaginou que fosse na área da alimentação, assim como a mãe Dona Edna que sempre teve o dom de cozinhar, e já trabalhava com outra pessoa que fazia o mesmo, queria ter a filha ao lado para seguir esse sonho. E não é que o sonho se concretizou? Entre idas e vindas, Tamiris se rendeu ao desejo da mãe e juntou-se ao negócio, onde permaneceu por 4 anos. Quando chegou o momento de mãe e filha seguirem sozinhas no empreendimento, a empreendedora decidiu fazer uma reforma geral na casa para adaptar o espaço para o seu novo negócio que estava prestes a nascer: Tamiris Bolos. 


Foi assim que a cidade de Rio Claro, em São Paulo, ganhou um novo talento da confeitaria. Quem conhece os bolos da Tamiris não esquece mais. Ela começou com a proposta mais tradicional, com bolos recheados com frutas, que aprendeu com a mãe e com o tempo foi aprimorando e colocando mais sabores. “Eu faço um pouquinho de tudo! Lá onde eu trabalhava era bem limitado, a gente não trabalhava com leite Ninho, nem com Nutella. Então, eu comecei a ver que os clientes começaram a pedir muito e decidi incluir no meu cardápio”, conta Tamiris.
Apesar de fazer sucesso com qualquer sabor, a empreendedora admite que o campeão de vendas invicto, o queridinho dos clientes que não sai do primeiro lugar é o bolo de abacaxi. Não tem pra ninguém! Pura nostalgia de festa. 

Dona Edna, infelizmente, faleceu durante o período da reforma e não conseguiu ver o empreendimento ganhando forma, mas Tamiris conta que decidiu continuar seguindo o sonho da mãe e se dedica todo dia para fazer o negócio crescer e se tornar conhecido. “No começo foi bem difícil, continuar sem ela, mas continuei e faz 3 anos que eu estou empreendendo na minha casa”, lembra-se a empreendedora. “Eu acho que se eu não tivesse esse trabalho, eu teria entrado em uma depressão. Por ser um trabalho muito corrido, eu não tinha muito tempo de ficar pensando que eu tinha perdido a minha mãe”, completa ela. A certeza que fica é que onde quer que a Dona Edna esteja, ela tem muito orgulho da filha e do empreendimento que tem conquistado a cidade de Rio Claro.

Tamiris segue com o negócio sozinha, mas vire e mexe tem uma pequena ajuda do Kauan, o filho de 10 anos que ama os bolos da mãe. “Quando eu estou um pouquinho apertada, eu coloco ele pra secar uma louça e guardar. E às vezes ele aparece aqui quando estou fazendo brigadeiro e fala: Hum, mãe, que cheirinho bom”. A gente te entende, Kauan! Afinal, é uma delícia melhor que a outra.

 

 

 

 Relação com o Consulado

Tamiris chegou até o Consulado da Mulher através de uma amiga que já fazia parte do Programa de Educação Empreendedora. Ela conta que estava um pouco perdida em como precificar o seu produto e começou a perguntar por aí, quando a amiga, Edilaine, indicou o Consulado e finalmente as coisas começaram a mudar.
Ainda enfrentou as dificuldades iniciais com a organização do dinheiro. “Eu apanhei bastante para administrar, depois que eu conheci o Consulado ficou mais simples”, conta Tamiris.

Depois que aprendeu a divulgar o seu trabalho nas redes sociais e no whatsapp, começou também a receber os primeiros retornos positivos sobre os seus bolos. “Eu sempre falava que eu tinha nascido sem dom, mas quando eu comecei a trabalhar fazendo bolos, me despertou essa vontade de aprender mais sobre a confeitaria, ter vontade de colocar a mão na massa, e é o que gosto mesmo de fazer”, orgulha-se ela. E que bom que esse dom foi descoberto, pois agora todos podemos contar com esses bolos deliciosos circulando por aí!

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Ana Paula Buscher em…É Primavera!

O meu trabalho hoje é tudo pra mim, é minha vida. Eu respiro a confeitaria!

