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Kelly Silva, Coordenadora de Programas Sociais do Consulado da Mulher, e Rachel Maia, ex CEO da Joalheria Pandora, participaram do projeto Vozes Urbanas


Propondo diálogos e reflexões sobre as questões presentes nas periferias das metrópoles, o Vozes Urbanas é um projeto criado pela Fundação Tide Setubal que busca fomentar espaços e iniciativas que promovem a justiça social e o enfrentamento das desigualdades socioespaciais nas grandes cidades.

O evento possui uma agenda caminhante que passa por diferentes pontos de São Paulo. Na última quarta-feira (06), o ponto de encontro foi o espaço do Grupo Mulheres do Brasil e o tema da vez “Mulheres: equidade de gênero e raça e empoderamento econômico” foi conduzido por Rachel Maia, Kelly Silva Baptista e Mafoane Odara.

Mulheres: equidade de gênero e raça e empoderamento econômico

De acordo com os dados do relatório “A distância que nos une”, da Oxfam, assim como acontece com as mulheres, a população negra é minoria quando nos referimos às faixas de renda maiores do que 1,5 salário mínimo, e para cada negro com rendimento acima de 10 salários mínimos, existem 4 brancos na mesma situação.

Ainda segundo o relatório, se esse ritmo de inclusão continuar o mesmo, a equiparação da renda média dos brancos e negros só acontecerá em 2089.

Aliás, não é necessário nem se apegar a dados e números de relatórios para confirmar a desigualdade de gênero e raça que nos acompanha diariamente. Tente relembrar quantas professoras negras você teve ao longo da vida; quantos dos seus colegas de classe, durante a graduação ou até mesmo no ensino médio, eram negros? E no trabalho, quantos negros você enxerga?

Sem esquecer que essa população representa mais da metade dos brasileiros, responda a você mesmo essas questões simples.

Foi de frente a essa realidade, que Rachel Maia, Kelly Silva Baptista e Mafoane Odara, discutiram o tema e atiçaram o público presente a buscar soluções que promovam a equidade de gênero e raça, processo que consequentemente pode responder ao crescimento do empoderamento econômico de mulheres.

Diariamente, as três condutoras da roda de conversa já realizam o seu papel para o enfrentamento as desigualdades de gênero e raça. Rachel, como uma das poucas mulheres negras a frente de grandes empresas, e Kelly e Mafoane, com os seus trabalhos sociais direcionados ao público feminino.

A nós cabe seguir o exemplo e permanecer na luta para que o empoderamento chegue a cada vez mais mulheres. Não anule a luta e dor do outro, “mimimi” não existe.

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