Ah, a Primavera chegou! E ela combina com cores, frutas e flores. O que essa primeira semana da estação mais bonita do ano já trouxe para você? Para nós, trouxe as delícias da Chef e professora de confeitaria e panificação, Ana Paula Buscher, uma empreendedora muito criativa da cidade de São Paulo, que deu um novo significado para as receitas tradicionais colocando um toque de refrescância frutal e floral.

Com o nada convencional bolo de mexerica, Ana Paula abriu as portas para uma tendência que promete conquistar o paladar dos paulistanos. “Eu queria fugir um pouco da confeitaria do leite condensado, do ninho e da nutella”, conta a empreendedora. E deu certo! Ela se lembrou de algumas bases da confeitaria e resgatou o Curd, um creme confeiteiro que usa o suco da fruta ao invés do leite. “Eu fiquei bem feliz. Fiz o teste do creme e deu muito certo. Aí pensei: bom, tem o bolo, tem o creme e agora preciso de uma finalização”, conta a empreendedora.  

E claro que a finalização não ia deixar a desejar! Com as gemas dos ovos usadas no creme, ela decidiu aproveitar também as claras na receita. E com elas, criou um merengue para colocar em cima e para decorar usou gotas do recheio de mexerica e uma folha de hortelã. Deu água na boca aí também? Pois não para por aí não! 

Com a ideia de sucesso na palma da mão, outras surgiram. Quem experimenta o bolo de mexerica também vai amar o de limão e o de maçã com calda de caramelo, que usam a mesma base de suco de frutas. Isso sem falar nas sobremesas feitas com água de flor. “Eu faço um manjar libanês com água de flor de laranjeira e calda de damasco e faço o manjar italiano, que chama manjar bianco. Coloco um pouco de água de rosas e vai com calda de morango e manjericão”, explica Ana Paula. Uma delícia!

A empreendedora conta que a ideia das receitas à base de frutas e flores é tentar resgatar a base de confeitaria tradicional com os cremes. “A gente pode fazer coisas bem gostosas com outros tipos de base tradicionais, que a gente não explora muito, porque não é muito valorizado”, relata Ana. Os clientes que o digam, todos amam essas delícias, justamente por ser algo diferente, algo que transcende a criatividade. “Eu sou muito criativa, às vezes sai umas coisas meio loucas, mas às vezes saem coisas muito boas”, completa ela.

 

Nas receitas da Ana Paula os sabores florais são de Amor-Perfeito, Capuchinha, Lanterninha Chinesa e Cravina. E para quem tem curiosidade sobre flores comestíveis, a empreendedora explica que a flor comestível tem um cultivo diferente das tradicionais. As flores que vemos nas floriculturas, por exemplo, foram cultivadas em um solo diferente, regadas com água de reuso e podem ter contaminação. 

Já as flores usadas nas receitas são regadas com água potável e cultivadas em solo preparado para alimentos. As flores são deliciosas para as receitas, mas não vai sair por aí comendo qualquer uma não, ein? 

Relação com o Consulado

O amor por cozinhar sempre foi algo constante na vida de Ana Paula. Antes da pandemia trabalhava em um restaurante, onde colocava em prática os conhecimentos das aulas da faculdade de gastronomia. Após perder o pai para a Covid decidiu que não iria se arriscar voltando ao restaurante e focou em continuar a preparar os seus pratos em casa e começar a vender.

A empreendedora conheceu o Consulado da Mulher através de uma postagem no Grupo Afrotrampos no Facebook e desde então só cresceu. “Eu costumo dizer que eu sempre fui empreendedora, meu pai era empreendedor, então, isso já é de família. Eu fazia, mas eu ainda trabalhava fora, não conseguia me dedicar. Não vou mentir que eu tinha medo de trocar uma coisa certa que é o CLT pelo duvidoso que é começar a empreender”, conta ela. 

Foi pelo belo exemplo do pai artesão de esculturas de ferro que Ana Paula persistiu e continuou a empreender. Nas aulas do Consulado percebeu que podia estruturar o seu negócio e começou a precificar os seus produtos de forma correta. “Não digo que foi uma dificuldade, assim, foi um abrir de olhos. Ficar atenta aos custos. Quando você precifica errado, você não consegue fazer um investimento no negócio, porque não sobra dinheiro, não tem como investir”, recorda-se a empreendedora.

Apesar de fazer bastante coisa para festas, o carro-chefe do empreendimento é a revenda para cafés, mercados, restaurantes e empresas. Hoje as delícias da Chef Ana Paula Buscher percorrem toda a cidade de São Paulo, conquistando cada vez mais os corações, ou melhor, os estômagos dos paulistanos. Então, pode ser que você já tenha provado de uma dessas gostosuras!

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La Famille em…Vida mais saudável

“Hoje nosso trabalho representa a nossa sobrevivência e eu devo isso ao Consulado, isso eu vou falar sempre, toda vida. Até quando eu for rica, chique e famosa”

Fica bem mais fácil ser fitness quando temos uma comida saborosa e saudável ao mesmo tempo, não é verdade? Essa foi a ideia de mãe e filha para montar um empreendimento focado em fornecer marmitas saudáveis em Joinville (SC). Suzana é gastrônoma e a filha Estela, nutricionista, uma dupla e tanto para montar os cardápios do La Famille – Marmitaria Fitness. Suzana conta que no início o negócio era focado em marmitas para os trabalhadores, já que a cidade é muito industrial, mas com a pandemia e os locais fechando, tiveram que mudar o rumo do empreendimento. “O Consulado veio, abraçou a causa e decidimos juntos que iriamos focar na marmita fit, porque as pessoas estavam mais em casa, precisavam se alimentar melhor, focar na saúde e a gente deu uma guinada”, conta Suzana.

Uma guinada que deu super certo! O La Famille não é só sucesso no prédio e no bairro, onde conta com muitos clientes, mas na cidade inteira e até em algumas academias. “Tem bastante gente que fala que os pratos são uma delícia, gostam do tempero, não usamos nada químico, usamos só temperos naturais”, conta Suzana. O empreendimento que começou vendendo 3 marmitas, hoje não vende menos que 200 por semana. Entre clientes fixos que não vivem sem a comidinha fit especial, as empreendedoras contam que sempre produzem a mais para ter uma reserva para os novos clientes, em torno de 60 marmitas a pronta entrega. Então, se quiser experimentar as delícias do La Famille já sabe, é só ligar!

O leque de opções é bem farto. Passando por arroz e pão integral, carnes, suco, leite vegetal e muito mais! Mas como todo restaurante tem o prato campeão, aquele queridinho dos clientes que não pode faltar nunca no cardápio, aqui não seria diferente. Arroz, feijão e carne moída, strognoff de frango, panqueca de carne, nhoque de batata doce e porco com abacaxi são definitivamente os campeões de pedidos, contam Estela e Suzana. Deu água na boca, né?

Inspiração é o que não falta para mãe e filha, elas contam que toda semana tem novidades no cardápio. “Procuramos o que tá bombando no mercado, pegamos aquilo e transformamos em fit”, conta Suzana. Quem tem restrições alimentares também pode contar com as delícias do empreendimento, o cardápio é adaptado para diversas restrições, inclusive diabetes. Elas contam que atendem mamães que acabaram de ganhar neném e precisam de uma comidinha mais leve, pessoas recém operadas e quem deseja levar uma vida mais saudável. Somente a opção sem glúten para celíacos que o La Famille ainda não trabalha. 

Se engana quem pensa que pode contar com essa dupla dinâmica somente para se alimentar. Suzana e Estela abriram um pouco mais o leque de opções e criaram um projeto paralelo, um SPA Urbano. Uma ideia que conta com alguns produtinhos na linha bem-estar para acompanhar a alimentação saudável, tudo no ramo natural. “Nós produzimos travesseiro de pescoço e bonequinhas com ervas medicinais dentro, banhos de escalda pés, sabonete natural, sais e estamos inventando a máscara também”, orgulham-se elas. 

Relação com o Consulado

Empreender sempre foi uma atividade constante na vida de Suzana. Ela conta que por necessidade já fez diversas coisas, desde doceira até vendedora de pneus. “Eu não tinha uma organização para precificar, cobrar o certo, eu doava um monte de coisa, deixava as pessoas pagarem depois e algumas não pagavam”, explica ela. Hoje, com o apoio do Consulado da Mulher ela se organiza melhor e faz tudo sob medida. “A gente aprendeu com o Consulado que se a pessoa que cozinha fica doente, através da ficha técnica de cada produto, é possível outra pessoa fazer”, conta ela. “Porque se o cliente comprou de você, voltou e comprou novamente é porque ele gostou do seu produto e ele espera ter a mesma lembrança daquilo e se você não tem a ficha técnica vai mudar, vai ficar mais salgado ou com outro sabor”, conclui Suzana.

Tendo o Consulado da Mulher como um divisor de águas, Suzana conta que saiu do estado onde morava para poder participar do Programa de Educação Empreendedora. Ouviu falar do Consulado pela rede de economia solidária que participava na sua cidade,  Apucarana, no Paraná. A ideia era passar o período de assessoria na casa da filha, Estela, que já morava em Joinville, mas os planos mudaram um pouco. “Quando deu 15 dias de curso do Consulado, liguei para o meu marido e falei: coloca o fogão, a chapeira e o forno no caminhão e vem pra cá, porque eu não vou mais voltar, só vou aí buscar a minha mala”, lembra-se ela. 

Tudo deu certo! Juntou a filha no empreendimento e foi em busca de realizar esse sonho. Enfrentaram as primeiras dificuldades de começar do zero, encontrar clientes, conhecer a cidade, a demanda e os costumes. Suzana orgulha-se em dizer que o Consulado colocou o negócio no trilho certo. E que trilho de sucesso! 

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Ser voluntário é crescer a partir da experiência do outro | Feliz dia do Voluntariado

Nossa homenagem a todas as pessoas que dedicam o seu tempo para o próximo.

Cada um do seu jeito faz muita diferença <3

 

Confira o que os voluntários do Consulado da Mulher tem a dizer sobre a experiência

Sempre tive muita vontade de realizar algum tipo de trabalho voluntário, mas devido às “correrias” do dia a dia nunca disponibilizei tempo para isso. Esse ano tomei a decisão que se surgisse a oportunidade eu o faria com certeza, afinal se ficasse adiando eternamente nunca ia conseguir realizar. Participar do programa de mentoria do Consulado da Mulher foi certamente uma das melhores vivências que já tive, conhecer o trabalho de uma empreendedora de uma região totalmente diferente da minha e entender quais são suas dificuldades para então contribuir diretamente no seu desenvolvimento e geração de renda me deixou extremamente realizado. E claro, isso também me tornou uma pessoa e um profissional melhor. Só tenho a agradecer.

Lucas Oliveira, voluntário do Consulado da Mulher

Fui convidado pelo Lucas Oliveira a participar da mentoria voluntária. Gestão sempre foi uma área na qual me interessei, por isso topei o desafio. A grata surpresa veio rapidamente, sem dúvidas essa foi a experiência mais significativa que tive na vida até agora. Enxergar o brilho no olhar da nossa mentoranda, ver a aplicabilidade de conceitos na prática transformando um negócio e impactando a vida das pessoas, foi a maior satisfação que tive.

Gabriel Amaral, voluntário do Consulado da Mulher

 E o que a nossa empreendedora, Nikacia, diz sobre a mentoria recebida pelos voluntários Lucas e Gabriel?

 “Primeiro, quero agradecer de todo coração pela oportunidade. E dizer também que superou todas as minhas expectativas. O Lucas e o Gabriel são feras. Me ajudaram bastante, estudamos muito e agora sim, tenho meu negócio bem estruturado. Tanto na parte do plano de negócio, financeiro (aliás, foi o que mais aprendi, justamente finanças, pois era essa a minha maior dificuldade e os mentores focaram justamente nesse ponto) estoque e marketing. Agora sim, consegui ter uma boa estrutura para meu negócio decolar. Quero deixar frisado a competência e comprometimento dos meninos Lucas e Gabriel, eles foram excepcionais. Mais uma vez, muito obrigada!’”